Cedeu a semana alguns dias à redução do regresso à desdita. Nenhum estafeta viera trazer-lhe a tragédia líquida aos pés da porta. A garrafa de Coca-cola, meia, continuava depositada incólume no suporte do frigorífico, justo até aquele dia fatídico. Humberto bebia 7 litros de uísque por semana. Sete litros exactos. Quase tão exactos como toda a sua vida. Ainda não tivera a experiência acolhedora de saborear uma pizza com amigos, nem sequer a regurgitante ocasional cerveja da adolescência. Aquilo era mais membrana que homem, todo ele dobras da cor mais pálido do sangue, todo ele um cheirete de peles, líquidos assombrosos de brancos e pêlos à mistura. Um produto recolhido da vida de antes agora. Fechado seria sempre uma fortaleza, aberto estaria perdido entre iguais. Aliás, Humberto só bebia assim tanto, por ser aquele macaquinho em todo o tempo que assistira ao pai fazê-lo. Só mijava sentado pelo mesmo motivo. Mal fazia ideia dos estigmas que os vícios e as idiossincrasias r...