- A culpa invariavelmente clama por um castigo, e esse castigo traz uma cura específica para cada consciência febril. - Oh! E será essa a única cura possível? - Claro que não. Frequentemente, a compreensão ou o perdão, ou ambos postos a trabalhar em conjunto, produzem os mesmos resultados. - Entendo. Só espero que a descubras então. - Ok. - Ok? - Sim, que culpa tens tu de não quereres saber nada sobre alguém que não se ajusta à tua cura diária? - Nenhuma, suponho. Não tenho culpa alguma ligada à tua. - Mas, se tivesses, que castigo te proporias a auto-infligir? - Um, que nada tivesse a haver contigo. Não sinto culpa por nada que seja nosso, ou teu. Só tenho culpas pessoais. E essas, guardo-as para mim apenas. Nestes tempos de agora, as culpas de cada um não são matéria para exploração comum. Não há maior sinal de fraqueza. - E claro que não te sentes fraco, certo? - Sinto pois, mas não mostro. Deus me livre... - Ok. - Ok? - Pois... Assim que te sentes...