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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto 30, 2015

"Two Friends" are hard to find.

O Horror dentro de todos.

Lamento a forma propícia, de quase profana alimentação sistemática de determinados egos dormentes, que a propagação de certas imagens suscitam. É quase como se aguardassem a iminência do horror para se mostrarem humanos pela primeira vez. Lamento também a frase que escrevi antes desta, por pensar primeiro na acusação sumária e só depois, mais profundamente, na necessidade de se mostrar uma criança morta numa praia como mote para uma acção de choque. Igualmente lamento a humanidade, eu incluído, sempre dividida neste dilema. Se prestarmos atenção, é fácil perceber que não há realmente uma guerra aberta entre mostrar e não mostrar. O que há é apenas um choque de desconfortos, que nada mais é que a discussão contínua sobre o entendimento do horror, e sobre a dúvida de se devemos ou não lavar as mãos nesta água suja e mudarmos imediatamente de imagem, ou nos forçar ao entendimento destas mesmas imagens, sujando-nos também no processo. Já quase me havia esquecido, e lamento-o de igual mo…

De Ella para ela.

Conversa de chacha.

- A culpa invariavelmente clama por um castigo, e esse castigo traz uma cura específica para cada consciência febril. - Oh! E será essa a única cura possível? - Claro que não. Frequentemente, a compreensão ou o perdão, ou ambos postos a trabalhar em conjunto, produzem os mesmos resultados. - Entendo. Só espero que a descubras então. - Ok. - Ok? - Sim, que culpa tens tu de não quereres saber nada sobre alguém que não se ajusta à tua cura diária? - Nenhuma, suponho. Não tenho culpa alguma ligada à tua. - Mas, se tivesses, que castigo te proporias a auto-infligir? - Um, que nada tivesse a haver contigo. Não sinto culpa por nada que seja nosso, ou teu. Só tenho culpas pessoais. E essas, guardo-as para mim apenas. Nestes tempos de agora, as culpas de cada um não são matéria para exploração comum. Não há maior sinal de fraqueza. - E claro que não te sentes fraco, certo? - Sinto pois, mas não mostro. Deus me livre... - Ok. - Ok? - Pois... Assim que te sentes absolutamente ilibado de mim, é isso? - Julguei…

Tempo de voltar a escrever

"O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem."
O tempo é mesmo aquilo que fazes com ele.

Lembrar Oliver Sacks