A busca incessante pela felicidade é talvez o maior cliché cultural que nos espreita a razão. Por todo o lado se vêm imagens de deslumbramento e sorrisos que vagueiam pelas redes sociais. Ao virar da esquina a melhor música de sucesso projectada para celebrar-nos, finais felizes épicos de Hollywood em belos instantes de instagram, livros de auto-ajuda a povoarem a maldição da internet, semi-misticas cultas e palestras sensacionais no espaço de um post, que têm como único objetivo ajudar-nos a atingir essa experiência fenomenal de acabarmos felizes para sempre, ou mortos então. Mortos, seríamos talvez mais felizes que a vivermos nestes tempos de constantes falácias. Se eu insistisse no que sei, adiante de tantos assombros, acabaria morto, certamente. E isso, nem quero saber. Na internet tornam-se cada vez mais populares as instruções ou dicas ou roteiros infalíveis para se ser feliz. Sobram os exemplos que temos desta busca incansável. - Eu até já vi fascistas ...