continuação... Chegava a pontos extremos, de lhes escrever poemas. Longos versos jâmbicos, que depois lia em voz alta no salão térreo, virado às vitrinas que resplandeciam de ouro e madrepérola, naquelas manhãs sem tempo ou luz. Duas gerações de Viriatos amealharam ali mais de dez mil botões, muito embora, poucos daqueles raros, que tinham conhecimento de tais despojos, fizessem fé de que haveria tantos assim no mundo inteiro. Com o passar dos anos, sumiu-se tão rápida a réstia saúde do seu corpo, a uma velocidade prodigiosa. Não era nada de estranho, a saúde falha-nos por vezes, mais ainda, se nem nos apetecer guarda-la com gosto e cuidado, e todos os médicos consultados assim lho asseguravam. Houve um até, que em corajosa bravata chegou mesmo a predestinar-lhe um fim prematuro. – Tolo! - Ou o senhor Viriato se deixa dessas tolices e se agarra à vida, come e bebe com regras, e aproveita as maravilhas que o viver regrado nos oferece, ou esta foge-lhe num instante, como ...