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A mostrar mensagens com a etiqueta Portugal

Onde andam estas mulheres bonitas? - II

 

As pernas mais poderosas de Portugal

 

Portuguese Bombs

  Depois de exaustivas audições (entorpecidas, assumo), mas, mesmo assim carregadas daquele rigor desmedido a que sempre me acometo, concluo que os Clash não percebiam pevides do castelhano. Mesmo assim, neste contínuo torpor alcoólico, insisto em ter esperança de que uma música desta amada banda, em tons lusos, soaria bem melhor. A Espanha, mesmo que não nos tenha anexado, como sempre o quis, há séculos que nos fode a existência de formas que muitos nem imaginam. Esta música dos Clash, é uma delas!

A Eleição do Medo

Ainda que o meu voto tivesse contado. Ainda que o meu voto contribuísse para a eleição do candidato. Ainda que o meu voto não esperasse na fila mas fosse célere e eficaz, digno de qualquer contentamento possível ao votante. Ainda que o meu voto progredisse realmente a democracia em Portugal. Ainda que o meu voto contrariasse o rumo natural da predileção política familiar, e, mesmo assim, não criasse cissões, rupturas nesse tecido tão delicado. Ainda que o meu voto fosse único, impopular, consciente, ponderado, surpreendente.. Ainda que o meu voto fosse tomar um café depois de cair na urna, satisfeito o meu voto, por ser, por existir...Mesmo que tudo isto seja verdade, sinto-me contrafeito à mesma. Desagradam-me as decisões generalizadas do povo, que se assusta e mesmo assim elege o terror que se antecipa à dúzia. Que castiga, e afasta tantas vozes importantes do lugar onde a verborreia mais conta, apesar de sempre demagógica. Apesar de sempre cíclica, conta. Faz mossa, aqui e ali. Barr...

Garrett a dar hóstias na boquinha dos desgraçados

Quando Garrett pouco antes de morrer, acabou de corrigir as provas de " Folhas Caídas " com a sua habitual caneta de porco-espinho tão mordida de tanto procurar a simplicidade, afirmou com autêntica singeleza: " os cantos que formam esta pequena colecção pertencem todos a uma época de vida íntima e recolhida que nada tem com as minhas outras colecções ." Não tinham mesmo, daí, esta sua última publicação ter sido encapotada sob o anonimato derivado dos seus cuidados pelo escândalo da sua relação com a Viscondessa da Luz, a quem a maioria dos poemas eram dedicados. - E contudo, desde os dez anos que versejava altivo, coisa de vocação pura e mais do que só isso, cresceu tanto levado por aquele talento ímpar que foi lançando um pouco de tudo ao prelo: romances, novelas, teatro, ensaios..enfim, um exibicionista descarado, pois havia em si um par de tomates a pingarem respeito, responsáveis pela maioria das suas virtudes e defeitos que pareciam ser capazes de tudo. E e...

Magníficos dias Atlânticos

Serão hoje anunciados os moldes e definições de uma iniciativa governamental, única no mundo, de tal modo arrojada e liberal, que, caso se efective e (deus me livre!) até resulte, poderá transformar esta "geringonça" de 11 milhões de "loucos" visionários e criativos, no mais singular país democrático do planeta. Refiro-me ao -  Orçamento Participativo Nacional (OPN)  -  uma ideia graciosa, não peregrina, não a este nível pelo menos, que o actual PM António Costa, já a havia colocado em prática, em 2008 no município de Lisboa, quando aí cumpriu um dos seus mandatos de autarca.  O conceito em si, sonegou-o à cidade brasileira de Porto Alegre, onde já havia sido posta em acção, implementando-a depois em Lisboa, com algum relativo sucesso e muitos milhões despendidos à mistura. Grosso modo, a concepção generalizada deste projecto indómito resume-se a isto: até Setembro, os portugueses (qualquer português que seja - isto é muito importante) poderão apresentar...

As belas, o "Búlgaro" e o resto dos Heróis,

Adoro quando o meu País se levanta e mostra grandeza pura. Uma emergência de determinação inusitada que quase parece imprópria a um povo fadado à sua insignificância (assim nos querem ver e manter).  Todavia, de tempos a tempos, lá nos erguemos altivos, desse destino imposto. Amiúde, sofremos a morder lábios, em dor extrema, mas fazemos pouco caso ao que de nós dizem. Aligeiramos os estereótipos que nos querem impor à força de não termos grande poder para os contrariar, empurram-nos para baixo, e nós amiudámos a circunstância de cair humilhados, porque sabemos melhor, porque somos portugueses e temos cá dentro um plano secreto que os outros nem se importam em descobrir.  Mostrámos quem somos desde o útero. Porque no interior profundo, temos é carnes duras, maceradas a frio com tanto derrotismo continuado, e talvez seja essa a "fénix" que nos habita e faz explodir.  Arrumaram o Ronaldo a 7 minutos do jogo da Final em França (e logo um francês, não queiram lá ver....

12 anos de Fé

Guardei-te durante 12 anos. Ontem, não te vesti, vestiste-me tu a mim!

O Português é fundamentalmente Humano desde Pequenino.

Porque sendo "pequenino", o Português, habituou-se a essa condição de falhar, de morrer na praia, enfim, de perder com desastre e infâmia. Desistir parece-nos sempre uma opção tão apetecível, "morrer" assume-nos uma existência de quase um fado predestinado, como algo que se define por razão aos mais fracos, os que são verdadeiramente pequeninos.  Mas não, nada disto! Aos "pequenos gigantes", a couraça da perda, a armadura da derrota infiltra-se-lhes na improvável e oculta alma guerreira, e assume uma outra pele blindada que os faz inevitavelmente maiores.  É um facto histórico, que tanto vale numa guerra antiga, como numa final de futebol destes tempos, a batalha de pura fé que promove a resistência inabalável, a brava entrega dos desfavorecidos, face à eterna glória, contra os vencidos arrogantes, é uma alegria que advém destes resultados improváveis. No fim de contas, poder contar com alguém, mesmo nem sendo adepto do desporto, mas grato e ...

Levantem-se, ouçam e tremam de orgulho.Foto

...eu tremi! Foto: Jornal "A Bola" Foi assim que a tsf nos trouxe o golo histórico de  E der Isto é vívido. Isto é sangue. É loucura. É amor... Não é futebol (que nem aprecio), é a minha equipa, é o meu País!