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A Guerra é um bom filme II

  Em 1942, a Gestapo, enviou uma mensagem urgente: “ É a mais perigosa de todos os espiões aliados. Devemos encontrá-la e destruí-la. ” O alvo era Virginia Hall , uma socialite americana que se transformou em espiã do Ministério da Guerra britânico e, posteriormente, dos Estados Unidos. Chamada pelos alemães de: “a dama que manca”, Virginia, que possuía uma prótese de madeira na perna esquerda, nunca foi capturada por estes. “Uma mulher sem importância” conta a história dessa, que foi a mulher civil mais condecorada no fim da Segunda Guerra Mundial. E com razão: Treinou células de resistência que realizaram sabotagens de guerrilha como explodir pontes ou descarrilarem comboios cargueiros. Hall também ajudou a preparar o terreno para que as forças aliadas invadissem a Normandia e a Provença. Segundo estimativas, ela e a sua equipe capturaram quinhentos oficiais alemães e mataram outros 150. Além de ter estabelecido uma vasta rede de espionagem em toda a França, Virginia Hall tam...

A Guerra é um bom filme.

  Utah Beach, Normandia, 6 de junho de 1944. A foto mostra um grupo de soldados americanos a processarem, o que eles acreditam ser um soldado japonês, capturado em Utah Beach, durante o dia D. Após a sua captura, foi enviado para um campo de prisioneiros no Reino Unido, e, durante o processo de comunicação através de tradutores japoneses percebeu-se que ele não era de todo japonês, Yang Kyoungjong era coreano. Em 1938, com 18 anos, Yang estava na Manchúria, tendo sido convocado para o Exército Imperial Japonês " Exército Kwantung ", para lutar contra a União Soviética. Naquela época, a Coréia estava sob o domínio japonês. Durante as batalhas de Khalkhin entre a União Soviética e o Japão, foi aprisionado pelos soviéticos, e posteriormente forçado a servir no seu exército. Mais tarde, terá sido enviado para a Ucrânia, onde lutou pelos soviéticos na batalha de Kharkov , onde, mais uma vez foi capturado, desta feita pelos alemães. Foi então recambiado para França, integrando...

Episódios de uma Guerra fora do seu Tempo

Sinto um espanto incomensurável pelo povo Ucraniano. Uma admiração sem precedentes que pouco me admira, face a um povo agredido. Todavia, continua a inspirar-me assombro pela sua coragem vibrante. Quanto mais não seja por alguns trechos de notícias, aqui e ali, que vou retirando do contexto geral, muito esbatido por vezes, fabricado, noutras. Mas, atentem nestes excertos: - Oficiais Ucranianos pediram que não se estabelecesse uma zona de ' não vôo ' sobre o seu território, ainda que a Rússia continue a bombardear objectivos que não são de todo militares; sejam estes: zonas habitacionais, exclusivamente civis onde existem creches, infantários, orfanatos..durante os quais imensas crianças já pereceram neste dislate. - O Embaixador Ucraniano reiterou ao seu congénere russo que: "Não existe purgatório para criminosos de guerra. Estes seguem directos para o Inferno." - Um soldado Ucraniano dirigiu-se a uma ponte para detonar uma bomba durante uma batalha, sabendo de antemã...

O mundo exacto, como sempre o foi.

Yuliy Ganf ( 1953)  

Saudades de ver boas Séries... II

No próximo dia 11 de Novembro, o mundo irá certamente promover a celebração do centésimo aniversário do último dia desta guerra. A décima primeira hora, do décimo primeiro dia do décimo primeiro mês em que a humanidade finalmente gritou basta!  Contudo, tão insensata guerra (Não serão todas assim? São pois!) foi onde o Homem se apercebeu de que as guerras já não eram aquela coisa galante e nobre de outrora, que nos impulsionavam a elas com um sorriso garboso nos lábios e uma atitude desprendida de medos no espírito. Esta guerra mostrou-nos a nossa bestialidade oculta, o nosso grotesco lado mais cruel e então terá sido dito: "Ser esta a guerra para terminar todas as guerras.." - Sabemos bem que não o foi, e sabemos também, que todos nós, como membros da raça humana, não nos permitimos a libertação deste desolador móbil de 'se fazer a guerra', de nos atirarmos à nossa própria destruição e desgraça, porque, a guerra, move-nos e ganha-nos e perde-nos muito mais em si...