Para se ser completo, é preciso um certo tipo de silêncio primórdio , da capacidade optimizada de se filtrar todo o ruído em redor . C ada vez mais , na nossa sociedade sediada em redes, tudo se torna demasiado intrusivo; cada movimento e rumor são imediatamente "postados", "tweetados" , "instagramados" ou "blogados", e o assassinato sistemático da contemplação que tanto desejamos , prossegue, n um estranho tipo de distração letal , uma derrocada a caminho da procrastinação absoluta, que surge dissimulada no guia de um saber estar. Mas estar onde? Com quem? E porquê? - Se estivermos sós, seremos bichos? Perderemos o estatuto de ser pessoa? - É quase como se nos marcassem o cérebro em brasa, a ferro, como se fossemos gado, e nos dissessem: se não estiveres aqui nem existes. Acostuma-te a isso, ou morre para aí, sozinho. Obrigado. Que não existo já eu sei. "A existência não é objectiva, mas uma realização subjec...