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A mostrar mensagens de Dezembro 20, 2015

David Duarte poderia ser um mito.

Vou sempre escutando, devagarinho, (e é sem pressas que a insídia se instala)
o mesmo ruído de morte que nos rói e nos persiste,
como um coração que foi tragado pelo nevoeiro. A porta imponente da Igreja matriz, seus santos solitários, em seus nichos mal cuidados.  As ruas, luminosas e sonoras, repletas de lajes soerguidas pelos esforços inglórios,
contra tão grande força. Tanto esforço derradeiro. Morre-se por tudo e por nada neste país inteiro. Os muros. Os muros invisíveis de castelos derrocados, postos no presente.
Caminhos que nada edificam. Paredes que a nada conduzem. Morre-se por tudo e por nada neste país onde sempre nos desiludem. Tudo isto sobre um tom uniforme e denegrido pelas sombras do costume.  A gente tornou-se humidade, entranhamo-nos na má consolação das festas
e, pouca mossa fazemos à pedra eterna. Ao tempo que nem passou. Não se lhes dá a ideia de morrerem,
contanto lhes prometam Verões de infinito; promessas e promessas de futuro.
E não será o futuro uma cria…