Porque sendo "pequenino", o Português, habituou-se a essa condição de falhar, de morrer na praia, enfim, de perder com desastre e infâmia. Desistir parece-nos sempre uma opção tão apetecível, "morrer" assume-nos uma existência de quase um fado predestinado, como algo que se define por razão aos mais fracos, os que são verdadeiramente pequeninos. Mas não, nada disto! Aos "pequenos gigantes", a couraça da perda, a armadura da derrota infiltra-se-lhes na improvável e oculta alma guerreira, e assume uma outra pele blindada que os faz inevitavelmente maiores. É um facto histórico, que tanto vale numa guerra antiga, como numa final de futebol destes tempos, a batalha de pura fé que promove a resistência inabalável, a brava entrega dos desfavorecidos, face à eterna glória, contra os vencidos arrogantes, é uma alegria que advém destes resultados improváveis. No fim de contas, poder contar com alguém, mesmo nem sendo adepto do desporto, mas grato e ...