Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Julho 30, 2017

A Arte é uma Ferida no Mundo

Jacques Tati

Hoje há maratona Tati cá em casa. Tragam pipocas.







Música de partir corações

há qualquer coisa nela, na música, na viagem, na Elizabeth, que me leva sempre a um outro lugar, como se fosse meu desde sempre e me reencaixasse as entranhas onde antes existiram estilhaços de um coração.

Às vezes sem rumo.

Por cima de uma das janelas acesas podias ser tu. A meio do tumulto que atravessa a rua em dia de feira podias ser tu.  Às vezes é sexta, outras vezes é para sempre. Ainda parei no canto brilhante onde nos encontramos para te aguardar a aparência. Veio um carro de vidro que passou com urgência, podias ser tu. Nem vi. Até o tapume de protecção do prédio em construção tem um sorriso pintado, mas não é o teu.  Podias ser tu sentada neste espaço aqui ao meu lado, a regressares baralhada, depois dos moinhos de vento de todas as palavras. Podias ser tu atordoada de imagens sob os candeeiros suspensos da minha rua, os que aliviam a minha paisagem sentimental. Havia ali uma nuvem vermelha que nos iluminou todo o ardor. Podias ser tu sem persianas contra o calor. Corri aos campos arrumados em fotografias vivas, procurei por todas as fachadas decoradas com canteiros de surpresas. Tudo te mostrei ao retardador. Quilómetros e quilómetros de linhas escritas em ponto-flor e outros pormenores de naturez…

Elisabeth Fraser

A mulher dos meus sonhos canta como um anjo  e faz vestidos por medida aos sábados.

O rapaz-tímido

Nos intervalos do balcão azul-imenso, o rapaz-tímido ainda tem tempo para viver umas coisas mais exactas. Anda por lá só a marcar um compasso, aquilo já nem lhe perturba muito o juízo. Tira cafés, espreita a barriga da máquina, escreve e desbrava o que contem. Nada de extremismos antigos, que lhes ganhou uma saudável imunidade, tudo com mãos ágeis e cabeça aberta. Vai assistindo atrás do balcão, aos que ganham protagonismo, mas não todos. Só alguns. O rapaz-tímido adormeceu um dia a pensar que ali se faziam amigos como no recreio da primária, e acordou a acreditar que aquilo funcionava mais como o polivalente de um liceu.  Recomeçou agora o concerto e o rapaz, observa os super-poderes dos amigos que são amigos dos outros amigos que nem são seus amigos, a serem populares. O rapaz-tímido apaga mais um pequeno texto escrito nas pontas dos dedos, desenha uma piada-fotografada, e mantêm-se suspenso e vivo sobre o chão do balcão-azul, por mais uns tempos. Repara nele quem pode. Nenhum público-…

Amas-me?

em dia de orgasmos...

...lê-se

«Todo o livro é [...] uma portentosa e eloquente contradição da chamada sexualidade branca, assexualidade ou sublimação dela, que têm sido as tonalidades dominantes, quando se trata de abordar esta zona, das mais obscuras, do caso Pessoa.» Hugo Pinto Santos, emOrgia Literária

Sam Shepard

"Há uma borboleta Monarch morta no passeio, em Ozona. A brisa fá-la vaguear de um lado para o outro. Durante todo o dia, borboletas têm vindo a esmagar-se contra o meu pára-brisas, deixando estilhaços rosa e ouro por todo o vidro. Vi uma desabar do céu, na vertical, e esmagar-se na superfície negra da auto estrada 10 leste. Esta deve ser a época do ano em que têm que morrer."
16/10/80
Ozona, Texas

in "Crónicas Americanas"
Sam Shepard


O Salto

Mais cedo,  nesse mesmo dia,  veio a descobrir  que o amor, se estava a acabar. Dera um salto, sem medo de dizer que se despedia. Foi um fim que estava para vir para nunca mais retornar.




Jeanne Moreau

Um dos meus filmes para sempre é este, onde esta grande senhora Moreau, brilhou tanto, que há fortes indícios de que andasse disfarçadasó a deixar-nos de boca aberta e alma cheia.
Jeanne morreu, ficou a brilhar pela noite eterna.





Bukowski

... it's a bitch!

Saudade de ver bons filmes (VI)

... poderosos

"Só choro no cinema, quando vejo um filme mau. Um filme mau pode por-me a chorar como uma criança perdida. A  capacidade de remexer, não no sentido, mas nos sentimentos, que os filmes maus possuem em alto grau, faz-me isso."
Mário Cesariny