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A mostrar mensagens de Abril 17, 2016

O Orgasmo de se ler é bom.

Ler livros de golpe é uma exaltação sem igual. Uma fúria imensa a roer-nos o corpo. Uma vontade de liberdade a vaguear pelos abraços que queremos dar, mas que, por estarmos tão distantes, não conseguimos dar juntos. Abraçamos o vácuo em vez das pessoas normais. Enlaces solitários das coisas que adoramos, e que só assim podem ser, por vezes. O Ambiente criado é fantástico. Sentimos aquelas ruas e aqueles medos que assomam às janelas das praças desertas, dos comboios parados, das casas inconcebíveis. As esquinas escurecem-se. Os olhares acomodam-nos mais do que imaginaríamos. Ler estes livros parece uma vida que nunca é nossa mas, é tão parecida que sentido-la assim, é. Igual! Veio-me à memória um filme enorme que vi no festival preto-e-branco do Jaime, e onde tive a possibilidade inaudita de estar a tomar uma cerveja com o realizador.  Os momentos, são tão nossos, quanto os fizermos. O resto é vida. O resto é só vida. Só Vida!

Solidão.

O Princípe era a chuva mais púrpura de todas. Nem me atrevo a colocar aqui uma música sua, tal é a solidão da sua partida.
Cada um chora mais ou menos. No fim de contas, acabamos todos a chorar as mesmas perdas. Só a côr das águas que vertemos é que nos distingue.
Não é a morte que é injusta, são as lágrimas. São as lágrimas poucas.