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A mostrar mensagens com a etiqueta aniversários

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CR7 40

  Quem me conhece mesmo nas franjas mais remotas daquilo que sou, sabe completamente, que o futebol me passa ao lado da existência.  Acompanho-o fervorosamente apenas nos torneios internacionais (europeus e mundiais), jogos de selecções. Porque quem me conhece melhor, sabe que, apesar de todas as minhas idiossincrasias sou é adepto deste País espectacular. E, dentro desse mesmo contexto, quem melhor exemplifica e, convenhamos, mais nos exulta essa estranha paixão que o Cristiano Ronaldo? Resposta: Ninguém! Nem Eusébio, nem Figo nem o diabo-a-velho com dois pés capazes de chutar uma bola, alguma vez nos entronizou mais a este desporto que este super-herói madeirense. O raio do homem não consegue deter-se a meio de nos orgulhar de sermos portugueses como ele. É uma coisa que de fenómeno ele roubou na realidade do outro jogador que dispunha do mesmo nome e alcunha, mas que, nunca, jamais se poderá equiparar a este. E tanto é isto verdade, que hoje, 5 de Fevereiro de 2025, este de...

Todos os Anos... são Fevereiro!

  Aproxima-se. Aproxima-se e convenci-me de que nem o veria, (este ano). Tolo, fui tolo, sou sempre tolo por pensar no melhor. O melhor jamais chega. A vida é assim, um novelo de desilusões, e eu, o gato antropomorfo que nunca se achincalha sem companhia, nunca esquece as tribulações que aqui me conduziram. Quer, mas, nunca brinca com o novelo...as 'patinhas' no alto a dominarem-no, a julgarem-no, analisando-o, controlando-o enquanto escorrega por algum longo corredor. Não! Não sou esse 'gato' brincante. Sou o 'gato' que só se atrapalha, corpo, alma e conquistas, o 'gato' que bebe pelo meio do seu próprio fim. O fim não chegou. Miau...! Mais uma passagem se fez e ele não chegou de novo. Vou matar os meus gatos para que não sofram com a minha perda.  Tomara que houvesse gente nesse mesmo sentido. Acabar seria um pacto. Não existem realmente. Suspeito sobre o alívio que este meu fim lhes trará. Acabo com os gatos, pronto. Fico descansado. Para a semana faç...

O Cisma do Meio-Século

  Todos os aniversários não são iguais. Quer dizer, todos os anos se tingem com um aniversário, é inevitável, mas nunca são da mesma cor interior. Este meu último, que foi ontem, pareceu-me mais escuro que o costume. Eu sei porquê. Não venho aqui aviltar ingenuidades. Foi-o pelas razões do costume: a minha aversão às pessoas em geral, às convenções sociais em particular, ao trato comum de entrega que traz retorno, a essas 'caixinhas' que todos trazem dependuradas na humanidade e que acabam pontilhadas nestes justos momentos. Falta-me a vontade de me imiscuir com o resto das pessoas que me compôem. Família, amigos, quase-amigos, relacionamentos, conhecidos...todo um rol de gente que me povoa a vida-carne, que, para mim, nunca chega a ser a vida-alma. É um defeito! Afastar-me, salva-me a posição inerente àquilo que de mais humano pode ter um humano, entregar-se sem barreiras ou rodeios. Sem restrições. Mais uma vez; como não me afundo na inércia de ser ingénuo ou hipócrita. Ou hi...

Bom dia, príncipe

Há muito que não te falava, escrevendo-te.  Hoje é o dia dos teus anos, filho. Escrevo-te. Quero te dizer que o Verão esmorece sempre por esta altura, acaba-se por esta altura, mas volta sempre. O Verão jamais desiste de retornar. Também que Setembro voltará e que a vida por cá se ajeitará, no entretanto; que as manhãs estão cada vez mais frescas e as noites também. Não faz mal, filho. O Outono também apetece e com ele os passos de volta a nós. Quero dizer-te que a noite esconde os sorrisos e mostra os dentes e o dia faz o inverso. E para te dizer tudo isto escolhi escrever silêncios e abrir-te o ferrolho enferrujado do meu  coração. Acho que apesar de tudo, sempre acabei por escrever um poema aceitável. Que amadureceu em ti por vinte e três anos.

Sentidos Parabéns...

"No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,  Eu era feliz e ninguém estava morto ." Aniversário (1929) - Álvaro de Campos

É só para uma estatística...

O meu filho diz que o blog hoje faz anos (não faz), mas fui saber como anda este mundo de saúde. Fiquei intrigado por saber serem mais os franceses e alemães que os portugueses a virem aqui parar. Não fico triste ou contente que os desígnios estatísticos de um algoritmo não são motivo para emoções fortes. Como eu gostava de saber que língua falam na "região desconhecida", apetecia-me agradecer-lhe com um abraço bem escrito.

O Manuel faz Anos

O meu pai faz anos hoje. Hoje é o Octogésimo sexto aniversário do meu pai. Nada disto é tão trivial quanto vos possa parecer. As pessoas morrem por tudo e por nada hoje em dia, morrem sobretudo de desgosto, o que muitas vezes se encobre por doenças misteriosas e males indefinidos, outras, muitas mais vezes, permitimo-las chamar apenas de cancro e se revestem todas de vidas generalizadas onde um mal terrível que parece quase impossível de levar a justo combate nos termina sem própria justificação.  A minha mãe morreu em 2005 com um cancro no pâncreas, é um facto comensurável pela imensidão da sua falta medonha, a sua ausência na mesa do bolo de aniversário, do seu sorriso da alegria familiar inteira, na vastidão tremenda da exactidão malograda da sua perda ridícula. A minha mãe era um suporte basilar, o meu pai um homem da manutenção. Não disse apenas. Porque era assim. E é assim que muitas famílias felizes se constroem. Uma união de mais valias. Mas, o meu pai teve também um o...

Rui Rock's

Hoje é o aniversário do meu amigo Rui Terroso. Quarenta e três anos de vida, mais de vinte de música incansável. Um homem diferente neste tempo de arraso total da individualidade, assustado ou não, tenaz, jamais desiste. A certeza na frente e sempre seguindo a canção. Um grande ser humano que não espera acontecer, faz. Merece-me tudo e assumo-lhe a dedicatória. Falei está falado. A amizade não vê nem ouve, só sente. Parabéns Rui.

Saudades de ver boas Séries... II

No próximo dia 11 de Novembro, o mundo irá certamente promover a celebração do centésimo aniversário do último dia desta guerra. A décima primeira hora, do décimo primeiro dia do décimo primeiro mês em que a humanidade finalmente gritou basta!  Contudo, tão insensata guerra (Não serão todas assim? São pois!) foi onde o Homem se apercebeu de que as guerras já não eram aquela coisa galante e nobre de outrora, que nos impulsionavam a elas com um sorriso garboso nos lábios e uma atitude desprendida de medos no espírito. Esta guerra mostrou-nos a nossa bestialidade oculta, o nosso grotesco lado mais cruel e então terá sido dito: "Ser esta a guerra para terminar todas as guerras.." - Sabemos bem que não o foi, e sabemos também, que todos nós, como membros da raça humana, não nos permitimos a libertação deste desolador móbil de 'se fazer a guerra', de nos atirarmos à nossa própria destruição e desgraça, porque, a guerra, move-nos e ganha-nos e perde-nos muito mais em si...

Que Alguém Saiba que Passaram Cinco Anos...

"ESTE SILÊNCIO É SÓ MEU" Nunca quiseste o meu silêncio,  e eu mantive-me afastado sem nada para te dizer, e gritei para dentro sem ter nosso, um ponto interior de dor. Nunca quiseste saber-me sem voz, mas sabes, o que instantaneamente me dói, não são essas distâncias, que ficaram nestes anos todos a crescer, arrumadas entre os medos que não gritamos juntos, e os sonhos que nem transpirei na tua pele. O que verdadeiramente me dói são os bons silêncios, que nunca habitamos lado a lado. Porque o silêncio só pode ser bem partilhado, com os que amamos até à loucura. Só ele é dádiva perfeita que não pede nada. Nada pediste. Sim, tu não pediste este silêncio, e mesmo assim, nada fizeste para te defenderes. E depois que ficar calado seja loucura? Maior loucura é deixar fugir o lugar onde deitar a cabeça, e esperar que a madrugada lentamente desfaça, todos os segredos altos e todos os barulhos, que como homem ansiei fazer saltar desse...

Dustin Hoffman

Parece incrível mas o tempo parece mesmo feito de poeira das estrelas.  Este grande senhor do cinema faz hoje 80 anos. 80!!! Lembro-me dele quase imberbe, o jovem taciturno Ben Braddock no " The Graduate " (1967) do Mike Nichols, muito atabalhoado de confusões enquanto se deixava timidamente seduzir pela Anne Bancroft. Recorda-me sobretudo a sua extraordinária prestação como o infeliz Ratso, contra-parte de Jon Voight em " Midnight Cowboy " (1969), talvez um dos melhores papeis da sua longa carreira como actor, a par com o tenso " Straw Dogs " (1971) do grande Peckinpah e o inesquecível Louis Dega em " Pappillon " (1973), assim como a sua poderosa interpretação no biopic do Lenny Bruce no ano seguinte. E um rol quase interminável de outras interpretações carregadas de tiques e neuroses, de muita emoção que trabalhava pelos olhos e pelos gestos, muito próprias do seu estilo.  80 anos é uma bela idade. Parabéns Mr. Hoffman. Dustin Hof...