- Substituir-te, foi o mais difícil de tudo. Se realmente fores como sempre te julguei, uma peça rara de porcelana ajeitada em sons puros do mais moderno sistema de som, presumo que, a minha antiga grafonola nunca conseguirá esquecer a boa música que existiu entre nós. Estava tudo errado lá ao longe, não sei se ficará mais certo aqui. - Havia duas ou três crianças soltas na aldeia que habitáramos juntos em criança, lembras-te? Filhos únicos do pouco que nos restava de amizade. Agora, essa aldeia ficou sem folhas, e tu, a teu bel-prazer, vais dizendo coisas de mim, sem freio, como ervas altas que ocultam perigos inomináveis. Como faço para te perdoar isso? O outro leva a mão à boca. Chora sem se ver, dentro de um armário do passado. - Quem é que fala assim? - Assim como? - Assim assim... como nós falamos um do outro. - Mantém-te aqui comigo. Que mal nos fará ficarmos? Sabe-se lá o que o futuro nos reserva? Alguém cantava uma canção triste ali perto. Talvez alguém q...