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A mostrar mensagens de Setembro 24, 2017

Saudades de ver bons Filmes (X)

... daqueles em que a paixão é tanta que até mata.

Já fomos caminhantes de mãos dadas

Este é o meu tempo futuro, que tanto temi que chegasse. E é quase tudo quanto me resta, tarde, incumprido e infecundo. Lembras-te dos fundos recatados que ninguém vê, por trás da luz do balcão? Ali nos pusemos ao abrigo onde não chega a aflição nem o resto duro do mundo. Ali fomos dois amantes deitados em uma floresta virgem de sentimentos desesperados. Peregrinos alheios ao tempo que se acabasse, e mais não digo.
Este é o meu presente, horrível dia de rebentação. Instantes tolos de um amor que se decide,  e que nem vivi por pura concentração. Talvez tenha sido a pele um estorvo ou as palavras em carne viva em demasia. Qual gomo suculento caído ao chão lentamente mordido ou sem demora. Até que a luz inteira fraquejasse, sem mercê, e a ausência alada do corvo morresse, longe daquilo que ninguém crê. Conta-me do que falamos atrás daquele balcão. Para que não mais guardemos lembrança vaga e desprendida de nomes e datas e assim nos faça paz o sono de agora.
São estes os meus tempos já do…

Nunca é fácil esquecer

A Noite em que Gershwin me deu um filho - Parte 5

...continuação

- Padre trago-lhe os cães de volta mais cedo, e mais qualquer coisinha à laia de desabafo para lhe animar o dia parado. Pode ser? Estou que nem posso. - Então, então.. – Remeteu-me perante tal atrapalhação. – Para isso cá estou eu meu filho. Em que te posso ser de serventia?  O homem não tirava os olhos do meu blazer, cheio de folgas nos botões polidos, por uso excessivo. Aproveitei a distração e atirei a matar.