No sábado estive presente na inauguração da excelente exposição de pintura do meu amigo Helder Sanhudo, no Centro de Memória de Vila do Conde, que aconselho a todos que visitem, pois estará aberta ao público até 24 de Fevereiro do próximo ano. Como tive a honra de a apresentar, a seu convite, e como me sinto tão orgulhoso por me poder associar a um evento tão interessante, deixo-vos aqui o texto que li nesse dia. Espero que gostem. " Percebo pouco de arte, mas percebo tudo sobre aquilo que me dói e sobre aquilo que me faz feliz. A meu ver, o trabalho do Helder constitui-se de uma tendência escancarada para a ternura e para a sua percepção em gestos que nos fogem da ideia. Acuso-o de ter uma sensibilidade aflorada e a mania de transformá-lo em poesia. Tem aquele gosto perturbador pelas coisas simples, que, na minha opinião, sempre serão as mais belas de todas. Quando criamos, sonhamos. E quando sonhamos, chega um tempo em que queremos inevitavelmente p...