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Fim?

Lançamentos do último número (#18) da Revista Flanzine - "FIM" Sábado, 8 de Dezembro, 17h30 - Porto, Gato Vadio Sábado, 15 de Dezembro, 17h00 - Lisboa, Livraria Cotovia É aparecer, que isto é um doce de Natal à vossa espera.

Chão

Não sei se te lembras de que dia foi hoje Dos sonhos alcoólicos de grandes e-feitos Das cirroses de nuvens de gomas Se morreste também algures de ressaca Tu que sorrias sempre com o fígado Não sei Se quando caminhas te lembras De andarmos descalços sobre os mesmos vidros As mãos umbilicais e os copos envaidecidos Se quando caminhas Nas ruas que hoje foram nossas E hoje são de ninguém Ainda saltas ou se te sangram os pés Se pavimentaste o chão Como fizeste com o mundo Se já não vês o quadro E não te lembras do Zeppelin de chumbo Que atirámos ajoelhados ao espaço Algo em mim não quis saber Que quando florimos no deserto já éramos História Que da dinamite que dizimou a paixão Nasceria um peixe-lápis (Quanto não pode um sinónimo contra um canhão) E com ele desenharia esta salva de tiros em verso Para que o teu chão e o teu mundo nunca esqueçam O que teimas em esconder debaixo da pele Mas a pele teimará para sempre em te lembrar Rita Pinho Matos in FLANZINE ...

Estender a Pele pela Boca

A Não Perder!

Coberturas

Leitores do Porto (nem sei se tenho algum) ide à Flâneur, este Sábado, ver a pele a descascar pudins... Vale a pena. Eu, talvez vá ó possíveis leitores e seguidores (a sério que não sei se existis) se ainda ao menos conseguir arregimentar forças para sair de casa, vou de certeza, ou não. (o mais certo é não ir) Não escrevi nada para isto, falta-me a qualidade, mas, ide vós por mim, que isto é de um amigo, reune nomes sonantes e interessa tanto. Ide. Pelos amigos, tudo. (ou quase tudo - não sei mesmo se conseguirei sair da casa.) Ide e façam novos amigos e novos contactos (eu já não consigo). Tenho a pele toda pálida e Crica.

Olha a revolução aí à porta.

Excerto da minha participação na revista Piolho #23 de Outubro de 2017. Ainda estou vivo e escrevo contra. (...) Mas são mais os que no levantar de um dedo, até tomam o medo de assalto, antes que o medo lhes sinta o cheiro, e sem apelo nem agravo, de repente senhores, de repente, o mundo é outro, e deixa de ser igual. E vocês aí em baixo, não choreis nem uma lágrima, pois que isto aqui não é nenhuma afronta, este fogo que hoje vereis, cortará o medo dos pés até à ponta, tremendo a terra e iluminando o céu, fará saltar a chama maior do alvoroço. Movendo ombros juntos, palpitantes, asas abertas, algumas, no exílio do rectângulo deste corpo, a maioria, resistentes, nos braços do país que é teu e meu, que é nosso! (...)

Humpty-Dumpty

O Muro (Ou: os jovens escritores são todos uns filhos da puta oportunistas e do piorio, sem ofensa para as pessoas do piorio, que não merecem ser comparadas a jovens escritores.) Um escritor de meia-idade está diante de um muro, sobre terra mole, coçando a cabeça, o queixo, ponderando em como descalçar a bota - isto é, escalar o muro - e passar para o outro lado. Está nisto há horas, dias, meses, anos. A dada altura chega um jovem escritor apressado, há que perdoar, é típico dos jovens escritores estarem apressados, não tarda nada ficam velhos e já não podem ganhar o Prémio Saramago. O jovem escritor pede ao escritor mais velho que o ajude a subir, entrelaçando os dedos das mãos, dando um apoio para os seus pés. O escritor mais velho pergunta-se por que motivo não se oferece o jovem escritor para ser ele a fazer de apoio. E, como que lendo-lhe os pensamentos, o jovem escritor diz, sorrindo: "Deixe estar que eu depois ajudo-o! Só que é melhor eu ir primeiro, que sou mais l...

Esta Sexta, todos com FOME nas mãos!

Nem a Isabel Jonet se lembraria disto!

Pudim ou não pudim, eis a questão.

A cozer pudins pelo Minho... muito bem acompanhado! Da direita para a esquerda.: Ricardo Abreu, João Pedro Azul, Renato Filipe Cardoso, eu

É assim que se apanham formigas.

Não são revistas literárias per se . Ou revistas só de imagens, só de banda-desenhada, só de arte pela arte, ou por aí fora. Poderão até ser revistas temáticas pela natureza de quem se agrega para as criar, mas que não se definam nunca, por passarem por meros panfletos artísticos glorificados, carregados daquela gosma hormonal dos egos enchidos num verbo nulo. Muito embora também as haja assim. Nem tampouco se poderão resumir a simples punhados de bom dinheiro deitado fora, ora impressos em papel couché e bem cosidos a arame, quando calha, ora mais iconoclastas, lavrando páginas ásperas em papel quase de merceeiro, ligadas por linhas de fio de ráfia. Algumas poderão até conter sucessões de imagens e textos soltos, desconexos, muitos até perturbadores, insanos, ainda que, sobre a ideia de se estar são nestes tempos, muitas vezes a insanidade de quem tem algo para dizer, fará sempre muito mais sentido, do que o ser correcto e direitinho que segue os cus dos Judas. No fundo, trata-se...