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A mostrar mensagens de Dezembro 3, 2017

Coberturas

Leitores do Porto (nem sei se tenho algum) ide à Flâneur, este Sábado, ver a pele a descascar pudins... Vale a pena. Eu, talvez vá ó possíveis leitores e seguidores (a sério que não sei se existis) se ainda ao menos conseguir arregimentar forças para sair de casa, vou de certeza, ou não. (o mais certo é não ir) Não escrevi nada para isto, falta-me a qualidade, mas, ide vós por mim, que isto é de um amigo, reune nomes sonantes e interessa tanto. Ide. Pelos amigos, tudo. (ou quase tudo - não sei mesmo se conseguirei sair da casa.) Ide e façam novos amigos e novos contactos (eu já não consigo). Tenho a pele toda pálida e Crica.

Diluente sintético

A apatia sabe mal, tem um mau travo na existência
fingo-me apático para que o que me trava
não me reste mais no sangue.
Sempre foi este o meu fim
chegar ao posto malquisto
e não sentir o receio da quietude no sangue.
Mas, por fim
na derradeira margem
qual de mim sobrevive.
O sangue que me compõe
ou aquele onde as pessoas me diluem?

E se olhasses para outro lado, idiota?

Confissões de cama

"leio que o amor é tão lento em cada instante que o instante sufoca."
"é um caso de magia
- apropriação sinistra,
pela boca implacavelmente esfaimada
do coração que o enfrenta."
Herberto Helder



Eles vem, eles vem...

Dia sim, dia não uma beleza antiga

Pensamentos Avulsos VIII

A modos que são muito mais que meros títulos

Não é preciso muito para me entreter. Uma simples premissa, uma mão cheia de bons filmes, ou uma imbecilidade qualquer que a minha cabeça divisa para se ocupar entre as vagas de obscuridade. Hoje pensei na importância do casal Elaine e Saul Bass no cinema. Cada um a seu modo próprio, brilhantes designers, Elaine, que antes trabalhara na indústria da moda 'prêt-à-porter' fez o seu caminho até se tornar assistente do grande designer gráfico Saul Bass, em 1955. Saul, que paulatinamente se tornara uma espécie de paradigma nessa actividade; trabalhou com e para: Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Otto Preminger, Billy Wilder, e Martin Scorsese inventando neste percurso desde finais dos anos cinquenta até meados dos setenta, uma espécie de nova tipografia cinematográfica. Aventurou-se igualmente na realização, dirigindo algumas curtas sem grande projecção e a  estranha e maravilhosa película de ficção-científica: "Phase IV" (1974), uma clara metáfora às possíveis consequênci…

Primeiro poema ligeiramente sacrílego

De todas as criaturas da criação,  Lúcifer foi o mais bonito, o mais inteligente,  quiçá mesmo o mais amado.
Soube agir e ainda que todos saibam que ele mente teve a bravura de ser o primeiro a cair indómito, de peito feito contestou, Deus.
Filho da puta de anjo corajoso, contestar Deus!
O Omnisciente, o Alfa, o Omnipotente Ser.
Porra, o raio do velho É Ómega e Omnipresente.
Que mais quereis?
É tão divino entre os seus. Mesmo assim, entre este ir e vir atirou duas cobaias para um jardim,  e pôs-se ausente, o cabrão. Só a ver, só a ver...

E eu peço a Deus que me veja a cair
a mim.
Mas não há Deus algum aqui por perto.
Não!
É tudo só um diabo de um ciclo infinito de seis
dias infernais inteiros e um de descanso.
Ainda que ame Lúcifer pela coragem
continuo indeciso sobre onde hei-de ir.

Maravilhosa imagem que inspirou Dante
à grande comédia.
Não encontro Deus e heis
que me ponho ponderado e manso
a esperar o fim a porvir.
É tudo tão certo
ficar à margem 
até à consumação da tragédia.

Filho da puta do Lúcifer que não qui…

Saudades de ver bons Filmes (X)

...tão sedutores em boas soluções.