Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Tolices

Que força esteja convosco!

 

A vida é feita de escolhas...

 

*...* Mais.

Coisas da mesma amálgama masoquista

Anda um homem, vivo, por pouco ainda vivo e extraordinariamente ainda cheio de vontade, a choramingar constantemente a mesma baba e ranho, lavados a seco para um nada higienizado de absoluto desdém, para depois assistir a isto: o saque do espólio dos mortos, ainda mortos e certamente já sem vontade alguma de publicar seja o que for. - Estão, tipo...mortos! Certo? Mas não, a altura é exacta, é sempre exacta ao ritmo da necessidade dos ganhos possíveis, da família, da editora, do raio que os parta, nunca dos fieis leitores, que esses são carneiros puros com moeda infinita incrustada na lã inocente do bom gosto. E mais, o texto tem de ser alto, levantado, sublime, pois é do Bolaño valha-me deus, um tipo que escrevia bem como o caralho mas que poucos serão os que, com genuína honestidade se chegarão à frente para descrever a emoção orgástica da leitura das duríssimas e dificilíssimas 1063 páginas do seu épico romance " 2666 " - ' A vida humana inteira está dentro destas ...

Garrett a dar hóstias na boquinha dos desgraçados

Quando Garrett pouco antes de morrer, acabou de corrigir as provas de " Folhas Caídas " com a sua habitual caneta de porco-espinho tão mordida de tanto procurar a simplicidade, afirmou com autêntica singeleza: " os cantos que formam esta pequena colecção pertencem todos a uma época de vida íntima e recolhida que nada tem com as minhas outras colecções ." Não tinham mesmo, daí, esta sua última publicação ter sido encapotada sob o anonimato derivado dos seus cuidados pelo escândalo da sua relação com a Viscondessa da Luz, a quem a maioria dos poemas eram dedicados. - E contudo, desde os dez anos que versejava altivo, coisa de vocação pura e mais do que só isso, cresceu tanto levado por aquele talento ímpar que foi lançando um pouco de tudo ao prelo: romances, novelas, teatro, ensaios..enfim, um exibicionista descarado, pois havia em si um par de tomates a pingarem respeito, responsáveis pela maioria das suas virtudes e defeitos que pareciam ser capazes de tudo. E e...

Textos Devolvidos I

O homem que sabe interessar-se pelas coisas que os outros desprezam e não entendem vive sempre em um misto de violência e de calma. Tem sempre direito às suas ideias embora não pareça ter à vida que quis para si. Crê que a sua maior parte é um exército de personagens que acabam todos por se encontrar no mesmo lugar onde está. Um vasto descampado repleto de máscaras fotogênicas em decomposição. Tudo o que não se chega a realizar, e que, ilusoriamente acredita ter de aguentar, resistir, sobreviver. Assim, o seu corpo heterogéneo são as suas palavras, que acabam breves, lacónicas, quase demasiado inquisidoras.  Rasga-as mais vezes do que costumava. Alguns trechos perfeitos, muitos inexpressivos, fatalmente desnecessários, como estes que lhe foram devolvidos sem uma nota. Destrói-as, e muitas vezes, ao destruirem-se palavras, mesmo as menos expressivas, alguma coisa em um exército inteiro de almas se acaba e se perde irremediavelmente. É-lhe evidente, contudo, que o desejo d...

Kafka à Beira-Mar

Bosques Esquivos

Nunca se dilui entre a escuridão se perfaz na esperança de luz, ou se curva assustado por entre os caminhos. É um rochedo constante que as tempestades nunca alteram. A estrela mais fixa a todos os caminhantes errantes o brilho claro, mas sem matéria, que jamais se torna joguete do tempo. Mesmo que a carne o sofra, no peso da sua fúria. Fica monólito, algures uma presença etérea, também. E uma falsa partida, ele é aos sobretudo ignorantes,  mais um caminho errado, uma artéria suja de tanta errada miséria, onde se desavindam os maus amantes. Não é produto nem inspiração de algum tempo de bem só deita sangue desgovernado da sua insensatez venérea. Ele é escrito mas lido jamais. Pobre azul que nunca conheceu os pais. Triste mar sem praia mais além. Contudo ou nem por isso, fez grato o caminho contrário à desidéria. Comeu a crueza dos dislates de seus mandantes. E morreu impróprio pelos dentes dos canibais. Se tudo isto for falso e o ...

Amor eterno?

Ver prémios como Unicórnios

Rais' partam os prémios literários que só contemplam ou autores (de editoras que possuem os recursos para lhes enviarem os exemplares requeridos) e que publicaram no ano anterior ou jovens, crianças até, em alguns casos, pululantes ranhosos cheios de acne e arrogância sem fim, impregnados de uma qualquer bravata literária, que continuo sem entender, de quererem ser escritores pela mera noção de que os escritores são especiais. É aquele ensejo grotesco e ilusório de se verem publicados, seja como for ou por quem for. (já me deixei desse pesadelo)  Resta uma panóplia de 'licitações' inglórias, tiros no escuro em clara evidência, a concursos viciados de inúmeras autarquias. Mandam-se uns 'mails' com o manuscrito anexo e esfrega-se a pata do coelho, ou lambe-se o trevo, aguardando alguma sorte vinda do espaço dos deuses decisores. - Que grande enxovalho! Na verdade, o 'autor' gasta o seu parco dinheiro a imprimir três ou cinco exemplares do seu manuscrito...

Fetiches?

A derradeira desilusão

A maior tristeza que imagino agora é crer que alguém me acredita como quem o denuncia por ser quem é. Faz-me triste, porque acreditar que alguém de quem gosto imagina isso, quando eu próprio me debato contra a apatia de quem nada contra mim faz, põe-me no extremo exposto da inexistência absoluta, e é claro, para quem me conhece bem pelo menos, só isso é que me entristeceria realmente, pois sou egocêntrico por todo e só choro por mim mesmo. Agora sejam normais e excomunguem-me das vossas vidas. É natural que o façam, pois não presto para ser parte normal destas. Só se me aproveitam os pedaços inesperados, os momentos inusitados ou os trechos invulgares da minha escrita. O resto são dejectos e fazeis tão bem em deitá-los fora. Tão bem. Deitem-me fora como o lixo.

Ao longe o mar...

Pensamentos Avulsos VIII

Teoremas postos a nu

Constante de Planck

A merda é isto!

Venho aqui dizer-vos isto com a melhor das intenções: sois uma merda!  Aliás, sois pior que uma merda.  A merda ao menos é directa e pura. Sabe o que é e não se vende por qualquer fragrância mais convidativa. A merda entende que ser uma merda não é fácil, mas tem de existir à mesma e, caramba, como ela existe! A merda, amiúde, até canta, em voz soprano. Compõe-se e decompõe-se pela água. A merda não polui, como vós poluís o que vedes e lês. A merda é consistente, e se a quiserdes despejar ela vai, segue em frente. Não fica de joelhos a pedir miminhos. A merda esbandalha-se por vós, e o que fazeis em retorno? Nada! Ou pior que nada, puxais o autoclismo do desprezo. A merda ressente-se também, sabeis? A merda chora até. É uma verborreia descontinuada que lhe escorre pelo olho, mas chora, sim. Passa noites em claro, sem sequer ir à cama e põe um lenço encapelado ao correr do volume, para que não lhe vejam as iminências da dor. A merda sofre também. Sois a grotesca de...

Diagrama de Etiqueta para Homens