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O futuro faz-nos cócegas no estômago.

  Os Insetos serão indubitavelmente o alimento do nosso futuro, grilos, gafanhotos e afins contêm 65% das proteínas que necessitámos, muito mais do que a carne vermelha e outras merdas estranhas que os ' vegans ' possam congeminar. A minha pergunta é: Querem comer esta pizza?

Havemos todos de acatar as metamorfoses, ou não?

 

Coleccionar Caves

 

Contra os canhões, defenestrar, defenestrar...

  Sou e serei sempre pela Paz graciosa e pura, mas este dia recorda-me tempos em que até aos mais mansos lhes saltou a tampa. Intriga-me esta ideia cimentada de sermos um povo de "brandos costumes"; recalcarmos tudo numa massa interior e cozemos cá dentro o aziago pão, em total silêncio de acções resolutas. - Intenica-me isto. Intenica-me tanto. (gosto desta palavra intenicar. É açoriana e muito bonita) - A Democracia é um bom conceito, é sim senhor, mas, vez por outra precisa da proverbial palmatória, para não sair dos eixos. Em que exacto momento da nossa História nos tornámos assim tão serenos e domesticados? No 1 de Dezembro de 1640 pusemos travão à leda placidez de 60 anos de sermos murcões e ajuizamos uma vontade colectiva posta em acção. Isto sim, é a verdadeira Democracia. Pois, quando esquecidos da devida reprimenda merecida, os mafarricos do passado retornam. retornam pois. Outras caras, outras palavras, outras filosofias mal disfarçadas, o fito porém, será sempre o...

O Bosque

  (...) O bosque, a ideia da floresta indecifrável    que por si dentro caminha. O chão arenoso onde já não existe medo e toda a solidão aberta, toda, só minha. Deito-me na terra sem soalho, profundíssima como o mar distante. O que poderá aquilo ser? Uma obscura vida interna de navegante. (...) In: "Forte Agitação Marítima" - Excerto

E então?

Miles Davis ,1954, foto de Francis Wolff

Rostos de Pedra

Mãos ao alto...

...para agarrar esta causa pelo pescoço. https://secure.avaaz.org/campaign/en/giraffe_protection_plan_rbl_loc/?ccStXab

Medos apocalípticos

O Walking Dead retornou ontem para terminar a segunda metade da 9ª temporada. Já sem o combativo Rick Grimes (pena) e aparentemente, até lhes deu para matarem o Jesus pelo meio (também pena), assim como assim, este novo enredo não desilude, e os caminhos possíveis para o curso da narrativa são muitos e todos cativantes. É claro que estou feliz, porque adoro esta série como os por-do-sóis sanguíneos, porém... Há sempre qualquer coisa a estragar...

A voz de Deus

Saudades de ver bons filmes (XIX)

Selvagens. Livres. Experimentalistas como a própria Vida... Por vezes, a vida mostra-se mais dura do que parece ser possível aguentar, e começa-se a fingir que já  nem notámos a passagem dos dias. Tampouco já nem reparámos nos disfarces daqueles que nos rodeiam e o que nos apetece mesmo é mandar tudo às favas e partir. Despedirmo-nos de tudo um pouco e sair à aventura antes que passe a nossa vez. Metermo-nos à estrada, desfrutando deste mundo maravilhoso por todo. Contudo, epifanias desta natureza são coisas que requerem o seu quê de esforço. Não é coisa de somenos deixar-se uma vida inteira para trás das costas. Assim que encolhe-se os ombros e retorna-se ao facebook ou ao sofá. Mas os heróis insuspeitos existem, e foi o caso de Chris McCandless (interpretado no filme por Emile Hirsch). - Certo dia simplesmente decidiu tomar fôlego e colocar em prática o que muitos apenas sonham às escondidas. Foi. Tanto se dedicou à gloriosa tarefa de ser um puro espírito-liv...

Príapo em dúvida.

Se eu tocasse no Mundo...

O tornar do passado é sempre um resto, sem história sem letras escritas só ramos nus expostos à luz de dias cinzentos, sem ventos de dança. Contei todas as tuas pestanas coladas à minha memória e deito-me só a chorar sem qualquer pujança. Observo a geografia do corpo do nosso futuro e só vejo vidros partidos ao cair da noite de todos os tormentos. Chorei a noite passada e nem sei porquê. As lágrimas que ontem chorei tornaram-se hoje na chuva da minha história acabada. Quando chegará a palavra da abundância meu amor? Quando ficará por fim ajustada esta ténue lei? Nem sei se escreva mais uns poemas que ninguém lê ou caminhe longe de cabeça alta cheia de dor e com os pés abaixo do sítio onde fiquei a chorar ao mundo por clemência. O fim é tão estranho. Para sempre um nome preso à inconstância do amor. Contei todos os teus olhares bordados em carne e planícies de flores. Depois...por fim chega o abismo sem tamanho e d...

Pensamentos Avulsos XVII

Não foi tão somente...

Os dias percorrem-me as palmas das mãos incendiados de ausência velhos coturnos reutilizados e rasgados na ponta da incerteza. Pálidos, pálidos...de morrer. Os dias ou o dia ou a noite ou os dias ou o dia sempre igual. Trago-os assim, aninhados sonhos de glória a sussurrarem-me pelos elos crucificados da minha espinha. - Aparecer-te-ei no final, dizem-me - e se me fizeres um sinal, ajudar-te-ei a descer. Cães absurdos, ferozes só à distância de perto nem se vêem, são só a minha piada infinita, escrita por um cómico alemão. Fazem-se sobretudo em segredo os meus dias tão lentos em tão rápido mundo lenços brancos nas palmas das mãos a pedir por fim rendição. Por favor quitação, que só tenho é medo  de não ter mais as palavras certas para escrever sobre o amor. Não é tão somente a pele que me vai mordendo o fim profundo sem rumores à vista persisto sim mas sempre a olhar para trás. Á frente fica uma ponte incolor onde cairei de joelh...

O Artista que faz falta Conhecer

Um dia desenhei um rectângulo largo em uma folha de papel-cavalinho, não foi salto nenhum, pois em anos antigos, já me tinha lançado a fazer rabiscos aqui e ali. Em pastel sobretudo, e uma vez cheguei ao acrílico, mas aquilo eram vãs tentativas sem finesse alguma. As artes plásticas são um mistério ainda, e uma das minhas grandes decepções como ser humano criador. Essa e a música. Creio até que terei começado a escrever por me faltar jeito para o desenho e para os instrumentos de sopro. Assim que voltemos ao meu rectângulo. Esquissei-o de vários ângulos e adicionei-lhes cornijas e janelas. Alguns sombreados. Linhas rectas e perspectiva autónoma, cor e até algum peso acumulado. Longe do real mas muito aproximado deste. Quando dei por mim tinha o Mosteiro (Stª. Clara) desenhado, em traços grosseiros e pôs-me feliz ter chegado ali, até me dar conta que cometera plágio. O meu subconsciente foi buscar o trabalho do Filipe Laranjeira ao banco da memória, e sem me pedir licença, copiou...

Stan Lee

É bem possível acreditar-se em heróis, talvez muito mais do que em super-heróis, neste caso porém, torna-se absolutamente provável conseguir-se acreditar em ambos. Stan Lee  foi, ele mesmo, um herói poderoso de uma mão cheia de gerações. O seu super-poder foi o de criar personagens que, apesar de habitarem um espaço de fantasia e misticismo, eram, cada um deles à sua particular maneira, tão humanos e relacionáveis como qualquer um dos seus fãs. Stan Lee e um dos seus personagens icónicos, Spiderman. A sua deslumbrante genialidade foi a de nunca permitir que na equação de um personagem seu, o processo criativo pendesse demasiado para o absurdo, sem alguma âncora narrativa que o agarrasse para sempre ao imaginário realista do mais comum dos mortais. Assim se explica o sucesso desta lenda e das suas criações, que o acompanharam ao longo dos 95 anos da sua vida e que indubitavelmente lhe prestarão o bom serviço de perpetuar o seu legado. Stan Lee (1922 - 2018)

*...* Mais.

Dia dos Finados

Dos melhores dias de um ano qualquer...

Dia sim, dia não uma beleza antiga

Errol Flynn