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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta opiniões de leitores

Seis anos depois...

Custa-me a crer que depois de mais de seis anos volvidos, um livro meu ainda esbraceje por aí nas mãos de alguém, que esse mesmo alguém o venha a ler e, que por algum milagre, se decida a enviar-me mensagem por e-mail dando-me conta daquilo que achou sobre o mesmo. Bem, aconteceu mesmo. E deixo-vos aqui a mensagem na íntegra (com a sua autorização devidamente) para que saibam o que pensou o Sr. Laranjeira, após o ter lido. Muito obrigado. "Teria muito a dizer-lhe sobre este seu livro ( Governo Sombra ), mas p oupo-o maiores deambulações: acho que é um livro acima do mediano, que justifica encómios e leitura. Tem a densidade dos grandes romances que desbravam as entranhas do que é ser humano. Faz a digressão pela escuridão construindo uma ideia em que os caminhos se bifurcam e alongam obrigando o leitor a olhar o mesmo cruzamento várias vezes, sempre chegando por um caminho distinto. Abre portas inusitadas. Usa imagens tão evocadoras quanto domesticadas são as palavras que a...

O leitor impaciente é lindo

Coisas muito bonitas em mensagens que recebo  (muito amiúde, muito, mas muito amiúde...) " Haverá certamente algum nome para a abstinência de um autor. Aquela morrinha lenta que custa a identificar, parece uma nostalgia que os afunda num êxtase. Parece que andam à descoberta da palavra justa.  Só que, sabe, alguns leitores também andam à procura do mesmo, e somos mais ávidos, queremos mais e queremo-las mais vezes. É mais do que a vontade de rever uma obra em particular, é, acho, ter saudades de um novo objecto, reconhecível até certo ponto, e que preserva a mesma capacidade de deslumbramento de anteriores. Enfim, quando é que o Casimiro nos entrega um novo livro? " ...mas, de vez em quando sabe ainda melhor.

Crime e Castigo para um Crica Qualquer

- Transcrito a partir de texto recebido por e-mail - " A condenação ficcional de Humberto Crica vale como expiação simbólica da "culpa humana" pelo desperdício do tempo de vida e a consequente apatia moderna que nos destrói lentamente. Ele (o Humberto) não pode ser deste tempo veloz de agora, mas, na verdade, muitos de nós também não o queremos ser. A sua perplexidade face ao mundo "real" onde se enquadra, tão genuína quanto desastrosa, ilumina a enorme distância que medeia entre a responsabilidade individual de se insurgir contra si mesmo, e a culpa colectiva, de lhe assistirmos à morte anunciada. A sua inércia, de algum modo ilumina-nos para não lhe repetirmos os erros. É o grande valor deste livro, mais até que o chavão do flagelo do Cancro. Entre o significado prático e instrumental da sua vida desperdiçada, a condenação natural da justiça e os tortuosos meandros da consciência, do amor, e da subjetividade. Humberto redime-nos a todos. É esta red...

O Leitor "Sombra"

Alguns simpáticos desconhecidos, quiçá leitores? espero que sim, gostava de acreditar que o sejam, alguns deles parecem mesmo, mas realmente não faço a mais pálida ideia, tudo isto me parece tão fabricado, tão obscurecido pelo anonimato férreo que até chega a assustar-me. O certo é que alguns desses indivíduos, por vezes atiram-me para cima do colo virtual sugestões, que ainda que me surjam sobre a forma de questões incómodas, acabam por ser sobranceiramente irresolutas, dispersas, quase um comentário, ou um desabafo, em vez de uma pergunta. Não posso assim, na minha boa fé, mais fazer que evitar enfrenta-las. Porque, para nos concretizarmos como pessoas, não podemos mais do que o fazer isoladamente e a espaços abertos, onde todos se exponham de igual modo. Por exemplo: - " Escreveu um livro sobre política mas raramente venho a ler outras coisas suas que o definam politicamente ." ou " Estive presente numa das apresentações do Governo Sombra e fiquei tão entusia...

Feliz às Quartas.

(...) Escreve quase todos os dias. Sobretudo no Inverno, disse-me um amigo comum. Onde eu vivo são lugares fora do mapa, muito isolados, e esta leitura foi como um bálsamo e uma inquietação. Primeiro, foi belo. Segundo, consegui identificar o referente fundamental da narrativa. Terceiro, e a partir daí, o texto andou por onde eu nunca estive, mas gostaria. Foi paixão garantida para mim. Muitas vezes, fez-se silêncio total, ainda maior que o habitual silêncio da minha aldeia, onde todos os cães e gatos pararam de mexer, à escuta. eu lia em voz alta e a aldeia parece que ouvia. Houve por aqui, tantas vezes, uma nostalgia tão forte, ou, mais raramente, expressões de uma tão negra tristeza, que me pareceu quase impossível prosseguir, mas, quase sempre a sua escrita é de tal modo ampla que só pode ser literatura, experiência literária. A vida e o pensamento normais, em suma, foram ficando para longe enquanto fui vivendo com o Humberto. E, naquele lugar plano, onde ele viv...

O preso 45

Na sua grande maioria, as pessoas raramente confessam, abertamente, as coisas mais daninhas que nascem de dentro dos seus filhos.  Em conversas mais dilatadas com amigos, que são também pais como eu, e que até vão criando rebentos da mesma idade que os meus, fico sempre com a ideia que alguns são tão pacíficos que até os devem aborrecer de morte, e outros, tão completamente selvagens que até a mim me assustam. O que dificilmente consigo lhes arrancar nestes debates, é o meio-termo da verdade absoluta. E isto porque se convencionou como algo de muito mau-grado, dizer a outrém, amigo ou não, a verdade, verdadinha sobre a filharada. - Prece mal ele saber. - "O meu filho é.." sempre isto ou aquilo, muito mau ou muito bom (normalmente é excelente), nunca encontrei nenhum que me declarasse em confissão que aquele filho, o Arnaldinho, míudo de quinze anos, bigodinho à chico fininho, e modos à Hitler, é secretamente um barão da droga em miniatura, todos os dias entre as 4 e...

Caramba, ainda vive! Será possível?

"Quer-se “Governo Sombra” como um fantasma na literatura portuguesa, que assombre toda a gente  desde o princípio da selvagaria capitalista, até ao recente período embrutecido do nosso pequeno recanto atlântico. Devia ser obrigatório ler-se este livro, como uma afronta à mitologia heróica que ele é, ajustando contas sem enumerar nomes – mas lá se identifica alguns, nem que seja por ler coisas onde elas não estão. O devaneio de Casimiro Teixeira consegue delinear o cerne de Portugal contemporâneo com imediatismo, sem possuir intenção de rigor histórico. Sem dúvida que se tratam de comentários pessoais e incisivos, estando a história, ou neste caso, histórias, munidas de uma insanidade mais produtiva que a de alguns comentadores que se ouvem na televisão, cujo disfarce de racionalismo opinativo está a mais nos noticiários e canais de informação. Aqui, por outro lado, ainda que divagantes, são apresentadas soluções. E só por isso, mas muito mais, já valerá a pena a sua...

Apetece-me tanto que tenhas razão Alberto

" Editar este autor (Casimiro Teixeira), "condenado" a ser esquecido, o que o levou a fugir dos seus semelhantes, o privou de pertencer a qualquer estatuto, literário ou outro qualquer, desta sociedade hostil à independência, parece ter sido  tarefa de muitos, não sei bem explicar porquê, mas sei que foi assim. Percebi-o quando li o seu livro e depois lhe tentei acompanhar o percurso. Não poderia nunca ser um grande sucesso, não neste país, nunca neste mundo. O que é pena, pois é um livro inteligente, o que pode significar que o seu autor também o seja, e só espero que a redenção do tempo me venha dar razão. " Opinião do leitor Alberto Moreira, sobre o livro "Governo Sombra" Obrigado.

Opinião no blogue "Ideias Dispersas"

Quase imperdoável o meu esquecimento em mencionar aqui, a muito interessante recensão que a minha querida amiga Cláudia Moreira, fez do meu livro: "Governo Sombra" no seu discreto mas fundamental blogue: IDEIAS DISPERSAS. Fica pois aqui o link para o mesmo, com esperanças de que ela me perdoe, e para que o leiam, claro. Vão gostar de certeza.

Na companhia dos Livros

Leiam a opinião da minha querida conterrânea, a Isabel Maia, publicada no seu blogue " na companhia dos livros "sobre o meu livro: "Governo Sombra".  Muito bem apanhada a sua recensão, e, se me permitem a momentânea falta de humildade, a sua classificação final acerca do livro, também. Serei certamente muito suspeito em afirma-lo, porém asseguro-vos, vale bem a pena passarem por lá para se inteirarem. Deixo-vos aqui um pequeno excerto do mesmo: " Casimiro Teixeira apresenta-nos neste Governo Sombra um enredo intrigante, que vai prendendo lentamente o leitor até o mesmo chegar ao ponto de se questionar se aquilo que está a ler será real ou se é pura ficção."

Opinião no ...viajar pela leitura...

Mais uma vez, os meus sinceros agradecimentos à Paula Teixeira, do blogue: ...viajar pela leitura...  pela maravilhosa opinião que aí publicou sobre o meu livro: "Governo Sombra". É decerto um prazer, uma enorme satisfação, aquele que assiste a todos quantos expõem os seus trabalhos aos olhos do público, e depois recebem, como réplica quase imediata, uma visão tão próxima, e quase tão detalhada, quanto aquela que pretenderam transmitir. Suponho que, para uma compreensão total deste livro, como de outro qualquer, estará implícita e obviamente clara, a necessidade de lerem o mesmo, pois a seu o de seu dono, e cada um lá fará a sua própria interpretação, como deve de ser, contudo, nunca é demais salientar, quase à laia de um prefácio, a opinião de alguém, que já o leu, e que assim o explica tão bem. Obrigado Paula.
(...) "O " Governo Sombra " nada tem de nocturno, de subterrâneo, de inconsciente. Está penetrado de luz e exprime qualquer coisa de perfeitamente consciente, embora permanente no homem - simboliza a experiência talvez mais frequente na existência, a dupla atracção das duas "tentações" da alma humana: a do bem estar, do amor seguro, dos dias sempre iguais, por um lado; por outro, o da aventura, da insegurança, da graça sempre renovada dos medos e dos mistérios que nos assoberbam, por vezes nos aterrorizam, arrancados ao tempo com trabalho e perigo, como as pedras ao duro flanco da montanha." opinião do leitor: Luis Vaz Morgado