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Mensagens

A mostrar mensagens de Novembro 4, 2012

Os nossos pequenos ódios.

Somos um país pequeno, e por vezes munimo-nos de pequenos ódios, que talvez sejam grandes demais para serem assim sentidos, com a cabeça quente. Alguns até se justificam pelo medo em que vivemos, ou não se justificam de todo, considerando que o ódio não passa de uma emoção, logo, cabe-nos a todos te-lo no peito a bel-prazer, mas nunca na razão. Refiro-me concretamente aos comentários de Isabel Jonet, a senhora que se encontra à frente do Banco Alimentar Contra a Fome, e que afirma que a pobreza em Portugal é conjuntural, tornando-se, da noite para o dia o mais recente ódio de estimação nacional, pelo menos, no que às redes sociais diz respeito.  Ora, a dimensão do disparate torna clara uma coisa fundamental: ainda não percebemos.

Sabes...

Sabes,
escolhi o pior lugar para me esconder. Fui trancar-me sozinho dentro de ti, e já não sei maneira daí sair. Escrevi frases e frases e frases ao vento,
nunca mais ninguém as leu como tu. E em cada um dos meus versos, contei o princípio do teu nome. Sabes, estremece ainda, às vezes, todo o meu chão, pelo modo inteiro como ainda me roda o quarto,
de embriaguez por ti. Estremeço também com os barulhos nocturnos da nossa água, naqueles lugares estreitos de mistério, onde a compreensão nunca chega. Sabes,  ponderei sobre as razões todas e sobre aquele vento que subia devagarinho o teu vestido pelas tuas pernas de veias mínimas,
de ancas largas de sol 
pintadas a cal, onde se perfilou o fio do meu último desejo. Sabes, 
foi tudo um longo eco de loucura, não foi? Já nem me encontro dentro de ti, só estremeço pela cor da noite, e pelo pressentir distante dos tempos, quando a ideia de ti insiste em me procurar.

Sabes,
Se voltares por aquele beijo que esqueceste,

Mensagem cifrada.

Os seres humanos possuem o impulso de partilhar ideias, acompanhado pelo forte desejo de serem ouvidos. Faz tudo parte da nossa necessidade de comunhão. É por isto que estamos sempre a enviar sinais e alertas, uns aos outros. É também por isto que os procuramos constantemente nas outras pessoas. Estamos sempre há espera de mensagens, na esperança contínua de uma ligação significativa. E, se não recebemos ainda essa mensagem que aguardamos, isso não quer dizer necessariamente que ainda não tenha sido enviada. Por vezes, significa apenas que não estamos a ouvir com a atenção devida.