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A mostrar mensagens com a etiqueta Charles Bukowski

Charles in Charge

Charles Bukowski “We’re all going to die, all of us, what a circus! That alone should make us love each other but it doesn’t. We are terrorized and flattened by trivialities, we are eaten up by nothing.”  - Charles Bukowski -

Fetiches?

Bukowski

Vinte e sete de Julho

A força surgiu por me ter aberto por completo, contaminando-me na única humanidade que conheço. Deixei a liberdade de expressão ser uma peneira extrema, na dimensão das minhas mais profundas frustrações. A fraqueza, acabou por ser essa mesma abertura, perante a pessoa errada. Seria muito bonito se pudesse insinuar lamúrias e alguém as entendesse por aquilo que são, transformando-as no racionalismo que lhes advogo. Não há razão alguma que faça feliz um optimista por esta altura, seria quase um encanto de conto-de-fadas, se de algum modo pudesse inverter o dogma actual, de se ser sempre forte e altivo, apesar de tudo. Seria tão bom! - Ser-se fraco finalmente. Finalmente livre para se ser fraco e não esperar represálias nem discursos comiseradores. E se eu tivesse cancro por exemplo? Pode muito bem ser que tenha. Eu fumo, eu bebo, como mal e não me importo com o corpo, porque o corpo é apenas uma existência fugaz. - Mais poesia, dir-me-ão. - Seria mais digno de nota, ou mais perto da...

Sobre a ausência dos pássaros

"mora um pássaro azul no meu coração que quer sair mas sou demasiado duro com ele e digo, fica aí, não vou deixar que ninguém te veja. mora um pássaro azul no meu coração que quer sair mas derramo-lhe whisky e inalo fumo dos cigarros e as putas e os empregados de bar e caixas de supermercado nunca saberão que ele está aqui. mora um pássaro azul no meu coração que quer sair, mas sou demasiado duro com ele e digo fica quieto, queres dar cabo de mim? queres lixar os trabalhos? queres rebentar as vendas dos livros na Europa? mora um pássaro azul no meu coração que quer sair mas sou inteligente, só o deixo sair por vezes, à noite quando todos dormem. e digo, sei que estás aí, não estejas triste. depois coloco-o de volta mas ele canta suavemente não o deixo morrer e adormecemos juntos assim com o nosso pacto secreto e é o suficiente para fazer um homem chorar, mas eu não choro, e tu?" - Charles Bukowski-