Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Correntes D'Escritas

Correntes D'Escritas 2018

“As palavras envergonhar-se-iam do corpo que as escreve. Seria, provavelmente a maior ironia do mundo dos homens. Um ser nunca é digno de ser maior do que as suas palavras. O que escrevemos é sempre maior do que nós. O que tendemos a ser é o que a realidade nos pede. Ser é apenas uma prerrogativa dos deuses e alguns homens são geralmente incompreendidos. Somos tão pequenos ante o que escrevemos e só por isso o que se escreve nos atormenta porque, por vezes, se escreve mesmo”. Hélder Simbad - Escritor Angolano - Mesa 5 nas Correntes do dia 23-02-18

Ser Terrorista (sem querer) estraga-me os Festivais literários.

Acabei por estragar tudo cá dentro quando me apercebi, cheio de certezas, de que somos todos gomos! - Leram bem. - Não disse: "Somos todos Gnomos , mas sim, somos todos gomos." E somos! Na Segunda-Feira li, com grande agrado vingativo, o maravilhoso artigo da Joana Emídio Marques, no Observador: " Para que(m) serve um Festival Literário? ", na Terça, morrem 34 pessoas na Bélgica, vítimas de mais um (bocejo) ataque terrorista... Esperem, não me entreguem já à bigorna da discórdia ou do repúdio generalizado. Há um sentido nisto tudo. Não sou, nem nunca fui muito de afirmações ajuizadas ou ditas " politicamente correctas ", ao contrário de uma grande e alarmante maioria, gosto de usar a tola para pensamentos profundos, ilações, preposições, enfim, tento utilizar a única coisa anatómica de jeito que possuo para discernir melhor o que me rodeia, o que me acontece a mim e aos outros, para existir, sem parecer só estar a passar por aqui como observador...

Perder tempo a querer ou querer ganhar tempo para poder?

Correntes d escritas 2015 Perdemos tanto de nós nas coisas mais vulgares de todas, nas mais básicas e repelentes. O espírito humano parece sempre voltado ao primitivo esforço de querer alcançar, sem merecimento. Aos anos que acompanho e idolatro as sessões das Correntes D'Escritas. Para mim, que gosto da literatura, sou português e do Norte, que gosto de escrever e até já fui publicado algumas vezes, é a minha Graceland, a minha Meca. - Eu quero tanto estar ali, mas não posso, ainda. Onde se peroram as pulsões sexuais da escrita, das anedotas bem-recebidas da escrita, da carne dos escritores que atendem, ou das diferenças entre ser escritor e não o ser, é ali mesmo. Por isso é que eu quero lá estar. Porque sou tão invejoso como sou humano, e porque ser humano é ser invejoso também. Não existe mal algum em invejar aquilo que queremos para nós próprios. Levanta-nos. Acorda-nos. - Há que ser forte cá dentro para combater toda esta torrente de inveja e conseguir transfor...