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O estigma da inclusão

  Poderão os ventos da liberdade varrer os próprios muros que por vezes erguem? Todo o progresso requer rupturas, avanços, alavancas que rebentem os tampões demasiado bolorentos, e fracos, e ainda assim continuamente estabelecidos como regra ' ad eternum '. É uma boa coisa isto de se rebentarem os moldes que sempre nos pareceram indestrutíveis: sejam estes, do racismo, do machismo, da xenofobia e das liberdades mais fundamentais, a religiosa, a sexual, a ideológica, a artística, etc etc.. É uma revolução abrangente do espírito humano votado a romper com um passado bafiento, ansioso por explorar todos os caminhos que sempre lhes ficaram bloqueados por esses 'poderes' de pedra-atlas, que jamais se deixaram erodir ou finar. Entretanto, muita coisa mudou na última década, muitas vozes sempre mudas ganharam palcos relevantes, e foram necessários ajustes. As mudanças surgiram, em grande parte por concessões de poderosos interesses financeiros que não as compreendem de todo, m...

Aquele coisa incómoda que chamam "A Noite dos Óscares".

Hoje é a longa noite dos Óscares. (não tão longa como me lembro de ser, mas enfim...) Sou e sempre fui daqueles que a seguem em directo. Os Óscares são a minha final da Champions. Sigo o cinema com paixão. Todos os cinemas, até este. Como não estar presente no seu dia maior? Os Óscares são isto e aquilo, dizem por aí. Uma cerimónia que deve tudo ao fingimento e pouco à arte que o afirma. É capaz! Há uma decepção intrínseca que se lhe ajusta em quase todas as cerimônias. Senti isso mesmo em muitas noites destas. Porém, e como da América emerge o epíteto da noção mais abrangente de cinema, nunca cedi à ideia de petulância, do nojo desbragado pelo cinema mais cerebral. Fui sempre filho do cinema mais comum, o de Hollywood, e, por isso me atirei a seguir esta noite todos os anos. Gosto de ver os intervenientes. Actores, realizadores, até os mortos que surgem na sequência memorial. Gosto de toda aquela montagem celebratória. Da 'panache' que só hollywood consegue encenar. Gosto das ...

Dia sim, dia não uma beleza antiga

  Rhonda Fleming

Saudades de ver bons filmes (XXI)

...misteriosos e absorventes. Mankiewicz faz o seu trabalho de casa e consegue desempenhos extraordinários de todos os protagonistas, sobretudo dos seus três principais actores femininos. Isto, em um tempo em que os filmes saíam dos estúdios como as salsichas emergem da máquina de as encher de carne, em série.  Dez filmes após este, dez filmes todos eles mais ou menos extraordinários (convém dizer) após este, Mankiewicz enterra-se no projecto de filmar " Cleópatra " (1963) com a Elizabeth Taylor e, sem culpa própria, acaba por afundar todo o sistema de 'estúdio' até aí dominante, em um desbragar cavalcante que mataria o passado inteiro, o seu próprio passado, e iniciaria a contra-cultura cinematográfica do Hollywood dos anos 60.  Todavia, isso seria depois, muito depois. Em 1949 " A Letter to Three Wifes " demonstra bem o seu génio ao adaptar um mero, mas muito rico conto publicado na "Cosmopolitan" neste filme fabuloso e tão contrário ao que era ...

Dia sim, dia não uma beleza antiga

  Piper Laurie