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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto 6, 2017

Sem surpresas.

Continuo a falar mesmo que nem me ouças.

Pensamentos avulsos III

Quem sabe por  querer ou  por  gostar um  dia talvez por descuido ou  por mera poesia venha a ser o dia que acabes por  ficar.

Pensamentos avulsos II

Mostra-te sempre com as cores que és e não com as que te pintam.


Dustin Hoffman

Parece incrível mas o tempo parece mesmo feito de poeira das estrelas.  Este grande senhor do cinema faz hoje 80 anos. 80!!! Lembro-me dele quase imberbe, o jovem taciturno Ben Braddock no "The Graduate" (1967) do Mike Nichols, muito atabalhoado de confusões enquanto se deixava timidamente seduzir pela Anne Bancroft. Recorda-me sobretudo a sua extraordinária prestação como o infeliz Ratso, contra-parte de Jon Voight em "Midnight Cowboy" (1969), talvez um dos melhores papeis da sua longa carreira como actor, a par com o tenso "Straw Dogs" (1971) do grande Peckinpah e o inesquecível Louis Dega em "Pappillon" (1973), assim como a sua poderosa interpretação no biopic do Lenny Bruce no ano seguinte. E um rol quase interminável de outras interpretações carregadas de tiques e neuroses, de muita emoção que trabalhava pelos olhos e pelos gestos, muito próprias do seu estilo.  80 anos é uma bela idade. Parabéns Mr. Hoffman.

Pensamentos avulsos

Esta  estranha  ideia  de  querer  ser  exactamente  aquilo  que  sou,  ainda  me  vai  levar  algum  lado.

Versus

Admira-me sempre esta espécie de fraternidade entre estranhos que desencadeiam acções culminadas em amizade.  Se não somos da família, se nunca nos tínhamos visto e se nem sabemos, eventualmente, a que tribo pertencemos, se a alguma precisaremos de pertencer sequer, de onde nos chegam os amigos? 
De todos os lados, concluo, pois dizem: "que há sempre outro mundo no mundo" - Amaro Figueiredo
E assim, do meu mundo, fui confessar-me ao dele. está tudo aqui

Cinco minutos

Assumi escrever isto em cinco minutos, sem tempo para hesitações. É só para esvaziar, para não me deixar soterrar pelas avalanchas da inadequação.  Os meus olhos saltam perdidos entre os grandiosos eventos estivais, apanham respingos das fontes iluminadas com os rostos eleitorais, entram pelas bibliotecas dentro, todas maiores que os meus medos. Param nos cafés lotados de soberba, cheios de viciados em exposição, a transbordarem pelas esplanadas, parecem todos mais cansados que eu com as suas roupinhas de férias.  Tanta feieza e formosura juntas que já não tenho certezas sobre como saber separa-las. Ou se devo. Ou se preciso fazê-lo. Ninguém me mandou andar por aqui, ao acaso, a procurar personagens absurdos. Aqui fora, todas as montras são íntimas, e ninguém mostra vergonha de nada comprar. Aqui fora vêem-se os rostos, olhos nos olhos, enquanto rejeitam de frente. Dói, mas é melhor assim. Durmo e tenho sonhos estranhíssimos em que ajudo pessoas que parecem nem precisar de mim. Afastam-s…

Dia sim, Dia não, uma beleza antiga

Vês-me?