Acordam mais cedo do que o sol da manhã, partem somente pela altura do seu recolher, e, quer maculados pela canícula do calor, quer crispados pela sofreguidão do frio, aqui estão, sem falta, todas as benditas sexta-feiras, pelo menos, desde que tenho memória de tal. A cidade inteira parece transfigurar-se numa outra, neste dia, semana sim, semana sim...em serenos sobressaltos que perduram. Será quiçá uma rotina, haver uma feira aqui todas as semanas, uma rotina que nasceu no tempo em que ainda se vendiam cavalos, bois e outras animálias de grande porte a céu aberto, mas que, evoluiu depois, tornando-se numa necessidade para alguns, um prazer para muitos. É certo que, ainda se vêem patos e galinhas e perus e coelhos, prostrados em gaiolas, acometidos ao irrisório aprisionamento de um cesto de vime, ou meramente espalhados pelo chão empedrado, açaimados pelas juntas das patas com um infeliz fio de cordel grosseiro. Sim, eles ainda lá estão, toldando-nos a comiseração, ou o ape...