Excerto: (...) Encostava-se tanto e tanto e tanto que chegava a magoar-se nos ossos mais finos e a sentir-se desfalecida no baixio côncavo de carnes fúrias das ancas. Subiam-lhe náuseas pelo peito acima, saindo-lhe pela boca arcada num hálito azedo que formava palavras desconhecidas. Raiavam-se-lhe os olhos em capilares há muito adormecidos, empolando-os para fora como gordos berlindes apetecíveis. - Depois disto podemos comer um hamburguer com queijo e uma Coca-Cola? - Perguntou, apesar de cedo, mas com o Sol já forte. - Ainda me vais dizer que queres batatas-fritas também. Tamanho grande. - Eclodiu Mateus por baixo das mãos incautas. Não havia como que melhor a enganar: o instante mais carnívoro que carnal era uma realidade paralela a fingir que poderia ser uma realidade paralela deste lado do Universo, ligeiramente retorcida sim, mas perfeita imitação binária da vida real. Não queria tocar-lhes em mais lado nenhum que não fosse território exclusiv...