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A mostrar mensagens com a etiqueta fotos de viagem

"Eu digo ficção, e o drama não ficcionar..."

Ontem quis saber mais sobre a existência dos " crica s", ademais exaltei-me entre espaços abertos e viajei mesmo nessas planícies volumosas da criação. Fui a Cuba, finalmente! Não a dos trópicos, essa está na bolsa de viagens a fazer com dinheiro, mas a nossa, a do Alentejo. Indentada entre umas mini-férias do seu criador, "Humberto Crica" surgiu novamente tão vívido como quando o fiz nascer, quando dealbei pelas bandas de um espaço desconhecido onde o coloquei na história. Cuba é maravilhosa. Não apenas a estação de comboios, mas toda a Vila. "Humberto" perdeu tanto em não a explorar, seriam alguns capítulos mais de deslumbre, mas optei pela economia. O " Corre! " é uma novela e há que avançar com a narrativa cortando as cartilagens onde as houver. Porém, fiz a graça de campo em um banco de jardim onde o criador tentou imitar a postura da personagem. Convêm realçar que o dito personagem nunca foi idealizado na formosura anafada do seu criador, a...

Rostos de Pedra

Queimar nuvens no pátio

Eis-me ao lado do centro do assombro. Aqui não se distingue o calor de ser queimado ou de se ser fogo é um outro nome mero rumor. Por fora, na rua, só rumoreja um estranho canto de acendalha que incendeia o poema verdadeiro. Que assim seja uma torre sem paredes que se levanta. Sem paredes nem tecto nem chão... um agulheiro só de marcas de carmim e sangue onde calha. Sangue vulnerável aos desejos mais profundos da noite. Porque o fogo não se dá ao trabalho de não o ser é crepuscular, assim. E, cá dentro fujo para que finja que não sou mais feito de cinza. Deixa os sorrisos, as promessas e os beijos, traz-me antes o líquido da primeira nuvem que passar pelos teus olhos. Suspeito da leveza que atinja estas minhas asas de suspensão. Esta noite queimou-se lá fora o meu fim para não ser mais o que não posso. Sempre me ensinaram que o sangue nunca será mais do que é. É o que sou, o que  jamais serei será fogo escrevend...

Saudades do Outono...

Bosques Esquivos

Nunca se dilui entre a escuridão se perfaz na esperança de luz, ou se curva assustado por entre os caminhos. É um rochedo constante que as tempestades nunca alteram. A estrela mais fixa a todos os caminhantes errantes o brilho claro, mas sem matéria, que jamais se torna joguete do tempo. Mesmo que a carne o sofra, no peso da sua fúria. Fica monólito, algures uma presença etérea, também. E uma falsa partida, ele é aos sobretudo ignorantes,  mais um caminho errado, uma artéria suja de tanta errada miséria, onde se desavindam os maus amantes. Não é produto nem inspiração de algum tempo de bem só deita sangue desgovernado da sua insensatez venérea. Ele é escrito mas lido jamais. Pobre azul que nunca conheceu os pais. Triste mar sem praia mais além. Contudo ou nem por isso, fez grato o caminho contrário à desidéria. Comeu a crueza dos dislates de seus mandantes. E morreu impróprio pelos dentes dos canibais. Se tudo isto for falso e o ...

Pelos caminhos apodrecidos.

O Outono deixa-me os olhos mais rápidos sobre os livros e perde-me sempre de propósito o bom discernimento atirado ao acaso em tudo o que li pelas ribanceiras traiçoeiras. Bebi três litros de uísque de malte e por isso caí. Na cumeada a galope escorreguei e caí.  Lá em baixo, desempedrando os dignos monstros às vezes só por graça de neles me perder,  passei a eito o título e a dedicatória e abandonei páginas em branco em busca do embate desprevenido da fecunda gavinha. Só que as pessoas que escrevem são todas matreiras mentem em cada fôlego que os faz nascer, enganam-se muito, riscando as regras da busca do escaparate. Logo na primeira pagina fazem amor os personagens que enfadonha decepção! Fumo um charro em sua memória. Mas vim a saber que tinham os sonhos cheios de pedra e solidão e por isso se punham unidos de todas as maneiras. Três passos ou páginas e alagam-se logo de beijos figurados, quando já eram outras horas. Outra ...

Raízes

Através das pedras  dos muros a errância verde das ramagens do mundo dos teus braços transforma-se em som de vidro, em pétalas de espuma, em raízes mais fundas. Através das raízes do chão a errância ténue do sangue liberta todo este sal de pregos em silêncios de musgo, em retalhos de escrita. Paulo Vinhal  2017

Olha o avião!

Dois amantes olham o céu, fazem diligências sentimentais, perdem o equilíbrio, o pudor juntam-se pelos braços, dão a mão "Foste tu, fui eu.." acordos, tréguas e outras batalhas navais. No fim acabam na mesma conclusão "Valeu a pena? Valeu." enchem a terra de suor.

Beber mata os Anjos novamente.

Foto: Casimiro Teixeira Onde estão todos os anjos guardadores, que me prometeram em menino? Desbaratados... Fugidos em terror, dos meus mais íntimos cercados, andam tristemente a monte e sem sorte. Não restou um sequer que fosse digno desse destino. Encontrei-os a todos, ontem, reunidos, numa noite de descobertas, enquanto sonhava com o Marlon Brando de um tempo anterior à sua morte, e afligia aos gritos, o resto dos incréus moradores. Desbaratados, num espaço sem fim, sem ar respirável. Quiçá só um fumo sem origem ou comando ou um miasma reluzente, aqui debaixo, dos lençóis e das cobertas. E o tempo a estender-se como uma mão que cobre. Há que vencer este tempo tão pouco admirável! Desbaratado, anseio pela grande partida, por viajar, por ser crente. Fazer um safari pelas nuvens já desprovidas e saneadas de anjos, selvas e pagodas. Desertar todos os ninhos e a felicidade que sobre. Encontrei-os nus sabem? Tremendo, como virgens recém violadas. ...
Se tu fores o meu céu, eu serei a tua estrela.

Alguns momentos mais ao Sul

E tu, o que vais almoçar hoje?

Proposta para o almoço: percebes... Percebes?

Cabanas de Tavira

Aterroriza-me o espaço intermédio entre a luz e o nada.

Dias Perfeitos no Sul

"Cada conquista é ganha milímetro a milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, parece sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Viver com medo constante,  é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir. Esta vida pertence-nos. E podemos todos, mas mesmo todos, ser felizes." Casimiro Teixeira
Programa para o dia de hoje...descanso, xadrez e cachimbada!

Linha do Horizonte

Aqui acolhe-nos uma brisa suave e quente. Alguém adivinha que linha de horizonte é esta?

Memórias de uma curta viagem.

Um recanto perdido, onde reinava uma paz que o tempo esquecera. Descendo um caminho empedrado, alcançava-se sem receio essa quimera, e não valerá a pena perscrutar o desconhecido em busca de tranquilidade?   Na outra banda do mar, a solidão da calma, tomara conta da paisagem, que não fazia bulício do restolho de uma onda. Somente esta figura parada no límpido manto de azul lhe quebrava o sossego.

O infinito

Longe de ti, é ermo o infinito, longe de ti, nem há caminho de volta. A saudade é tanta que nem a permito, e a dor corre-me cá dentro solta.

Anseio o quentinho do Sol

Praia de Porto de Galinhas - Pernambuco (Brasil) Com o tempo que hoje faz, quem me dera agora estar aqui outra vez!

Alguém adivinha onde se situa esta janela?