Os tempos da democracia unilateral eram outros. Agora é um nadinha mais complicado dizer coisas destas. É que, descontando a formalização dos anos todos iguais, há um subconsciente novo malsão político que emerge em Vila do Conde. Sempre esteve por aqui. Isto é, deixado em relativa liberdade ou minimamente condicionado. Por muito que a evolução da cidade e, em reduzidíssima parte, do concelho, tenha demonstrado a necessidade da vida comunitária para a sobrevivência desta unilateralidade, ao fim deste tempo todo, assumiu-se por fim a selvajaria, (expressão por mim utilizada, não pelos brutos em si) e este ano, ao que parece, ganhamos a hipótese de uma eleição possível de chegar de muitos lados diferentes, de tantos movimentos. Tem os seus méritos óbvios, é natural que tenha. A Democracia necessita das fracturâncias para se lavar de tempo em vez. E romperam-se muitas coisas por aqui. Lealdades, confianças, posturas, dignidades, programas eleitorais, até o bom senso ...