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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto 3, 2014

Sozinho no meu mundo.

A grande beleza da blogosfera, é a sua independente individualidade. Aqui não é preciso fingir coisa nenhuma. Como a exposição é mais reduzida, e também regida pela distância do tempo, não existe essa preocupação. E convenhámos, não há imediatismo também. As outras redes sociais, isolam-nos mais do que nos agregam, fazem-nos "maus" apesar de todos se esforçarem demasiado para serem "bons". - É mais ou menos assim como alguns bancos recentes. Aqui não. Aqui a calma da liberdade impera, e não existe nem censura, nem bloqueios, nem "desamigos", nem incertezas, ou outras chatices de naturezas obscuras. Aqui eu não me importo de ser quem sou, no Facebook, era aquilo que ninguém gostava, e tinha de o ser todos os dias, não fosse alguém lembrar-se de me "gostar", de facto. A diferença, pode até não parecer tão óbvia, mas, como buscamos todos incentivos e aplausos, TODOS, instala-se cá dentro, uma espécie de frustração duradoura quando isso não acontec…

Frida aberta.

"Acreditava que era a pessoa mais estranha do mundo. Mas, depois pensei: Existe tanta gente no mundo! Há-de existir mais alguém como eu, que tanbém sente o bizarro na imperfeição, da mesma forma que eu. Imagino-a. Penso nela, algures por aí, talvez igualmente a pensar, em mim, quem sabe. Bem, só espero que, se estiveres por aí e leres isto e o souberes, sim, é verdade. Eu estou aqui. E sou tão estranha como tu."

- FRIDA KHALO -

Os meus infinitos dias numerados

Eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...ainda que seja bichinho macambúzio...eu não desisto...eu não desisto...dez...eu não desisto....eu não desisto...eu não enterro a cabeça...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...respiro como tu...eu não desisto...eu não desisto...eu foco naturalmente as lentes macro nos momentos de solidão...eu não desisto...eu não desisto...não me culpem por isso...eu não desisto...vinte, eu...eu não desisto...eu não desisto...eu existo...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...eu até bebo demasiado e faço sexo desprotegido...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...trinta...ah ah ah ah ah ah ah eu...eu não desisto...eu não desisto...enlouqueço mas...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...sou uma cedilha...eu não desisto...eu não desisto...eu não desisto...por vezes até sorrio sem querer..…

Jogo das cadeiras

Sentado, ocupo um lugar esquecido pela idade. Incapaz de me agarrar ao verão, deixo-me ficar. Por respeito, ninguém comenta isto. É justo, mas tão triste em simultâneo.  Entre todas as coisas boas há este mesmo espaço, se se considerar que cada coisa boa, ou má, ou mesmo assim-assim, tem apenas dois lados, sempre desenquadrados. - Deixem-me explicar de outra forma. - Considere-se uma estrada de terra, por exemplo, rugosa, uma longa estrada atafulhada de pequenas pedras e torrões de terra soltos, sem fim à vista, com campos verdes desiguais dos dois lados. Terra arada de um lado, esmero, organização de milho infindável, protegido e desabitado, produto da mão humana. No outro, relva fresca, poças de água e muita bicharada invisível, ocupada a viver as suas vidas. Pressente-se um qualquer movimento a qualquer momento, mais do que a simples brisa suave que a atravessa no sentido longitudinal, e de repente, no único caminho que a cruza de través, ao lado do pequeno barraco de madeira das fer…

Caramba, ainda vive! Será possível?

"Quer-se “Governo Sombra” como um fantasma na literatura portuguesa, que assombre toda a gente  desde o princípio da selvagaria capitalista, até ao recente período embrutecido do nosso pequeno recanto atlântico. Devia ser obrigatório ler-se este livro, como uma afronta à mitologia heróica que ele é, ajustando contas sem enumerar nomes – mas lá se identifica alguns, nem que seja por ler coisas onde elas não estão. O devaneio de Casimiro Teixeira consegue delinear o cerne de Portugal contemporâneo com imediatismo, sem possuir intenção de rigor histórico. Sem dúvida que se tratam de comentários pessoais e incisivos, estando a história, ou neste caso, histórias, munidas de uma insanidade mais produtiva que a de alguns comentadores que se ouvem na televisão, cujo disfarce de racionalismo opinativo está a mais nos noticiários e canais de informação. Aqui, por outro lado, ainda que divagantes, são apresentadas soluções. E só por isso, mas muito mais, já valerá a pena a sua lei…

Ai esse Facebook...

Ouvido no Metro À Alameda No ramerrame estival um jovem filósofo dedica-se a ensaiar hipóteses sobre a raiz da hipotenusa facebukiana. Fá-lo (salvo seja) diante de uma jovem de cabelos lisos e bochechas untadas de blush e lábios indecorosos.
Creio ser um ensaio de uma peça qualquer.
- Amiga Cacilda, achais que o facebuke serve para o amor e a amizade ou para fazer pirraça? Para unir ou atiçar as brasas?
- Meu estimado escritor, eu cá acho que serve mas é para sacar e atear brasas.

Tiago Salazar - Escritor, viajante, provocador e homem grande em geral.

Piquenas estórias de amore

"- Oprimi-te tanto.
- E eu amei-te.
- Fui tão egocêntrico.
- E eu amei-te.
- Tão incompreensivo!
- Aceitei todos os teus erros.
- Hoje, por fim entendo o quanto te amo.
- Acho que vou vomitar. "

Que se fornique a poesia de uma vez!

Respondam-me lá; por que razão se terá de deambular, em ordem decrescente, por alfarrabistas desconceituados, a caminho determinado do fecho, feiras do livro sem vigor altivo, sempre em saldos, amigos donos de tascos esclarecidos, tertúlias ditas poéticas, que se firmam em abraços falsos, ou, horror dos horrores, inóspitas páginas do Facebook, para se ler poetas tão humanos, tão vivos, tão abertos a todas as almas que, em determinados instantes da encruzilhada dos tempos, detêm nas mãos os destinos da nova poesia portuguesa? Ou será mesmo verdade que o rumo de um poeta neste país, se faz e desfaz no paladar de um punhado de iluminados que sobre eles escrevem, nos sítios certos aos olhos da maioria? Anda-se a tossir o desespero de só haver poeira e papel velho neste canto estreito do atlântico? É isso? Poderá ser isto verdade? Digam-me lá, que eu estou um pouco confuso por beber demasiado. Há lugar para a poesia em Portugal? Longe das pobres comemorações, das funestas republicações, d…

Plutão a Planeta

O que eu queria mesmo era que Plutão deixasse de ser  um planeta anão. E vocês, não?

Flores Perfeitas

Todos os poetas românticos morreram jovens. Ou esgotados. Ou acabaram loucos e internados por se esgotarem sem chegarem a morrer no tempo certo e devido a um poeta. E ainda bem que foi assim. Resolvidos os seus últimos casos amorosos, entravam em contacto com a própria natureza e morriam emoldurados. Afinal, o que poderá restar a um poeta exaurido, que vazou tudo até à última gota da alma, que secou tudo o que tinha para dizer e repetiu, repetiu, repetiu...a mesma paixão, ou a mesma dor, ou as mesmas flores perfeitas da sua época? Nada!  Sempre julguei os últimos dias dos maiores mestres como irmãos próximos do estatuário insípido. Se antes, de um bloco rígido de palavras criavam eternidade, era apenas porque as experimentavam na pele, e dessa mesma pedra raiada de vida fluíam os mais puros anátemas que os explicavam, a eles, e a todos nós. Foi esse mesmo mármore que sempre amei, mas o eterno nunca está na forma, e as palavras mais minerais contêm, ao nível celular mais profundo, um …

Good old Charlie Brown