Padre Mário de Oliveira O padre Mário de Oliveira, o padre da Lixa como ficou conhecido, morreu ontem, e não venho cá com intenções de vos mover, seja para que lado for. Tampouco intento prestar-lhe qualquer homenagem póstuma. - Jamais necessitaria das minhas palavras frágeis para se elevar. - Foi simplesmente um homem do clero que se atreveu a questioná-lo - só por isso, já o elogiaria. Todavia, não é por isso que sobre ele escrevo. - É um texto que me circunda, não a ele, em particular. Sou iminentemente egocêntrico, muitos já mo apontaram, e eu, nunca rechaçarei essa identificação. Sou-o! Antes de mais, devo clarificar-vos acerca da situação deste senhor que, sendo clérico ordenado, tornou-se apócrifo por opção e pôs-se do lado da verdade, escrevendo de coração impoluto, contra a pensadura tacanha da instituição grotesca onde ele próprio antes se havia adequado pelo mistério que aí o conduziu, somente pela estranha e insondável fé de usar a própria cabeça. O pensamento l...