Para quê existir além da presença? Nunca seremos capazes de estar em lado algum. Como se pudéssemos nós ser árvores perenes, carregadinhos de folhas caducas. Mas, tentámos na mesma. Tentámos? É extraordinário ser humano fora de toda a humanidade. Já tentaram? - Parece que se ganha uma braçada de novos sentidos físicos em acréscimo àqueles que já nos consistem; Visão, tacto, audição etc... razões sobejas de existências banais! Sensibilizar o sentido da solidão, por exemplo, é uma experiência quase de catarse, um pulo de bravura insensata que apraz. Potenciar a modorra numa espiral, mais e mais, até se alcançar o topo da monotonia e descobrir novidades desconhecidas. É preciso determinação contudo. A mortalidade absoluta deste objectivo ocorre no instante da tentação normal dos dias. O corte radical das relações mais íntimas é imprescindível. O boicote, a pura dedicação ao acérrimo desgosto de tudo e por todos, condição inequívoca. Para quê existir e depois voltar atrás no pio...