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Mensagens

A mostrar mensagens de Maio 1, 2016

Dia sim, dia não, uma beleza antiga.

O veículo que vai dar entrada no cais 1 destinava-se ao prelo, mas...

Hermenegildo Almeida gerou Gabriel, e mais nenhum. Gabriel degenerou, não concebeu e coube ao Luís Bruno gerar um outro Gabriel, um pouco mais pequeno, mas menos sisudo que o original, pouco menos. Alberto e Adosinda Bruno eram seus meios-irmãos. Esta segunda, por ser boa fêmea parideira, gerou também uma linhagem de outros tantos Brunos iguais a si mesma, de ancas largas e buço perpétuo, e tornou-se especial, por motivos que explicarei mais para a frente. Alberto veio a ser o fundador da sua própria casa e gerou uma estranha acção popular que também será mencionada mais adiante. O Segundo Gabriel, por seu turno, também não gerou. Alberto, igualmente de boa sementeira, gerou em demasia, muito embora, dos muitos que surgiram da sua semente, apenas tivesse perfilhado dois. Dos que lhe nasceram do lombo, o melhor foi o Fontino, que teria sido grande, não tivesse saído tão baixo e macambúzio como o Gabriel original, a quem, convenhamos, nada devia em termos genealógicos. O quinto e último…

Muda de idade antes de seres velho demais para o conseguires.

Este texto tocou-me realmente. Não se trata de nenhum texto extraordinário, duvido até que alcance o estágio endeusado do "viral" (riso). Tocou-me em sítios que julguei, ou fortemente sedados, ou inexistentes de todo. Depois de o ler, percebi que "esperança", se o quiser, pode muito bem ser mais que uma simples palavra avulsa, que se lança nalguma conversa padronizada de levantamento de espírito.
"Quando se muda de vida aos vinte, os outros acham imensa piada. Vão beber uns copos connosco, boa sorte, pá. Até porque, quando se muda de vida aos vinte a coisa normalmente passa por uma viagem, por uma temporada no estrangeiro." (...) "Mas quando se muda de vida aos quarenta, a coisa pia mais fino." (...)
"Quando se muda de vida aos quarenta, a viagem é cá dentro. Não, não é dentro de Portugal. É mesmo dentro de nós. Vamos até ao tutano. À massa de que somos feitos. E dói como o raio." (...) "Depois, um dia, os amigos, que continuaram pre…

Torturas de Desassossego.

As pessoas passam rápidas lá em baixo, porque eu canto mais alto do que o costume.
Quão estranha consegue ser esta fuga contra o absurdo.
Gatos felizes, cortinas corridas e uma barba a crescer sem freio.
Mal ponho um pé na rua, a minha vida é esta, uma jaula hermética,
concentrada no medo dos que fogem da minha voz,
e do terror de entenderem o meu deslumbrante meio.
Lutar...lutar...lutar...
a favor de tudo contrário ao que me querem mudar,
nesta democracia mentida de nos mostrarmos mais e mais...
É que, ainda não encontrei em mim nenhum dia pressuposto a ser mais acomodado
ao que pressinto ser o dia mais comum do atroz!
Quando deixar de ver ricos Jipes a transgredirem o espaço normal das crianças,
e a imensidão do fluente negócio franchisado de "rent-a-car"
talvez integre algum fileira ignóbil de filhos e pais,
juntos, (porque não?)
contra o mundo alterado
na minha janela de enormes sentidos desiguais.
Encolher-me-ei à minha habitual nulidade e deixarei de ser tão incómodo.