O fim da manhã deste último dia poderá ser só um quarto. não vejo melhor forma de lhe contar os inevitáveis desencontros, entre fazer as camas, dar de comer aos gatos e preparar o pudim de pão para o jantar de logo mais, com desconhecidos de verdade, a mesa inteira povoada de desconhecidos. Alongada, não, redonda, não, oval... talvez (não). O princípio de tarde deste dia será uma perfeita cidade. As ruas molhadas, as belas donas de cães estranhos a passearem-nos e nos canteiros públicos, indigente, entre tanta merda, a relva continua por aparar. Ergo-me da periferia dos últimos dias demolidos, e procuro a razão deste fim, entre as calças penduradas ao través nos cabides desalentados, e as toalhas de banho que apanho do chão. Chamo-te pela casa vazia como se rezasse ao nosso mar. Serei sempre um homem rude, e estes acabam assim, destruídos. Tu já deverias saber que só assim poderia acabar. Deixas-me publicar este desconforto exposto em osso ao assédio social? Meu Deus!...