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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro 18, 2011

A Amizade - Parte III

Até hoje pergunto a mim mesmo até que ponto aqueles dois sabiam que me estavam a dar um amuleto eterno, pois na realidade deveria ter-me desfeito dele nos meus anos vindouros de solidão entrincheirada. No entanto, ainda o conservo, poeirento e quase petrificado, porque desde que o carrego não voltou a faltar-me aquela mesma luz que descobri pela primeira vez naquele recreio. A professora, tão severa na aula, era também diferente aí. No recreio ensinava-nos o que não dizia lá dentro da sala e aqui era onde dava livre curso ao que na realidade teria querido nos ensinar.

Começou!

Se fores tu Outono, advento do brilho da Primavera, folhas tuas, uma a uma, as deixo eu cair, pois que a vida, trago-a em ser um constante derruir, do sonho que guardo nesta vontade d'uma quimera.

Acabou!

Governo Sombra - Book Trailer

O Livro - Aquele que para mim é único.

A convite do blogue ...viajar pela leitura... falei sobre aquele livro que para mim, de facto, representou de mais formas que uma, um marco na minha vida. Não somente como escritor, mas sobretudo como homem. Pode ler o artigo aqui.
O Amor está no ar...

Adeus Verão.

Esmorece o Verão já, e já torna o frio...
Verão ágil de calor magoado.
Já cheira a lento Outono, de sol oblíquo, quase gelado,
derramando-se sobre as águas deste rio.

Este fogo impossível.

Ofereçam-se inteiros ao amor, deixem-se guiar fieis por essa chama. Esse quente borralho de eterno calor, essa paixão, esse toque da grande musa, que nos enaltece o ser em versos que se declama. Esse insano desequilíbrio que nunca se recusa.
Assim mesmo, na noite abstracta da razão, tocam sinos longos, melódicos, a rebate, gritam ledas as aves assustadas no interior, deslembro incertamente o que me faz o coração, sou todo eu um cristal fino que se parte, que se agita intrépido em torpor.
Sei, sim, é belo, é luz, é impossível, não há caminho que seja direito, e o avesso tornou-se meu mundo. e a fealdade da vida esfuma-se, torna-se invisível, e cá dentro, cresce um calor sem forma ou preceito, uma ilha brilhante que nasce num mar infecundo.
Como tudo é nulo e vão ante o amor. as crianças riem na rua e a música vem ao acaso. e já homem feito, ainda sinto que cresço. Ofereçam-se inteiros a este calor, despertem agora, antes já que com atraso, antes que digam: eu não te mereço.
Se for fal…

Sessão de Apresentação de "Governo Sombra" - Convite

Conto com a presença e amizade de todos para esta sessão, a primeira apresentação de "Governo Sombra" - Apareçam!

A luz

Numa certa idade os escritores transformam-se em conselheiros. É inútil que protestem essa condição, se o fizerem serão acusados de deslealdade. Uns tentam salvar-se com o que escrevem, outros, corrompem-se com o primeiro dinheiro ganho, depois, com a descoberta de que não conseguem escrever, mas de que não sabem fazer outra coisa diferente. Assim era Emílio Sobral Alvarenga, autor  singular de um único opúsculo mal vendido, que durante o limite máximo de três meses, colocou o nome Alvarenga na boca de certos círculos corrompidos por um mau dizer ergonómico que lhes desfigurava o sentido de ser. Tentava agora, depois de dias e noites a fio, deslindar outra narrativa que o guindasse novamente até essa fama efémera que conhecera, mas era inútil, a sua cabeça era um poço profundo de escuridão.