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Bibliografia

"Poemas por Tudo e Por Nada"

(Poesia)
Corpos Editora 2011


Escrever poesia é um labor que nasce sempre de uma necessidade de expulsão interior. Qualquer um o pode fazer, e sem dúvida que todos o fazemos em diferentes alturas da nossa vida. Quer a confessemos ou não, a poesia existe na alma de cada ser humano, e quando esta se enche e quase parece querer transbordar, e afogar-nos nessa torrente incessante, são as palavras que nos assistem no escape dessa cheia que mal sabemos explicar de outra forma.
Quando comecei a escrever poesia foi nesse exato pressuposto. Mal sabia o que me afligia, mas tinha de tentar descrevê-lo de alguma forma. Era um jovem que ainda brincava com o pião e a bola, mas que também já moldava cá dentro o cerne de amores juvenis tão loucos e potentes, que só com a caneta os conseguia acalmar.
Foi assim que muitos destes poemas nasceram. A poesia para mim sempre foi esse vazamento, essa fuga, todavia, e certamente que assim será para muitos também, é sobretudo pelo amor, pela desilusão, pela paixão e pela tristeza que a poesia melhor se desenvolveu nas minhas mãos.
Cada um destes versos conta a história de um momento singular, e mormente surjam sem ordem aparente nestas páginas, são o relato, poético, de tantos, muitos dias da minha vida, vividos assim, como todos os vivemos, por vezes por tudo, por vezes por nada, porém todos eles, merecedores de não serem nunca, esquecidos cá dentro.


 "A Lucidez Desentendida" 
  
  (Prosa- Conto)
  Bubok 2011 (auto-publicação)

Encontrar um novo rumo para a sua vida, afastando-se  o  mais possível da antiga, era o único fito de Artur Correia, um homem despedaçado pelas suas próprias incapacidades emocionais.
Cedo descobriu que foi a vida, quem o encontrou primeiro.



"Governo Sombra"

(Romance)

Chiado Editora 2011

Um thriller de conspirações políticas que retrata as vidas paralelas de dois homens.
Um, desempregado, e com ambições de ser escritor, que desistiu da vida e da procura da felicidade, reencontrando-as ao receber uma estranha mensagem de uma amiga, que lhe encomenda a escrita de um livro sobre a sua vida, conduzindo-o numa viagem obsessiva por uma realidade ficcionada sobre um Portugal secreto e sinistro desconhecido por muitos.
O outro, um político empossado à força por um caciquismo familiar. Professor de história por paixão, torna-se secretário de estado por complacência dos interesses do falecido pai.
Vão ambos embarcar numa odisseia mirabolante de enganos e descobertas, na busca da confirmação da existência de uma ordem secreta, Os Alquimistas, cujo plano efetivo para o nosso país, consiste no controlo absoluto do seu governo, e no domínio total da vontade dos seus cidadãos.
De Nova Iorque a Bruxelas, e por diferentes locais em Portugal, um atroz destino os espera, nesta história implacável, que mistura passado e presente, cheia de suspense e completamente imprevisível.








"Corre!"

(Novela)
Versbrava Editora (2015)

Perante a eminência da morte, que distorções pode sofrer o amor e até onde pode ele sobreviver? O último  suspiro  do amante  determinará a extinção do amor?
Corre!, é uma  história de amor e morte e também uma  história da profunda solidão de um homem invulgar, Humberto Crica, que passou uma vida inteira  afastado  de tudo  o que é humanamente normal. Sempre protegido na concha fictícia  que a sua   identidade  familiar  lhe  criara,  justo  até  ao momento da tomada de consciência da sua mortalidade, e da descoberta do amor como motivo principal para uma existência que passou a desejar longa, mas que precisava agora de ser vivida a correr. Poderá alguém morrer sem conhecer o amor?



"Que Alguém Saiba que és um Homem"
(Poesia)
Corpos Editora 2013


Ao longo da minha vida, e penso ser comum a muitos escritores, sempre procurei saber do por quê das minhas diversas reacções, dos meus sentimentos, da forma de agir, do que penso, do que faço e porque o faço. Dou por mim a meditar sobre tudo e mais alguma coisa, a deixar fluir essas reflexões sobre a forma de poesia e prosa.
             É no repouso das palavras sobre o papel, que ansiosamente cumpro a ilusão de transmitir a autenticidade dos meus estados de alma, das minhas divagações, das minhas múltiplas vivências encarnadas num “eu” poético que se liberta e procura transmitir numa linguagem carregada de simbolismos tudo aquilo que me vai na alma.
             Ao agarrar na obra “Que alguém saiba que és um Homem” de Casimiro Teixeira, encontro a fórmula gémea do que sinto e do que penso, um registo poético impetuoso, mesurado por um olhar cheio de sentimento consoante a respiração do momento, que através de uma poesia desprovida de métrica, entrega ao leitor todo um conjunto de confidências, de mensagens fortes, vivas e palpitantes, como se de um grito silencioso de alguém com sangue quente a correr nas veias alertasse para um espaço próprio e único, onde se move.
            “Tenho sonhos doentes, que só a alma sente, anseios pisados, que por serem meus, assim os aturo.”, abre assim o primeiro poema da obra poética do nosso autor, um livro que completa uma teia poética que prende a leitura, onde o amor perfeito e imperfeito, correspondido e sofrido, do passado e presente, as memórias e o sentimento evoluem até à expiração humana de sermos melhores no tempo futuro, apesar de todos os medos que possam ai habitar.
               Uma espiral de sensações que saciam a sede de quem lê. Um conjunto de afirmações e até provocações de uma alma pensante, que vive, que sente e no labirinto da vida onde se encontra como qualquer um de nós, demonstra por vezes a sua revolta, as suas dúvidas, o seu amor, afirmando a todos a sua verdadeira natureza e identidade.
             “Que alguém saiba que és um Homem”, é muito mais que um livro de poesia, é uma obra que não deve ser apenas lida, porque as palavras que tacteiam os poemas através da carga simbólica a elas associada e que transportam para “momentos únicos” do nosso autor, devem ser meditadas, reflectidas e verdadeiramente sentidas. 

Luís Ferreira


    "Jardins Exaustos de Pele e Osso"

    (Poesia)
    Auto-Publicação 2015


Despreocupados das noções mais elementares sobre o bem e o mal.
Poderia escrever o relato exacto
do que sou
nas suas asas negras.
Seria um risco.
Porém,
De que outro modo se construiriam os sonhos?





(Contos)
Auto-Publicação 2016

Trata-se de cinco histórias diferentes, sem outra relação entre cada uma delas, excepto pela invulgaridade com que se abalança a visão desencantada da sobrevivência do amor, num tempo pautado por preocupações mais prementes.
Um homem que um dia, estranhamente acorda morto, e que na sua busca por explicações sobre o decreto do seu fim abrupto, acaba por salvar a vida a um suicída.
Um homem casado que escapa desesperado da inutilidade da sua vida, inadvertidamente caindo nas mesmas perguntas sem resposta, ao encontrar uma outra mulher dentro de um comboio.
Um jardineiro aterrorizado por balões com formas de animais e sentimentos profundos, que vem a descobrir a sua paixão perdida num plano perfeito que engendra, para consumar o assassinato da sua mulher.
A incrível história de um homem que acredita que existirá para sempre, até descobrir a mulher certa que lhe provoque no coração "imortal", o desgosto amoroso que lhe traga por fim a paz que tanto anseia.
Uma velha prostituta, elemento agregador de uma pequena comunidade de homens solitários, pobres e desalentados, e o relato da sua maior vitória, na noite em que lhe sai a taluda do euromilhões.

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