Neste ar daqui, ecoa um murmúrio de queixume, um fiozinho comprimido de tímidos balidos. Sentem-se pálidos, quase voláteis como um perfume, Inundando-me a alma de sonhos despidos. Sentem-se espasmos, contorções, agonias de voz. Mínimos, serenos, irrepreensíveis de altivez, tão pouco se sentem, que chega a ser atroz, o pouco silêncio que perturbam na sua vez. Grandes senhores de ferro e fogo e força infinita, ouvireis vós o lamento que por aqui passa? Ah sim, tenho febre, e escrevo e isso nem me maça, mais me desfeita o desdém que votais à minha escrita. Pois eu não sou máquina exprimindo seu motor, e neste ar daqui, neste ar, vou rugindo baixinho, pelos pedaços em falta que me compõem a dor, abandonados que ficam ao doer do seu caminho. Em fúria fora, e eles dentro de mim, tão suaves a começar, gritantes agora. Já me arde a cabeça de não lhes ver um fim, so...