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A mostrar mensagens de março 16, 2025

Inverno cruel que despontou a semente...

 

Dia do Pai

  Houve sempre tempo para morrer melhor. Talvez fosse mais especial esperar o baque do fim ou até quem sabe, arrojar-me ao futuro cheio de mais hipocrisias que a maioria. - Quem poderá saber? - O Futuro é quase tão imprevisível como a vontade de morrer. Ando nisto há demasiado.  Quiçá me acovarde sempre. Quiçá seja daqueles organismos pusilânimes que aguardam a salvação do último segundo. Só que esses não se entregam realmente. É teatro apenas, puro melodrama. Eu não sou desses, nunca fui. Arraso tudo e todos à primeira. - Só! Então o que sou, realmente? Serei a verdade no sangue derramado, o realismo dos comprimidos em excesso, a paixão mal-conseguida do mergulho inevitável naquele mar que jamais nos devolverá? Fui tudo isso e porém, ainda aqui estou a escrever este texto presunçoso que pouco explica só faz referências e apelos e alusões e tretas por demais. É nojento este texto, é nojento porque implica com a morte como se esta fosse um espectáculo trivial sobre o qual se pu...