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Mensagens

A mostrar mensagens de Junho 12, 2011

Mais almas que Uma.

Quando te vi nessa noite, eras só pele e calor, quis sentir-te mais de perto, mas queimavas, a vontade de te tocar, com o mesmo fogo que te guardava. Estendias-te ao alto, indolente, num esboço de pintor, e nem eras carne, incendiavas apenas, tu queimavas, teu reflexo, meu espírito, o próprio ar, que respirava. Que suplício de fogueira é este que me queima desta maneira, me prende à cama na visão tua que se esfuma? Os meus olhos enganam-me, e não te vejo, e perdi a função viva de te sentir,  sei-te aí, nua em frente à lareira, mas sei também que tenho mais almas que uma, e perdi-te a figura, no calor do desejo, adormeci pensando no que está por vir.
Casimiro Teixeira 2005


As Aventuras de Rodrigo o Guerreiro Sonhador - Cap. II

Depois de deixarem para trás, a Floresta de Oom, os cavalos alados, Grunch e os peixinhos glu glu glu, os dois companheiros voaram sem descanso por dois dias e três noites seguidas, parando apenas na terceira noite, numa pequena aldeia com casas de telhado de palha para comerem algo e descansarem. Mas mal Fabio se preparava para aterrar e todos os aldeões começaram a atira-lhe pedras e paus afiados como lanças, tentando a todo o custo afasta-lo daquele sítio. Com grande dificuldade, lá conseguiu chegar ao chão, mas ainda assim a uma distância segura dos aldeões que com olhos de ódio corriam na sua direcção com os paus afiados e forquilhas e foices em punho. Apenas quando Rodrigo saltou do lombo de Fabio e lhes agitou os braços para que parassem é que eles se detiveram.

O plano ideal para o problema dos idosos.

Então você é um cidadão sénior, doente e abatido, e o seu governo acaba de o informar, que não existem lares de terceira idade, disponíveis ao enquadramento do seu escalão financeiro. - É pobre e recebe uma reforma de míngua -  é chato, e pouco há a fazer, exceto sentar-se num banco de jardim e atirar migalhas aos pombos e patos. - O que fazer então?
O meu plano oferece a qualquer idoso de 65 anos ou mais, um pacote de luxo, que inclui uma arma de fogo e quatro (4) balas. Ser-lhe-à permitido alvejar indiscriminadamente quatro (4) políticos há sua escolha. (não necessariamente com a intenção de os matar, mas também pode ser. Fica é um pouco mais dispendioso.)

O Triunfo do Cagufe!

O pânico tomou posse deste nosso belo país, continente, regiões autónomas e respectivos arquipélagos diminutos. Algures numa rocha dos ilhéus formigas, uma família de caranguejos, faz contas à nova vida, que a austeridade lhes quis impor. Do simples alarme social passou a medo, e o medo alimentado pelo constante fastio sem nexo da comunicação social, transformou-se em pânico.  Estou farto da política e das notícias sobre a política, mas sobretudo dos políticos. Estou farto e mais do que farto.

A travessia do Atlântico.

"Poemas por Tudo e por Nada" já atravessou o Atlântico e chegou ao Brasil. Um blogue paulista, O Mundo dos Livros, fez a gentileza de o divulgar para o imenso público de bons apreciadores de poesia que são os nossos irmãos brasileiros. 
Desde já os meus sinceros agradecimentos ao gestor do blogue em questão, e só posso agora esperar com alguma ansiedade que desperte apetites por lá, pela poesia portuguesa, de modo a que suscite algum feedback. Obrigado.
Fica aqui o link para o post: Poemas por Tudo e por Nada.

Revolta cá dentro!

O Fim da Noite.

Alguém adivinha onde se situa esta janela?

Será vaidade ou orgulho?

Ao fazer uma busca pelo título do meu livro no Google, surgiu-me isto: www.kulone.com. Nem me passa pela cabeça, como é que ele lá foi parar, mas confesso que fiquei um pouco babado...É como ver um filho nosso a aparecer sem avisar.