Vivo em função da existência da luz
E das batalhas desiguais ainda que nem mereça uma vida que seja inteira e totalmente luminosa sigo-lhe o sopro para onde me conduz
o rugoso ruído de seus cristais
erguendo-se no rigor da manhã que se abeira traduzida numa só palavra, tão..tão poderosa.
Nem tento interpretar esta ceifa matinal.
Sou o homem que nunca a compreendeu
calculo mal as palavras nas noites desertas
levanto-me, abro o olhar e volto a viver
Já nem concebo outra existência que não seja igual existo apenas no dealbar colorido do céu entre o manto da escuridão e as lâminas abertas naquele instante em que a noite deixa de o ser. Ali descarto o que sou e torno-me gente Nos confins da luz— flores de sonho tilintam, explodem, resplendem, sou o menino de lábios cosidos, cruzando as pernas no dilúvio branco que brota dos céus, minha nudez em sombra, ninguém a sente. Ou as paixões que estes fogos em m...