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A mostrar mensagens de Julho 3, 2016

Mistérios Do Osso Mal Escrito

Explico-te agora todo o mecanismo das marés
se fores só um corpo em horizonte.
Aquele sobe e desce de bruma e monte
de água, onde em tempos molhámos os pés. Já desvendados todos os mistérios do osso e da pele
pouco resta por dentro que seja lume.
Agora só nos sobra o tempo que nos corre pelos dedos,
o que já doeu, não mais existe e nada jamais resume
o fogo de cal que nos aqueceu as noites.
Ficou-nos a ingrata tarefa que nos amarra ao futuro no ramo de impossíveis dos nossos grandes medos. Até a Lua foi pura por um instante quando voei com as mãos eriçadas, a fazerem-se de água do Mar. Subiram, subiram, subiram como penas descartadas que julgavam ainda saber voar.
Através da esperança de plástico que nos resta, mantemo-nos ao alto numa pausa irritante. Para desistir ainda é cedo. A solução é um segredo. E caso alguém se lembre de escrever sobre nós,