Mergulhar em todas as bocas, que horror! Por vezes estão tão sujas que só me conspurcam de nulidade, é o fim, acreditem! É este o fim! Estão mortos, todos. E ninguém salva nenhuma criança afogada da abertura fatal de nenhuma retrete. Debaixo de alguma barba explodem eternidades que ninguém percebe por inteiro. Dois ou três fizeram um esforço, mas no derradeiro, no derradeiro momento desta existência, quem sabe ao certo o que nunca foi dito por palavras escritas? Os bons vivos morrerão assim mesmo, vivos, à espera da morte que os tornará vivos, para sempre. Rompendo todas as gargantas ignóbeis, que aguardam com os pulmões postos em punhos, com os olhos postos em entrevistas invasoras, com os corações esfaqueados pelo agora, os corpos esfacelados pela imagem, as palavras vendidas num nada. Resgatemos estes vivos dos cádaveres antecipados. Resgatemo-los do vírus da existência só terrena deste mundo moderno. Sim, o resgate também é possível para os vivos, ainda que estes nem...