Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

A mostrar mensagens de Fevereiro 19, 2012
Será que bebo para escrever melhor, ou escrevo para entorpecer esta alma que julgo menor?

Ruben Fonseca diz Camões

Um grande momento, que tardará a fugir-me da memória, pois, na vida, contam-se os momentos e não os dias. O magnífico Ruben Fonseca a declamar um soneto do Camões, na abertura da 13ª edição das Correntes de Escritas, na Póvoa de Varzim.

Foi com este pequeno presente que ele agradeceu o prémio Correntes/Casino da Póvoa:

Busque Amor novas artes, novo engenho Para matar-me, e novas esquivanças, Que mal me tirará o que eu não tenho Que não pode tirar-me as esperanças, Olhai de que esperanças me mantenho!Vede que perigosas seguranças! Que não temo contrastes nem mudanças, Andando em bravo mar, perdido o lenho. Mas, enquanto não pode haver desgosto Onde esperança falta, lá me esconde Amor um mal, que mata e não se vê, Que dias há que na alma me tem posto Um não sei quê, que nasce não sei onde, Vem não sei como e dói não sei porquê. Luís de Camões

Medo!

Não sei se é possível que eu inscreva no tempo que me segue, o tempo que me precede. Não é nostalgia, que não me entrevo com tais manias. Se este dúbio e incerto mundo, onde em exaustos jardins me perdi, fosse ao menos feito da vaga saudade que me persegue... Deixaria de lado a máscara com que o mundo me mede, e tornar-me-ia aquele som distinto com que tu me ouvias, no tempo d'então, agora extinto num silêncio profundo. Que nem atesta nem remete ao mero rumor do que senti. Não quero que me neguem quem não sou. Se fui falso antes, agora sou mais incerto na verdade, hoje, um mal maior encerra-me inutilmente em seu enleio, e quase desperto, lavo-me e visto-me de mentiras, indeciso em ser eu mesmo ou a sombra do já fui. Este tempo assim me envolve, porque o passado não acabou, acordei desta maneira, fútil, ocioso de toda a vontade, e o tempo que me segue nem sequer veio. Só lhe senti o rastro na fraca vontade que aos poucos tu me tiras, fechando-me para sempre nesse tempo que me obstrui. Será qui…

Entrevista ao "Na Companhia dos Livros"

A minha querida amiga e conterrânea, Isabel Maia, do blogue "Na Companhia dos Livros", depois de ter feito já a sua própria apreciação do meu livro, Governo Sombra, achou por bem ir mais além, e decidiu presentear-me com esta entrevista, à qual acedi com todo o prazer que se retira de uma boa conversa informal entre amigos, levada à cabo com toda a descontracção na mesa de um café. Obrigado por isto Isabel. Deixo aqui o link da mesma, para todos aqueles que quiserem saber um pouco mais sobre mim, e sobre o meu trabalho. Espero que gostem.