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A mostrar mensagens de Junho 26, 2011

Um Amor nascido à pressa.

Viajam ambos em sono profundo depois do tórrido momento do primeiro encontro, num comboio com destino a Paris. A Lua esmorecera e o dia acabava de nascer, a chuva ganhara de novo terreno ao nevoeiro e voltava a cair, Teresa rejuvenescia a cada momento no descanso da sua paz. O destino final aproximava-se, a estação da Gare D'Austerliz, e como assim era, ao alterar o ritmo sincopado da sua marcha, os guinchos metálicos dos travões a serem acionados sobre os trilhos, acabaram por o despertar primeiro, impulsionando Luís no retorno ao seu lugar, junto de Teresa. Queria desesperadamente lá estar quando ela despertasse. Vagueara até à brisa rápida da noite para fumar, e adormecera aí, no chão da plataforma.

Marcador de Livros

O excelente blogue da Maria Manuela Magalhães; "Marcador de Livros" também me adicionou no seu extenso rol de autores divulgados. Maria, muito obrigado.

Conto Convosco!

O Planeta está bem?
Autor: Casimiro Teixeira



Já se imaginou a acordar amanhã cedo, tomar o seu duchinho, um bom e saudável pequeno almoço, preparar-se para sair para o trabalho, entrar no carro, olhar em frente e... e descobrir que o planeta desapareceu, já não está lá?

Pedacinho Literário

Pedacinho LiterárioMais um excelente blogue de divulgação literária que me agraciou com uma pequena nota acerca do meu livro: "Poemas por Tudo e por Nada" nas suas páginas. Obrigado pela partilha.

O Caminho certo.

E se eu palmilhasse sem receio,

um caminho que nem me apeteça,

no final de um dia que custou a vir,

mas lento, e num céu de chumbo, ele veio.

E se por lá ficasse, sem que mereça,

a vasta liberdade que me fez sentir? 




E se misturasse ao som mudo dos meus pés,

a pausa etérea da areia revolvida?

O ruído feroz daquela trovoada,

O restolho do mar lambendo-me de viés?

E se fosse isto a minha vida?

E não mais sempre alma magoada.




E se pelas pupilas gastas pelo sal, 

a imagem do mundo se entreabrisse?

Majestosa se mostrava, e mesmo sem ser minha,

pareceu-me não ter nunca tido outra igual.

Como se o próprio Sol ao morrer olhasse, e visse,

que a tristeza d’outrora já definha.




Foi-se, sem emitir um som que fosse impuro.

Nem tampouco um só lamento de saudade.

E se por fim entrassem em alinho,

Os quantos sentidos e emoções deste coração duro,

neste momento singular de inerte vontade,

Que vim a descobrir neste caminho?




Vontade! A mesma que sabia já ter perdido.

E se atestasse que aquela luz afinal,

Fosse mostra de uma esper…

Festa do lançamento do livro de poesia "Poemas por Tudo e por Nada"

Tristeza.

Nem sei bem o que isto é, mas sinto uma tristeza profunda no meu coração hoje. Fui linearmente vexado  verbalmente por um escritor português, que todos conhecem decerto, mas que obviamente prefiro omitir o nome, pela simples razão de não querer descer ao nível da mesma ignomínia que lhe impulsionou as palavras, e tudo isto por ter tido a insólita audácia de lhe transmitir um vulgar pedido de auxílio. Felizmente que ainda sou ninguém no mundo da literatura, mas começo já a tomar medidas interiores para que nunca, repito, nunca, me venha a transformar em alguém do vulto desse senhor. É esse um dos medos que mais me aflige, que um dia, o sucesso e a fama, se acharem por bem me agraciarem, me moldem as glândulas da alma, e formem a figura de semelhante homem descomposto. Não existe solidariedade entre autores, foi a conclusão a que cheguei, sobretudo se os patamares entre eles forem demasiado desnivelados, e o espírito humano dos mais proeminentes se encontrar infetado pelo vírus da arrogânc…

Entrevista à Antena 1

Cliquem aqui para ouvirem a entrevista!