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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho 9, 2017

Martin Landau

Cena mítica de um dos grandes filmes de Hitchcock "North by Northwest" 1959, que nunca teria o impacto que teve, não fosse o pé deste senhor se ter lembrado de ser tão bom actor.



Até sempre Martin Landau (1928-2017)


Piquenas estórias de amore VII

- Olha, o passarinho. ri-te, vá lá. - Ri-te tu, antes. Diz qualquer coisa engraçada. - Digo o quê? - Sei lá, qualquer coisa. - Está a gravar, senhor? Quando formos grandes, seremos artistas, sabe? - Sim. Filmamos já os outros meninos. Ainda haveremos de ser artistas. - Mas como, se não temos aquela geringonça? - Olha, assim.  - Com as mãos no ar? - Sim. Depois vamos ali ao coreto e treinamos os teatros.  - Posso cantar? - Podes fazer aquela coisa de cantar. És tão tapada.  - Tu fazes aquela em que tens os braços abertos e desces os degraus, a sorrir.  - Faço pois, e tu cantas. Se fizermos muitos teatros e muitas canções, e se convidarmos toda a gente, depois podemos ir à mercearia da D.Laura comprar caprisonnes fresquinhos. - E aquela coisa que tira retratos, quando compramos? - Não sejas trenga. Fica séria, agora. Mas depois tens de cantar, sim? Vais ver, quando tiveres óculos escuros é que vai ser.  - Tens cá umas manias. Isso não pode ser só teatro.  - Chiu, cala-te agora. Fazes umas danças e canta…

Dia sim, dia não, uma beleza antiga.

Ouch!

(substantivo masculino)
Instrumento utilizado para encontrar LEGOS no escuro.

Aves do Paraíso

Mais de cem aves do paraíso voam no céu dos teus olhos.  Nada de especial.  não precisas de te alarmar. Apeteceu-me estes sonhos de pelúcia.  Que o paraíso, sozinho  não poderia jamais voar  sem haver olhos como os teus. Foi só uma vontade minha um desejo de dizer que te quero  e que encontro em ti todos os sonhos  possíveis de se encontrar.

Choque de Titãs

Vs. 

Seria tão bom que estes dois "monstros" tivessem feito as pazes.
Voltou a ver a García Márquez?”, arriscou Granés quase no final. (entrevista a Vargas Llosa)  “Não, nunca...Estamos a entrar em terrenos perigosos, penso que é o momento de pôr um fim a esta conversa
Para ler tudo aqui.

Saudades de ver bons Filmes (V)

... comoventes.

Bons tempos, para variar.

O Ministério Público acusou dezoito agentes da PSP da esquadra de Alfragide de "tortura, sequestro, ódio racial, ofensa à integridade física, comportamento cruel, degradante e desumano, falsificação de documentos, denúncia caluniosa e injúria agravada". Isto já vem detrás, de um caso ocorrido na Cova da Moura em 2015, um alegado assalto, e, como consequência, a acusação do Ministério Público parece ser muita coisa ao mesmo tempo, em um país onde nos habituamos a encarar estas situações como quem lança balões e não aguarda que aconteça grande coisa.  Agora aconteceu. E ainda bem.  Normalmente vai tudo para o arquivo morto e assim fica. Desta vez, não ficou. É bom que se mudem os paradoxos. Aparentemente, os rapazes foram severamente brutalizados e ficaram detidos dois dias sem motivo aparente. Que eu saiba, a Cova da Moura não pertence à Coreia do Norte, nem os agentes da esquadra de Alfragide, são interrogadores em Guantánamo. De modo que, isto é um caso sério, e pese embora, …

Lista de Compras II

Das palavras aos desenhos em constante viagem.  Por imagens encontradas num disparo repentino,  enquanto os olhos percorriam a linha dos detalhes.  Levar as mãos ao peito dobrado a dois tempos  em coisas ditas e vistas só pela beleza de as fazermos. Das que se escrevem e das que nos põem  nas margens mais bonitas das contradições humanas. Por tolices do que for cómico nas linhas e formas  aos versos que nos sacodem e nos acolhem. Todo um Mundo mais meio cheio do que é bom  que meio vazio do que nos dói.  Um Mundo repleto do que for, dos arranques heróicos aos grandes fracassos memoráveis. Um Mundo de acordo com o que vivermos e quisermos.
Nosso.




Haiku vazio me enche

O espaço está vazio.                                                

Vazio nunca é um vácuo.
Vácuo, é sempre que exista nada.
Nada, não é natural existir.
Mas vazio, ou como um vazio,
existe o qu'eu permitir.
Preencher tudo numa balada.
ou esvaziar o que fica em falta.
como s'eu fosse admitir
um poema assim tão vazio.
e de rima desordenada.


Ora ouve...

2018 (quase) a chegar
Miro Teixeira

Pasteurização dos Canoninhos

.
ninguém sabe ao certo onde
procurar as estrelas
de quando em vez um de nós monta a cavalo
e vai
intoxicado de fracturas
andaimes e pagamentos por conta
comprar a garrafa que faz falta à festa
pagar com o branco dos dentes
e nunca mais alguém o vê
(são, quase sempre, os melhores de nós que se compadecem
com a sede dos outros)
é-nos confortável esta alma assim como
lata de sardinhas
acidez controlada e redor marítimo
comprovado pela plural sinfonia de anzóis
o que vai tomar senhor doutor?
estou indeciso entre uísque ou um batido de certezas
mas conquanto haja gelo
tudo nos enterra o nome pela goela abaixo
quem nunca engoliu uma ou outra piça
atire a primeira pedra
ninguém sabe ao certo como fazer pontaria
porque aprendemos a engolir de olhos cerrados
a beber, quer dizer,
das lâminas
por isso batemos palmas
enquanto os autojuízes declamam o nome dos ossos
ao jeito de corredores abandonados
por mero amianto de estimação
ninguém sabe ao certo como subir ao telhado
por isso inventámos o sentimento-
-telescópio
com lente …

Procura-se Bloguers com fogo na venta!

Procura-se autores que queiram escrever, fotografar, ilustrar, fazer BD neste ou para este blogue... Temas? O que vos der na real gana! Pagamento? Não brinquem, isto é a sério...

Mandem as vossas candidaturas na forma de um curto portefólio (duas ou três fotos e/ou ilustrações e/ou vinhetas BD) um texto pequeno, (conto, crónica, ensaio) para o e-mail: neomiro03@gmail.com
Aviso já que, todos os direitos de autor são garantidos, e todo e qualquer trabalho enviado, será publicado no blog para apreciação global dos seus seguidores. Entre estes, dois dos melhores, poderão vir a fazer parte deste Mundo em igualdade de parceria, podendo publicar e divulgar os seus trabalhos, e outros que considerem interessantes, livremente.
Na eventualidade de alguém se candidatar, a designação do blog terá de ser, obviamente alterada. Atirem-se!


A obsessão não tem piada

É uma obsessão muito minha, reconheço, esta de me enraizar em ideias fixas, até me livrar delas definitivamente e voltar a ficar com o contentor vazio, ajustado a novos conteúdos. 
Se calhar, talvez seja mais apropriado, assumir de uma vez por todas que sofro de obsessão compulsiva pelo sentido das coisas. 
Por outro lado, é muito incomum da minha parte, chegar aqui e falar descontraídamente dos livros dos outros, sejam estes de grandes génios ou decepções puras, esgadanhadas em papel, por meros profanadores da sagrada arte da escrita. Como escrevo também, não me cabe dizer nada sobre terceiros, só pelo risco de haver quem goste e me chame à atenção por ser melhor crítico que escritor, ou pelo prazer de deitar abaixo quem não merece, pois ninguém merece ser atirado ao chão por tentar seja o que for.
É uma disrupção como qualquer outra, por vezes tentadora, só que não o faço, nunca, jamais... não gosto de provocar desconhecidos nem de me ajoelhar aos pés de vacas sagradas. 
Já trocar as vo…

O difícil caminho de um herói

Faz hoje um ano que o Éder arranjou maneira de ser odiado em França (joga no Lille). "É sempre complicado mas é normal" diz ele, sobre o golo que marcou e nos permitiu trazer o caneco de campeões europeus, mas também sobre o tratamento que os franceses lhe têem infligido desde então, até agora.  Sim, de facto, não deve ser nada fácil enfrentar o habitual racismo gaulês, ser responsável por derrotá-los, em casa, tirando-lhes o troféu das mãos num chute de mágica, em Paris, onde nem a torre eifell se iluminou com as nossas cores, e ainda por cima, nem vir a ser convocado para o torneio da taça das confederações. Se dependesse de mim, mesmo que jogasse tão mal quanto eu, este herói haveria de ser sempre convocado para todos os torneios da selecção, até ser tão velhinho que já nem conseguisse mexer as pernas. Coragem Éder, estamos contigo rapaz.

Só para aficionados

O New York Times, por acaso, até um dos mais interessantes jornais, que se lêem por esse mundo fora, mas, ainda assim muito carregado de gente que gosta de fazer listas como se fosse jornalismo, (coisa típica dos americanos), fez, na sua edição digital, uma lista de filmes deste milênio para apaziguar consciências talvez, que até me parece compreensiva e omnisciente, logo aqui a partilho. Só sinto pena que, nenhum jornal cá dos nossos, se tenha lembrado da mesma ideia peregrina. Serviria muito bem o propósito de se pôr aqui a malta a descobrir alguns filmes que não se fazem só de explosões 3D, historietas xaropadas e actores da moda. Isso, por cá, até quase que passaria mesmo, por bom jornalismo.


Dia sim, dia não, uma beleza antiga.

O leitor impaciente é lindo

Coisas muito bonitas em mensagens que recebo  (muito amiúde, muito, mas muito amiúde...)
"Haverá certamente algum nome para a abstinência de um autor. Aquela morrinha lenta que custa a identificar, parece uma nostalgia que os afunda num êxtase. Parece que andam à descoberta da palavra justa.  Só que, sabe, alguns leitores também andam à procura do mesmo, e somos mais ávidos, queremos mais e queremo-las mais vezes. É mais do que a vontade de rever uma obra em particular, é, acho, ter saudades de um novo objecto, reconhecível até certo ponto, e que preserva a mesma capacidade de deslumbramento de anteriores. Enfim, quando é que o Casimiro nos entrega um novo livro?"


...mas, de vez em quando sabe ainda melhor.

Concerto de Plateia - Maravilhoso

"É um ritual habitual dos Green Day, especialmente em terras inglesas: antes de a banda norte-americana subir ao palco, o sistema sonoro entretém o público com "Bohemian Rhapsody", o inesquecível single de 1975 dos Queen. Assim foi no passado dia 1 de julho, no concerto que a banda de Billie Joe Armstrong deu no vastíssimo Hyde Park, em Londres, no festival British Summer Time. Mas em vez do habitual burburinho (cânticos, assobios) que incitam à chegada da banda que, afinal, todos querem ver, o público londrino não se fez rogado e começou a cantar "Bohemian Rhapsody", sem mácula, de início ao fim. O que aqui se pode ver é um coro arrepiante de 65 mil pessoas que, espontaneamente, "abraçaram" o hino dos Queen com os melhores argumentos. Aos quatro minutos, na secção mais pesada da música, o povo abana a cabeça, canta com fervor e o espetáculo espontâneo torna-se, realmente, intenso. No palco, atrás da bateria, uma câmara capta o momento. Sem mais demora…

Breve memória de um bom Festival

NÓS, Vivos!


... e felizes.