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Mensagens

Antes queria que um Dinossauro me fosse ao cú!

O Povo diz sempre coisas muito bem ajustadas às determinadas situações, derivadas de milénios incontáveis de sabedoria popular acumulada. Exemplos são desnecessários aqui, pela sua redundância. Cada um integra o seu próprio povo interior, e por isto mesmo, cada um também açambarca a sua própria sabedoria hereditária. Mas isto só vale se distante do "dia das mentiras" - por isso escrevo-o hoje e não ontem - Cada verdade pessoal necessita dessa distância ao teatro comum dos dias enganadores, que, infelizmente, já nem se restringem apenas ao 1º de Abril. O Facebook (odeio-o ou odeia-me ele) é o melhor exemplo desta coisa insidiosa de se dizer sem alma de sabedoria passada, sem a constância de uma observação prolongada. - Diz-se. Dizem-se coisas e até há quem as justifique depois, por acreditar que uma justificação vale pela verdade, por trás da encenação primária do que foi dito de início.   Esta estória de validade ignóbil, está repleta de campeões e detractor...

Diário ----- (Parte IV) - A Metamorfose é um bicho Egoísta e feio.

Meditava para algum lado, sustenido entre os novos dentes, por fim ancorados, a odiosa  barba crespa e a praça viciada pelo seu olhar do costume. Lá fora, só via pessoas metidas para dentro dos seus pensamentos, como se se atrevessem a ignorá-lo deliberadamente.  A ele! Sim, a ele, um futuro de glória possível, sendo preterido daquela maneira, como se de um passado ultrapassado se tratasse. - Não podia ser! - Certos estômagos metidos nas suas próprias infâmias não nasceram para isto. O Mundo empurrado ao seu próprio rumo, e as suas pessoas só metidas em si, como se ele não estivesse crivado ali à janela? - Um novo-Cristo ignóbil, habilmente devastado pelas fomes consumidas em si mesmas. Quem se terá lembrado disto?  A lata de certos estranhos! Todas a viverem sem a devida necessidade subalterna, cada qual e cada coisa como epicentro de tudo só deles, que nojo! Os olhos implodiam-se-lhe, a garganta entupia-se com um vómito venoso imparável. A mera ...

Sir Hitch Forever

Isto não há-de ser só para férreos aficionados, julgo eu, só para aqueles cinéfilos de quatro costados que ninguém ousa levemente questionar, ou muito molestar, com receio das consequentes chicotadas. Hitchcock conseguiu a proeza, ainda durante o seu tempo de vida, de se tornar um dos realizadores simultaneamente mais comerciais à época, sem perder nunca o rumo da boa selecção das histórias que decidia filmar, fazendo-o com uma mestria sem paralelo, dentro do seu género de eleição. Deste modo, atingiu o mais alto patamar da sua classe; deixou de ser um simples realizador empregue aos desmandos dos Estúdios, como assim aconteceu em Hollywood até meados dos anos 60, e tornou-se um cineasta para a eternidade.  Os seus filmes tem sido estudados e revisitados com frequência. Alvo de diferentes interpretações e publicações, seja em livro ou na forma cinematográfica. - É que, há tanto para se avaliar em algumas das suas obras-chave, que parece nunca se esgotarem os possíveis argum...

Jardins exaustos de Oliveiras e Folares

A Páscoa clama por renovação... http://www.bubok.pt/livros/9752/Jardins-Exaustos-de-pele-e-Osso 4. Todos Os Dias A Contar De Hoje Todos os dias, apetece-me pousar os olhos num certo infinito e partir destemido contra mim. Poderia pintar o retrato exacto do que sou, agora mesmo, naquela brisa que me levou as páginas de um livro genial.  Todos os dias sonho com pássaros escritos que me adivinham os vôos. Despreocupados das noções mais elementares sobre o bem e o mal.  Poderia escrever o relato exacto do que sou nas suas asas negras. Seria um risco. Porém, De que outro modo se construiriam os sonhos? Desalento? já nem o permito. Todos os dias observo a luz a tremer, fechada sobre o ar, covarde cavando-me por dentro a respiração suspensa.  E o peito só insiste e insiste em adornar um fogo maior, de chama intensa, um centro de lume. Miro Teixeira 2015 "Jardins Exaustos de Pele e Osso" Edição...

Hoje queima-se longe de qualquer chuva

Q ueima do Judas 2016

Viva a Liberdade de Expressão e essas coisas todas dos tolinhos!

Sempre que ligo a TV apercebo-me do inegável  paradoxo de que realmente existe muita gente que não evoluiu de todo, estagnou naquele ramo onde ainda habitam os chimpanzés, e aí se reproduziu sem parar. Como se dizer o que se pensa quando só se pensa em fornicar, atirar as próprias fezes ao vazio e comer feito um alarve, fossem espécies de qualidades dignas de noticiar. Em Sábado Gordo advirto-vos, ouçam-me: A herança do mundo será dos estúpidos e virá por volume, como quem faz compras no Recheio. Só assim se compreenderá esta aberrante  promiscuidade com estes media completamente parciais, que é, grosso modo, o modelo para uma sociedade perversa controlada por um abismal "Governo Sombra".  O padrão para o fim! Ah, Boa Páscoa! .... e amanhã não se engasguem com as bananas.  

As bacalhonas da Páscoa

Ser patético também vale.

Sinto pena por tudo. No fim de contas, sentir pena não é assim tão mau quanto o pintam. Ao menos não vejo o meu nome mal escrito em lado nenhum, ou fora do contexto, mal representado, injuriado. Isso há-de valer de alguma coisa, não é? Sinto pena por não ser vilipendiado por ninguém de nota. Ao menos ao sermos mencionados em algum lado, ainda que mal ditos, mal parecidos, ainda assim parecemos alguém importante. O pior bico deste chapéu bifurcado é querer e não querer em simultâneo. - Gostava que me convidassem para coisas onde se escrevesse para alguém depois ler. Até podia ser a porta de uma casa-de-banho pública, não me importaria. Só queria que me convidassem. Há uma espécie de orgulho no "convite". Implica que alguém fez lembrança deste nome em particular e lançou a avença. Sabe tão bem isto. A pior desdita para um escritor, pior que escrever com mediocridade, até pior que não escrever de todo, é não ser convidado. Destrói-lhe o tecido interior da "pena...

Remetido ao interesse de um Bimbo qualquer.

Era uma vez um pão francês que se chamava Bijou . Uma coisinha insossa, mas de semelhante têmpera enchida, como poucos assim se conheciam. Determinado e orgulhoso da crosta doirada que lhe fazia brilhar as bochechas altaneiras, polvilhadas a pó de farinha, este pequeno pão tudo teria a seu favor para ser dono e senhor do título de pão nobre, não fosse a sua má vontade e disposição de lamúrias a colocarem-no entre os mais vulgares dos vulgares pães de que há memória.  É que Bijou vivia a sua existência fermentando dias de infinita tristeza. Poucos lhe barravam as costas com alegria, é bem certo, mas também ele somente contribuía para seu próprio descrédito. De todos se afastava um pouco mais, de dia para dia, dando-se ares de importância que nenhum lhe reconhecia. Nem o cacete, nem a rosca e muito menos os papos-secos se dignavam já a dar-lhe os bons dias. Os pães de água ainda se esvaíam em mesuras líquidas, mas ele nem lhes ligava. E os altivos pães tigre, eles mesmos, já de...

Diário ----- (Parte III)

Ninguém esperaria unhas afiadas ao fumar o póstumo cigarro. Alguém deixaria escapar esse fumo pela fenda dentária recém construída e cara, tão cara  que  nunca mais admitiria fumo algum desse mesmo sorriso endireitado? Não! Claro que não. Todos esperariam, devidamente empoleirados nas suas próprias claridades, o bom juízo, a exponência última, o compadecimento de coração constrangido face aos primeiros sinais de demência.  Daquele sorriso sempre aberto para um descampado de afectos. Onde todos, onde todos rumam abraçados para os outros, num velhaco compadrio de penas e solidariedade.  Sim, é assim, uma luta desenfreada pelo conforto dos vícios. E os vícios exibem os sinais de desgraça quando sorriem demasiado, e não conheço ninguém entre estes, porque  na verdade, já não os conhecia antes de me deixarem só nesta faceta de quem se preparou para se despojar de tudo. Estou só, é certo! Desde a lata do café até ao bojo da sanita. E quis enl...

Ser Terrorista (sem querer) estraga-me os Festivais literários.

Acabei por estragar tudo cá dentro quando me apercebi, cheio de certezas, de que somos todos gomos! - Leram bem. - Não disse: "Somos todos Gnomos , mas sim, somos todos gomos." E somos! Na Segunda-Feira li, com grande agrado vingativo, o maravilhoso artigo da Joana Emídio Marques, no Observador: " Para que(m) serve um Festival Literário? ", na Terça, morrem 34 pessoas na Bélgica, vítimas de mais um (bocejo) ataque terrorista... Esperem, não me entreguem já à bigorna da discórdia ou do repúdio generalizado. Há um sentido nisto tudo. Não sou, nem nunca fui muito de afirmações ajuizadas ou ditas " politicamente correctas ", ao contrário de uma grande e alarmante maioria, gosto de usar a tola para pensamentos profundos, ilações, preposições, enfim, tento utilizar a única coisa anatómica de jeito que possuo para discernir melhor o que me rodeia, o que me acontece a mim e aos outros, para existir, sem parecer só estar a passar por aqui como observador...

Diário de um Pária filho-da-puta que deixou de fumar há (alguns) dias e agora parece um camelo cheio de sede e a. (Isto é a sério meus amigos...) - Parte II

... So I trick myself Like everybody else... I am sinking....

Diário de um Pária filho-da-puta que deixou de fumar há dois dias e agora parece um camelo cheio de sede e a. (Isto é a sério meus amigos...)

Tenho saúde para dar e vender, ( isto sem visitar algum médico há mais de três anos. Para quê? Esses tipos querem-nos doentes com alguma coisa, seja o que for. De outro modo não conseguem comprar vivendas ultra-estilizadas nas ilhas, quaisquer ilhas. E quem compra casa cheia de estilo numa ilha, sem o benefício de ser um ilhéu de nascença, ou algum saudosista inveterado, é filho-da-puta por definição, ou alguma espécie moderna de hipster então, o que acaba por ser quase a mesma coisa . ) - Nenhum hipster de agora chegará aos pés da genialidade de um  William S. Burroughs em Tanger, nos anos 50 d0 Século passado, uma ilha ocidental em meio de algum islamismo  moderado. Ah, esperem. Existem também aqueles que foram casar fora, às ilhas. Esses são inócuos ao meu ponto de vista. - É que tenho um amigo desses! Menos de 40 anos, algum dinheiro no banco e Audi's topo de gama, que só eles e as forças de autoridade à paisana conseguem obter. São estas as pessoas que me incitam...

Memória Curta.

A memória é quase sempre o sangue a correr-nos em nome próprio. Se algum dia se escreverem biografias de nós todos, dir-nos-ão: "És aquilo que foste." - És memória portanto. - Daí que se escrevam tantos Romances de nós, escassas biografias. O Romance escreve-se assim: "És tudo aquilo que queiras, desde que o imagines com ou sem memória." - Sem memória até sabe melhor. - Porém, dizem da memória que é guardiã ambivalente. Criatura bicéfala que vê o passado de um lado, o futuro, do outro. São só esquemas dentro de engrenagens dentro de tramas dentro de nada. Escrever Romances faz doer tanto a memória, naquele ponto martirizante de se andar a assinalar etapas como se estas fossem parte de algum roteiro fascinante. E se a memória for um bairro-da-lata, povoada de cães famélicos, ruínas e pessoas de virtude duvidosa? - É natural que assim não se escrevam tantas biografias. Os leitores iriam encontrar páginas intermitentes, lacunas, onde a verdade mal poderia ser re...

Beber mata os Anjos novamente.

Foto: Casimiro Teixeira Onde estão todos os anjos guardadores, que me prometeram em menino? Desbaratados... Fugidos em terror, dos meus mais íntimos cercados, andam tristemente a monte e sem sorte. Não restou um sequer que fosse digno desse destino. Encontrei-os a todos, ontem, reunidos, numa noite de descobertas, enquanto sonhava com o Marlon Brando de um tempo anterior à sua morte, e afligia aos gritos, o resto dos incréus moradores. Desbaratados, num espaço sem fim, sem ar respirável. Quiçá só um fumo sem origem ou comando ou um miasma reluzente, aqui debaixo, dos lençóis e das cobertas. E o tempo a estender-se como uma mão que cobre. Há que vencer este tempo tão pouco admirável! Desbaratado, anseio pela grande partida, por viajar, por ser crente. Fazer um safari pelas nuvens já desprovidas e saneadas de anjos, selvas e pagodas. Desertar todos os ninhos e a felicidade que sobre. Encontrei-os nus sabem? Tremendo, como virgens recém violadas. ...

Um dia para pensar em ser melhor do que Sou.

Como em muitos outros dias forçosamente celebratórios, o da mulher, deixa-me naturalmente apreensivo; senão vejam, o sofrimento, deveria aqui pesar alguma coisa fora de qualquer tabela periódica geracional, deveria ter o seu específico peso, como um mineral o tem, ainda que posto inexistente na tabela de dias excelsos por serem apenas dedicados, em vez de serem transladados ao ano inteiro, como a felicidade havia. Sofro da má condição de não ser mulher! - Não é nenhum trauma que me conduza à cirurgia extrema, é somente uma constatação sediada na minha adulação por estas. Em cada dia dos meus anos só me apetece abrir uma prenda, e é sempre a mesma, a dela. Isto não tem graça nenhuma e eu recomendaria que lesses outra coisa qualquer. Tomem um banho quente e leiam Anais Nin: " Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos ." - É verdade. - Ide por aí a amontoar flores num cesto vazio no meio de um matagal e vereis a condição exacta dos Homens. Que absurdo géne...

Só.

Para quê existir além da presença? Nunca seremos capazes de estar em lado algum. Como se pudéssemos nós ser árvores perenes, carregadinhos de folhas caducas. Mas, tentámos na mesma. Tentámos? É extraordinário ser humano fora de toda a humanidade. Já tentaram? - Parece que se ganha uma braçada de novos sentidos físicos em acréscimo àqueles que já nos consistem; Visão, tacto, audição etc... razões sobejas de existências banais! Sensibilizar o sentido da solidão, por exemplo, é uma experiência quase de catarse, um pulo de bravura insensata que apraz. Potenciar a modorra numa espiral, mais e mais, até se alcançar o topo da monotonia e descobrir novidades desconhecidas. É preciso determinação contudo. A mortalidade absoluta deste objectivo ocorre no instante da tentação normal dos dias. O corte radical das relações mais íntimas é imprescindível. O boicote, a pura dedicação ao acérrimo desgosto de tudo e por todos, condição inequívoca. Para quê existir e depois voltar atrás no pio...

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Estar vivo é só uma coisa vista pelos outros.

Ao alcançar a relva esparsa daquele jardim mal florido, eis a minha enorme surpresa! –  dezenas de amigos, dos antigos aos mais recentes, todos eles verdadeiros como assim convêm, espalhados como bexigas ao Sol, cheios de sorrisos, mãos inquietas e de uma  surpresa que me  arrancou genuínas lágrimas de comoção. Um dia hei-de mesmo planear assim o meu melhor aniversário de todos. A vida parece-se assim. Às vezes, tentando controlar tudo, nem nos apercebemos que a surpresa, o acaso, podem nos trazer a melhor experiência de todas, entre o controlo excessivo da vida que imaginámos,  deparámos-nos com os outros, os que realmente, nos fazem sentir vivo.