Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Sai, afasta-te, desaparece...

 

Batalha das Putas 'Boys Band'?

  Neste frívolo confronto, que basicamente só opõe os 'NSYNC' aos 'BACKSTREET BOYS'. Sou todo Boys! - Peço-vos que não me acusem de nada. Não me coloquem em 'caixinhas ' acostumadas aos estilos próprios dos iconoclastas. Sou o que sou. É verdade que este confronto não passa de uma frivolidade, um conteúdo ôco, uma putaria sem sentido, mas há tanta gente atrás deste confronto que se torna digno de uma referência. "NSYNC' ou "BACKSTREET BOYS'? - Qual deste estrume cheirarará melhor? Não tenho resposta, pois este género nunca me acamou realmente. Aliás sou-lhe tão adverso, que quase me impossibilita a própria gestão da escolha. Contudo, e como me requisitaram essa opção, entrego-me e escolho. - Sou "BACKSTREET" dos três costados. Porquê? Porque nenhuma canção dos acólitos do Sr. Timberlake me põe o motor em rotações devidas em altas engrenagens. Ou seja, nenhum dos seus temas me arrasta a ser bimbo pela duração da canção. Contudo, dois o...

1998, nunca mais largues este ano!

 

Poema em 3

  Novas entrevistas ao fim do mundo, tentei andar na corda-bamba, só vi pulhas de circunstância, caí, ou empurraram-me até ao fio perdida da meda. Nenhum Bruto ou Cássio me enfiou um ferro tão fundo, como a adaga feroz da alcoolizada demência. A História fez de conta que nem me viu no largo literário da alameda, caducas entrevistas de um velho mundo. Prostitutas, ratos gordos, cús de sem-abrigo. Lembro-me de quando havia distância, sem GPS. Era livre e bom, e cheirava bem. Também nos perdíamos, mas era uma merda! A música soava baça, a carne apodrecia no sexo e nenhum sabor sabia ser assim tão profundo. Sonhei que fodi a rainha celta Bodacia, à revelia da vossa ignorância. Novas viagens ao fim de onde sou oriundo. Que merda de poema este, parece uma ambulância... circula rápido sem levar vida ao quase morto que hospeda. Ontem acordei de pau feito, mas furibundo, o céu clareava no horizonte na antecedência, de mais um dia que me degreda. O que se passa, estou vivo, morto ou moribund...

Textos Devolvidos V

   Após ter lido o patético, ego-absorvido, multi-divulgado, tão imensamente descarado, tão pulhamente marketizado, grandemente apoiado pelo sistema editorial podre que persiste neste nosso país, do 'post' do Afonso Reis Cabral , sobre a sua experiência ao ser linearmente recusado por uma editora americana de renome, senti uma saída impetuosa de vómito a emergir-me da boca calada por tanto tempo. Já não me senti capaz desta mudez persistente.  De que espécie de gente é que realmente se constituí o edifício editorial deste Portugal? Quais são os seus arquitectos e, identificados, porquê que o caminho da prostituição lhes pareceu tão apelativo quanto aparentam? - Foda-se! - Eu sei, toda a gente sabe, que o indivíduo em questão, é bisneto ou tetraneto ou o caralho que o foda do enorme Eça de Queiróz . Movido por essa gesta familiar escreveu umas coisas. Foi galardoado, óbvio! Quem é que acham que este pântano de gente vai admirar? Um filho de um alfaiate que ama escrever, ma...

A ilusão de morrer.

Aqui estou no pouco esplendor que expresso. A tornar-me mais e mais fraco à medida que envelheço e perco a parca noção de humanidade que um dia posso ter tido. Só antecipo resultados finais de má sorte. Dor, doenças malignas de inescrutáveis resultados, possibilidades de incontáveis suicídios sem paixão, paragens cardíacas no galgar das escadarias de S. Francisco. Atropelamentos fatais nas intersecções de estradas mal frequentadas. Facadas insuspeitas pelas noites simples de uma pacata Vila do Conde. Ontem quis ir à médica de família, talvez me pudesse passar algum veredicto. Não fui capaz. Não admito os médicos e as suas tretas 'new age'. Há menos de meio-século atrás, esta mesma inteira profissão fumava nos consultórios e pouco ou nada dizia sobre pulmões moribundos. A casa na praia valia mais que o prognóstico verdadeiro impedido. Aqui estou, contudo. Ainda aqui estou. Trapos e lixo vivem melhor as suas existências que eu. Escrevo isto, bebo, escrevo, mais três cigarros. Que...

A omelete perfeita é a farsa do mito de Sísifo.

Tantos, tantos ovos derramados na escalada. Tanto queijo e fiambre atirados aos dentes ávidos da má execução. Insisto nesta coisa da perfeição e é como uma fuga inconsciente à realidade. Não há perfeição em lado algum. Há tentativas e erros. Malogros e quase-sucessos. Há todo o peso da existência anterior a empurrar-nos para um lugar onde julgamos não querer estar, mas que, se calhar, é onde devemos de estar. Parece tudo desconexo? Sim, parece. Nenhum ovo é perfeito, e jamais um ovo imperfeito fará a perfeita omelete. Isso baralha-me todo. Repetição infinita? Onde caralho estou nesta metáfora imperfeita?  Quem sou? - Repito. - Quem sou? - Repito... Não! Não quem sou. Existir exige algum sentido de revolta, não é? Como sou? Como sou? Como...de novo o desespero da repetição: Fiambre, ovo, omelete, queijo, conjunto ou singular? Formado ou a caminho? Que espécie de homem serei afinal? Sufoco amiúde e entro de joelhos na desesperança de nunca obter respostas no dilúvio de perguntas dest...

Onde andam estas mulheres bonitas? - III

 

Saudades de ver bons filmes (XXIV)

Poderá " Absolutely Anything " ser considerado como o último filme dos 'Monthy Python'? Salvo a ausência do saudoso Graham Chapman, por motivos de já não se considerar entre os vivos à 26 anos, este filme de 2015, realizado pelo igualmente saudoso Terry Jones (1942-2020), reune, pelo menos em voz-off, os restantes cinco, dos seis membros deste fabuloso circo louco de comediantes. A premissa do roteiro, analisada à lupa de tantas imitações copiadas pelo mero absurdo do sentido de comédia desta genial trupe, não lhes chega aos calcanhares, nem por sombras. Também, após tantos anos a serem replicados e emulados, multiplicados e imitados em incontáveis comédias " nonsense " não pelo seu real sentido original, aquele que diferenciou o supracitado grupo, mas porque realmente não faziam nem fazem grande sentido de existirem. torna-se muito difícil insistir na originalidade do contra-senso. Contudo, muitos dos seus elementos ali se encontram, mesmo assim. É um filme...

Ryuichi Sakamoto

No adejar do fim, fica tudo o que nos imortalizou. Sejam grandes ou pequenos, todos os traços humanos deixam um legado, e a morte jamais os apagará, para muitos ou só para alguns, ou...para todos. Adeus Mr.Sakamoto, povoaste-nos de maravilhas... Ryuichi Sakamoto

Altamira, ao entardecer. - Cap.2

  Lavadura de nojo. Viera-se justamente três dias antes de se ver a si mesmo pondo-se humano na rua aberta depois de tanto tempo encoberto. Humberto, lavara-se por baixo com fricções extremas de acreditar em um futuro mais limpo. Pôs sabão a borbulhar na banheira, frescura resplandecente entre o escroto e o ânus. Prazer adiado pelo prazer antecipado. Toda esta limpeza visava a sua determinação. Altamira passava lá embaixo, passava todos os dias. Levava a rodilha de roupa no crânio, o corpo a incendiar o mundo medonho daquela terra dormente. As suas mamas alçavam o marasmo de Santa Clara até ao escândalo que jamais poderia prever pelo medo de ser expulsa desta nova vida. No jornal da semana passada, um foto sua toda desbotada na patine, desconchavada nas ilhargas das coxas expostas, descrevia o terror do sexo nos habitantes acostumados aos ditames da apatia: - Desejos de Maus-caminhos? Siga aqui para o lado, para a ' Sodoma ' dos Casinos e das festas de Verão. - rematava o edito...

Dia de Vila do Conde.

  1070 anos de um lugar onde o vento corre mais forte e o amor goteja de sítios insuspeitos. Vila do Conde nunca sucumbiu às ofertas tentadoras da fama e do sucesso. Manteve-se inabalável na sua maravilhosa insignificância e ainda hoje assim permanece. Adoro a minha cidade!

Davam grandes passeios aos Domingos.

Peter Fonda, Jack Nicholson & Dennis Hopper, Cannes Film Festival 1969  

A Humidade no Yoga

Sejamos realistas, qualquer homem que decida integrar um 'estúdio' de Yoga, que maioritariamente é atendido por mulheres (é verdade, fui ver as estatísticas.) , mulheres dedicadas a melhorarem-se, é certo, mas mesmo assim, vendidas ao apelo daquelas indumentárias que envergam, porque são as roupas a isso destinadas, e portanto têm de as usar... porque..porque sim. Isto é demasiado errado! Eu sei. As mulheres devem (não) TÊM de ser livres para fazerem, serem e usarem o que desejarem. Porra! Se acharem o Yoga ridículo (como eu acho que é), afastem-se disso, não o façam. Se, por outro lado até quiserem fazer Yoga nuas, façam-na. É uma coisa que existe.(outra pesquisa que fiz.) - Nunca me excitarei mais com a nudez do que com o seu mistério. - A questão aqui prende-se com a natureza mais básica do ser humano. - Tanto homens como mulheres, vagueiam em um lodo primordial de excitações constantes. Estamos armadilhados para fodermos! - Somos assim, não há como contorná-lo. Assim que, a...

Segue-a.

 

Diários Eróticos IV

O símbolo do amor, (💗) não é um coração, mas sim um cu!  

Saudades de ver bons filmes (XXIII)

  Três génios em uma só entrevista... Considerando o acervo, ponto por ponto, destes três cineastas aqui entrevistados, torna-se impossível não fazer um apanhado do que de melhor se fez em cinema de 'terror', durante as décadas de 70 e 80 do século passado. Nem vou perder tempo a enumerá-los, a lista seria longuíssima, em especial no que diz respeito a John Carpenter e David Cronenberg . Já Landis (John) fez deliciosos desvios pelas comédias, inclusive os seus grandes momentos de horror, deambulam igualmente por esses meandros cómicos. Será talvez difícil, nos dias de hoje, ressalvar estes pioneiros que provavelmente já poucos conhecerão, e, ainda menos terão admiração pelo corpo do seu trabalho.  Acreditem. Estes homens, e mais alguns que lhes são anteriores mas contemporâneos, como George A. Romero e Wes Kraven , todos eles cinéfilos, admiradores do passado que lhes motivou e incentivou, que lhes inspirou a pujança para desbravarem um género que, apesar de omnipresente po...

Dia sim, dia não uma beleza antiga.

Linda Harrison  

Ainda...os Óscares.

Adoro cinema. Vejo tudo, não quero parecer especialista, nem sou iconoclasta ou cinéfilo, não me entendo demasiado purista para passar adiante o lixo que se vai fazendo por todo o lado, e é tanto, tanto lixo que se faz...cada vez é mais. Hollywood está em queda. - Assoberba pela negativa! Gosto tanto do cinema que vou retirando deste lixo, do meio-cinema que assisto, e que coloco em caixinhas minhas. Este é assim e aquele é assado. Isto é realmente lixo, nem chego ao meio. Isto, por seu turno é uma daquelas pérolas que ninguém promove, mas, que vale tanto a pena ver. Que guardarei, pois o futuro chegará para lhe dar o devido valor. Isto é ver cinema. Vê-lo, no seu todo. Os que endereçam a sua atenção aos mesmos caminhos de sempre, jamais descobrirão aqueles pequenos tesouros, que, por vezes nos surpreendem. - Aos críticos de profissão, só lhes posso dizer isto: arrisquem mais! Nunca assisto nas salas, porém. Receio as pessoas, o contacto com as pessoas, tenho umas pancas aqui e ali, e ...