Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Sabedoria Americana ou Como sair de Casa de vez para me tornar Marinheiro.

“ Daqui a vinte anos, você não terá arrependimento das coisas que fez, mas das que deixou de fazer. Por isso, veleje longe do seu porto seguro. Pegue os ventos. Explore. Sonhe. Descubra .”  – Mark Twain

A foder estereótipos como um Senhor.

Ser amigo de alguém como eu, não é para os fracos de espírito.  Confesso-o: Sou misógino e desagradável ao trato simples. Eludo-me de todos e resguardo-me sozinho, eviscerado por terrores antigos de decepção catastrófica. Ainda escreverei algo sobre os amigos contrários às deserções em massa. Os indómitos resistentes. Os gigantes da minha vida, os abraços desprendidos carregados de palavras à justa. Fora do normal êxodo da psique medrosa, está a amizade como eu a encaro. Demasiado longe, para sucumbir à comum pressão das frases feitas. Tão perto contudo, que até lhe sinto o bafo diário. Aqui há uns anos, o rapper luso, "Sam, The Kid" lançou uma música deliciosa intitulada: " Poetas de Karaoke " - Troque-se Poetas por Amigos, Karaoke por Facebook e vai dar ao mesmo. Uma maravilhosa e franca denúncia à demasiado comum separação entre; AMIGOS e " amigos com vista a conseguirem algum proveito futuro face ao interesse demonstrado a estes, e também à ded...

O Silêncio como Maravilha

Um inegável grande poster, mas não somente por ser sobejamente conhecido. Não sei se já pensaram no posicionamento do bicho medonho, a traça da morte, directamente sobre os lábios, a boca da actriz Jodie Foster? As suas ramificações vão muito além da mera referência aos crimes do personagem " Buffalo Bill ", mais reflectem o passado tortuoso da personagem interpretada por Foster, A Agente Starling , incapaz de comunicar facilmente ou de se resolver a si mesma, interiormente. Neste poster deparámo-nos com um designer que compreende quando é a altura de subjugar a tipologia iconográfica à imagem em si, e que, também entende profundamente como fazer pleno uso da cor para ênfase. Não sei se alguém realmente lê ou não estas tretas que eu para aqui escrevo, mas digo-vos que esta imagem, este poster, mexeu, e mexe ainda muito comigo. Daí tê-lo ressalvado sobre milhares de outros, quiçá, ou até certamente, bem melhores. Gosto imenso deste filme, e a razão para o ter quer...

Chorar só parece bem às nuvens.

Mesmo após ter feito o apelo de que já lá não estou, mas que ainda existo, por não estar presente na audiência diária do Facebook, ainda assim permaneço ausente das vossas memórias. Eu sei, isto tudo parece muito confuso não é? - Quero ou não quero que me encontrem e que me integrem? - Os textos, os poemas, as imagens, a atitude niilista, tudo aponta em contrário, mas não, ensinaram-nos a ser opostos à verdade. Impregnaram-nos de ironia e sarcasmo, e agora, medíocres ou excelentes, já nem conseguimos convencer um cego a querer ver. Reitero: o meu email é; "neomiro03@gmail.com", o meu número de telemóvel; 934317911, e a minha casa é aqui, por agora. Tenho sempre tanto para dizer. Apareçam e digam vocês qualquer coisa. Estranhamente, sinto a vossa falta.

Dia sim, dia não, uma beleza antiga.

Anita Ekberg

Oh Lucille que fizeste tu?

A equipa de produção da série "The Walking Dead" não tem nada de estúpida. Claro que sabem que neste momento, milhões de fãs se encontram roídos de ansiedade com o estonteante final da mid-season 6, sobretudo com Negan, quiçá o mais perfeito vilão em toda a série, mas estão perfeitamente cientes sobre o que andam a fazer: As pessoas andam a falar sobre o assunto!  - Atenção que se ainda não viu o episódio da última segunda-feira este texto vai-lhe estragar o suspense. - Quem terá sido o infeliz, e querido personagem, que " Lucille " (este é o nome que Negan atribuiu ao seu taco de baseball de estimação, a sua arma preferida, incrustada com arame farpado), terá sido transformado numa espécie de polpa disforme de carne, sangue e ossos esmigalhados? Alguns sugerem ser possível alinhar o ângulo de onde Negan se posicionava, para determinar a sua vítima. Outros apontam que a sombra que percorre o rosto do Rick sugere que seria alguém à sua esquerda (Maggie...

O Erro Fatal de Humberto

Foi um erro ter aprendido as palavras. Renuncio-as todas agora, por ser já incapaz de as desaprender. Disponho-me a viver o que me resta, num mundo fictício, onde nada, jamais, signifique o que me apetece dizer. Faço esta promessa modesta, até que por fim, as mais belas palavras de todas, se juntem, e jurem alguma engenhosa e feroz vingança, contra mim. Deixem-me aqui no fundo desta alucinação, tenho esta minha loucura indelével, que já nem suporto. É como se caminhasse vendado, sem esperança de digna execução. Já não me importo, se os mais quietos sentidos de todos, me tolherem, ferirem, me fizerem sangrar. Também não me farão diferença as lágrimas de olhos mais rudes que os de uma criança. Temo apenas o erro que me fez começar. E é uma maravilhosa justiça que o final a mim me pertença. A tragédia que me escorre de tão medíocre língua, é onde mereço acabar. Entrego-me a ela, simplesmente, ansioso por ficar invisível, depressa, depressa, depressa... quanto...

Tomem lá Urtigas Voadoras

Nem o homem foi feito para voar, nem tampouco para deixar de ser Homem!  O desconforto óbvio da depressão mata-nos aos poucos, mas não nos destrói de imediato. É a ignorância dos grandes que acaba por servir o propósito de nos criar a resiliência necessária. Não nos mata, insiste, e a sua insistência é o motor principal. Cada desilusão exclui e faz crescer, faz crescer a vontade de não estar ali, nessa posição de queda. Ninguém disse que haveríamos todos de sobreviver graças à excelência. Alguns resistem apenas porque sim.

Antes queria que um Dinossauro me fosse ao cú!

O Povo diz sempre coisas muito bem ajustadas às determinadas situações, derivadas de milénios incontáveis de sabedoria popular acumulada. Exemplos são desnecessários aqui, pela sua redundância. Cada um integra o seu próprio povo interior, e por isto mesmo, cada um também açambarca a sua própria sabedoria hereditária. Mas isto só vale se distante do "dia das mentiras" - por isso escrevo-o hoje e não ontem - Cada verdade pessoal necessita dessa distância ao teatro comum dos dias enganadores, que, infelizmente, já nem se restringem apenas ao 1º de Abril. O Facebook (odeio-o ou odeia-me ele) é o melhor exemplo desta coisa insidiosa de se dizer sem alma de sabedoria passada, sem a constância de uma observação prolongada. - Diz-se. Dizem-se coisas e até há quem as justifique depois, por acreditar que uma justificação vale pela verdade, por trás da encenação primária do que foi dito de início.   Esta estória de validade ignóbil, está repleta de campeões e detractor...

Diário ----- (Parte IV) - A Metamorfose é um bicho Egoísta e feio.

Meditava para algum lado, sustenido entre os novos dentes, por fim ancorados, a odiosa  barba crespa e a praça viciada pelo seu olhar do costume. Lá fora, só via pessoas metidas para dentro dos seus pensamentos, como se se atrevessem a ignorá-lo deliberadamente.  A ele! Sim, a ele, um futuro de glória possível, sendo preterido daquela maneira, como se de um passado ultrapassado se tratasse. - Não podia ser! - Certos estômagos metidos nas suas próprias infâmias não nasceram para isto. O Mundo empurrado ao seu próprio rumo, e as suas pessoas só metidas em si, como se ele não estivesse crivado ali à janela? - Um novo-Cristo ignóbil, habilmente devastado pelas fomes consumidas em si mesmas. Quem se terá lembrado disto?  A lata de certos estranhos! Todas a viverem sem a devida necessidade subalterna, cada qual e cada coisa como epicentro de tudo só deles, que nojo! Os olhos implodiam-se-lhe, a garganta entupia-se com um vómito venoso imparável. A mera ...

Sir Hitch Forever

Isto não há-de ser só para férreos aficionados, julgo eu, só para aqueles cinéfilos de quatro costados que ninguém ousa levemente questionar, ou muito molestar, com receio das consequentes chicotadas. Hitchcock conseguiu a proeza, ainda durante o seu tempo de vida, de se tornar um dos realizadores simultaneamente mais comerciais à época, sem perder nunca o rumo da boa selecção das histórias que decidia filmar, fazendo-o com uma mestria sem paralelo, dentro do seu género de eleição. Deste modo, atingiu o mais alto patamar da sua classe; deixou de ser um simples realizador empregue aos desmandos dos Estúdios, como assim aconteceu em Hollywood até meados dos anos 60, e tornou-se um cineasta para a eternidade.  Os seus filmes tem sido estudados e revisitados com frequência. Alvo de diferentes interpretações e publicações, seja em livro ou na forma cinematográfica. - É que, há tanto para se avaliar em algumas das suas obras-chave, que parece nunca se esgotarem os possíveis argum...

Jardins exaustos de Oliveiras e Folares

A Páscoa clama por renovação... http://www.bubok.pt/livros/9752/Jardins-Exaustos-de-pele-e-Osso 4. Todos Os Dias A Contar De Hoje Todos os dias, apetece-me pousar os olhos num certo infinito e partir destemido contra mim. Poderia pintar o retrato exacto do que sou, agora mesmo, naquela brisa que me levou as páginas de um livro genial.  Todos os dias sonho com pássaros escritos que me adivinham os vôos. Despreocupados das noções mais elementares sobre o bem e o mal.  Poderia escrever o relato exacto do que sou nas suas asas negras. Seria um risco. Porém, De que outro modo se construiriam os sonhos? Desalento? já nem o permito. Todos os dias observo a luz a tremer, fechada sobre o ar, covarde cavando-me por dentro a respiração suspensa.  E o peito só insiste e insiste em adornar um fogo maior, de chama intensa, um centro de lume. Miro Teixeira 2015 "Jardins Exaustos de Pele e Osso" Edição...

Hoje queima-se longe de qualquer chuva

Q ueima do Judas 2016

Viva a Liberdade de Expressão e essas coisas todas dos tolinhos!

Sempre que ligo a TV apercebo-me do inegável  paradoxo de que realmente existe muita gente que não evoluiu de todo, estagnou naquele ramo onde ainda habitam os chimpanzés, e aí se reproduziu sem parar. Como se dizer o que se pensa quando só se pensa em fornicar, atirar as próprias fezes ao vazio e comer feito um alarve, fossem espécies de qualidades dignas de noticiar. Em Sábado Gordo advirto-vos, ouçam-me: A herança do mundo será dos estúpidos e virá por volume, como quem faz compras no Recheio. Só assim se compreenderá esta aberrante  promiscuidade com estes media completamente parciais, que é, grosso modo, o modelo para uma sociedade perversa controlada por um abismal "Governo Sombra".  O padrão para o fim! Ah, Boa Páscoa! .... e amanhã não se engasguem com as bananas.  

As bacalhonas da Páscoa

Ser patético também vale.

Sinto pena por tudo. No fim de contas, sentir pena não é assim tão mau quanto o pintam. Ao menos não vejo o meu nome mal escrito em lado nenhum, ou fora do contexto, mal representado, injuriado. Isso há-de valer de alguma coisa, não é? Sinto pena por não ser vilipendiado por ninguém de nota. Ao menos ao sermos mencionados em algum lado, ainda que mal ditos, mal parecidos, ainda assim parecemos alguém importante. O pior bico deste chapéu bifurcado é querer e não querer em simultâneo. - Gostava que me convidassem para coisas onde se escrevesse para alguém depois ler. Até podia ser a porta de uma casa-de-banho pública, não me importaria. Só queria que me convidassem. Há uma espécie de orgulho no "convite". Implica que alguém fez lembrança deste nome em particular e lançou a avença. Sabe tão bem isto. A pior desdita para um escritor, pior que escrever com mediocridade, até pior que não escrever de todo, é não ser convidado. Destrói-lhe o tecido interior da "pena...

Remetido ao interesse de um Bimbo qualquer.

Era uma vez um pão francês que se chamava Bijou . Uma coisinha insossa, mas de semelhante têmpera enchida, como poucos assim se conheciam. Determinado e orgulhoso da crosta doirada que lhe fazia brilhar as bochechas altaneiras, polvilhadas a pó de farinha, este pequeno pão tudo teria a seu favor para ser dono e senhor do título de pão nobre, não fosse a sua má vontade e disposição de lamúrias a colocarem-no entre os mais vulgares dos vulgares pães de que há memória.  É que Bijou vivia a sua existência fermentando dias de infinita tristeza. Poucos lhe barravam as costas com alegria, é bem certo, mas também ele somente contribuía para seu próprio descrédito. De todos se afastava um pouco mais, de dia para dia, dando-se ares de importância que nenhum lhe reconhecia. Nem o cacete, nem a rosca e muito menos os papos-secos se dignavam já a dar-lhe os bons dias. Os pães de água ainda se esvaíam em mesuras líquidas, mas ele nem lhes ligava. E os altivos pães tigre, eles mesmos, já de...

Diário ----- (Parte III)

Ninguém esperaria unhas afiadas ao fumar o póstumo cigarro. Alguém deixaria escapar esse fumo pela fenda dentária recém construída e cara, tão cara  que  nunca mais admitiria fumo algum desse mesmo sorriso endireitado? Não! Claro que não. Todos esperariam, devidamente empoleirados nas suas próprias claridades, o bom juízo, a exponência última, o compadecimento de coração constrangido face aos primeiros sinais de demência.  Daquele sorriso sempre aberto para um descampado de afectos. Onde todos, onde todos rumam abraçados para os outros, num velhaco compadrio de penas e solidariedade.  Sim, é assim, uma luta desenfreada pelo conforto dos vícios. E os vícios exibem os sinais de desgraça quando sorriem demasiado, e não conheço ninguém entre estes, porque  na verdade, já não os conhecia antes de me deixarem só nesta faceta de quem se preparou para se despojar de tudo. Estou só, é certo! Desde a lata do café até ao bojo da sanita. E quis enl...

Ser Terrorista (sem querer) estraga-me os Festivais literários.

Acabei por estragar tudo cá dentro quando me apercebi, cheio de certezas, de que somos todos gomos! - Leram bem. - Não disse: "Somos todos Gnomos , mas sim, somos todos gomos." E somos! Na Segunda-Feira li, com grande agrado vingativo, o maravilhoso artigo da Joana Emídio Marques, no Observador: " Para que(m) serve um Festival Literário? ", na Terça, morrem 34 pessoas na Bélgica, vítimas de mais um (bocejo) ataque terrorista... Esperem, não me entreguem já à bigorna da discórdia ou do repúdio generalizado. Há um sentido nisto tudo. Não sou, nem nunca fui muito de afirmações ajuizadas ou ditas " politicamente correctas ", ao contrário de uma grande e alarmante maioria, gosto de usar a tola para pensamentos profundos, ilações, preposições, enfim, tento utilizar a única coisa anatómica de jeito que possuo para discernir melhor o que me rodeia, o que me acontece a mim e aos outros, para existir, sem parecer só estar a passar por aqui como observador...

Diário de um Pária filho-da-puta que deixou de fumar há (alguns) dias e agora parece um camelo cheio de sede e a. (Isto é a sério meus amigos...) - Parte II

... So I trick myself Like everybody else... I am sinking....