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Mensagens

Preciso de ti Aqui.

Se tu viesses ver-me eu era um homem rico, nesta hora do final da manhãzinha. Abrir-te-ia a porta e entraria teu sorriso, pequeno, fresco e belo, aquele que eu suplico, que um dia distante que nem se avizinha, me traga por fim aquilo que preciso.

Finalmente, Paz!

O pequeno conto que poderão ler a seguir, faz parte do projeto: EU AMO ESCREVER organizado pela editora do Rio de Janeiro Livros Ilimitados e pela empresa de moda Cantão . Destina-se a selecionar 10 contos de todos aqueles enviados, para publicação e atribuição de um prémio: Um iPad! Claro, que na fase inicial de pré-seleção, todos os contos confirmados, só passarão à fase seguinte se reunirem um número suficiente de votos populares, daqueles que visitarem a página do Eu Amo Escrever! Conto convosco... Procurem pelo conto Finalmente, e se gostarem do que vão ler a seguir, Votem! Fez mórbidos preparativos naquela manhã, para o desfecho há muitos anos congeminado na sua mente de homem perdido. O Caminho de pedregulhos polidos levava-o a um nicho recatado, mais além da língua de areia da rampa dos Socorros-a-Náufragos, pelo paredão comido por anos e anos de rebentação sistemática, de ondas gigantes de inverno, aí, num cantinho de pescador, Benito, deixou de olhar para ...

As memórias de uma nuvem.

Perigosamente conto as memórias de uma nuvem. Quando nasceu, não mais que um pingo, uma gota, que pingou e respingou, foi levada na corrente e resvalou, caiu bela e dispersa, e quando chegou, por fim ao seu destino, notou... que não tem fim. E subiu, elevada em vapor brumoso, juntou-se a outras, amigas de infância, pingas e pingas e pingas, e gotinhas amigas de correrias, companheiras de rodopios, levadas ao longe por rios, tragadas por tantas águas e mares e por fim, juntas, de novo juntas, na nuvem que passa. Não uma, mas um bando delas, dando o ar da sua graça. E lá ao longe, mais além, eis que se acinzenta todo o céu, e cá em baixo todos fogem ao abrigo. Aquela nuvem, agora fria de tristeza, descobre por fim o fim do seu destino. Não ter um amigo. Cá em baixo, quem a recebe de bom grado? Ninguém, ninguém, nem eu, é assim a natureza. in: " Poemas por Tudo e por Nada " Corpos Editora 2011

Associação Helpo

Este é o Luís Abraão ..! O Luís Aparenta ser uma criança simpática e risonha. Vive com os pais no bairro de Impiri, no distrito de Pemba - Metuge, a cerca de 60 km.da capital da Província de cabo Delgado, Pemba, em Moçambique, numa casa de condições precárias, construída com materiais locais, sem acesso a saneamento básico ou energia elétrica. É uma criança saudável e frequenta a 1ª classe na escola primária de Impiri. Os seus pais são camponeses, e apesar da tenra idade, o Luís também ajuda a família em algumas tarefas do quotidiano. O Pai do Luís inscreveu-o no Programa de Apadrinhamento à distância da HELPO , para que ele pudesse ter acesso a uma instrução regular...e eu, eu Apadrinhei-o. O Luís é agora meu afilhado!    E Graças à Helpo, também você pode ajudar uma criança em Moçambique a esboçar um sorriso tão bonito quanto o do Luís. Experimente! Associação Helpo - Organização Não Governamental para o Desenvolvimento Rua Manue...

Negócios da China.

A imagem que estão a ver, é Zhenjiang, uma cidade na China, conhecida como o lar do Agri-Doce, situa-se na encruzilhada do terceiro maior rio do mundo, o Yangtzé, e a razão pela qual decidi mostrar-vos esta cidade, deve-se ao facto de ser daqui que provêm cerca de 80% dos chineses residentes em Portugal. E o que faz com que estes pequenos amigos amarelos, de uma província do Sul da China venham cá parar em tão grandes quantidades? A resposta é muito simples. Porque podem. Aqui a nossa parvalheira, é um autêntico paraíso para este povo desconfiado e industrioso que chega a trabalhar por vezes, setenta horas por semana, para nos poderem impingir aqueles produtos de qualidade duvidosa que vendem nas mais de 5000 lojas espalhadas pelo país fora. E quantos chineses existirão em Portugal neste momento? Ninguém sabe ao certo, apesar das estatísticas apontarem para 11 mil, no seio da comunidade destes queridos asiáticos, o consenso aponta para mais de 20 mi...

..viajar pela leitura...

O meu "primogénito" - Poemas por Tudo e por Nada -, em destaque no excelente blogue literário da Paula, . .viajar pela leitura..   É sempre um prazer deparamo-nos com estes momentos de puro altruísmo entre quase estranhos. São atitudes destas que tanto incentivam um jovem autor a subir a difícil e longa escadaria deste competitivo mundo da literatura. Um grande abraço Paula e espero que goste da minha poesia. A Ler Poemas Por tudo e Por Nada de Casimiro Teixeira

Sobre os devaneios do Humberto...

"Enquanto fazia um esforço descomunal para conter o movimento arfante do peito, levou aí a mão, certificando-se que a carta do médico ainda se encontrava dentro do bolso interior do casaco depois de toda aquela correria galopante através da ventania. - O que foi? – Inquiriu-lhe a mulher. – Não me digas que estás mesmo mal do coração por causa de uma corridinha sem importância? Humberto amaldiçoou mais uma vez a sua condição de picuinhas. – Se não tivesse que me certificar ela nem teria dado por nada. Maldito crica!

O infinito

Longe de ti, é ermo o infinito, longe de ti, nem há caminho de volta. A saudade é tanta que nem a permito, e a dor corre-me cá dentro solta.

Maldito calor!

Este calor do diabo, derrete-me mais a paciência do que a gordura do corpo. Queima-me mais o juízo do que propriamente a pele. Detesto tudo o que vem em ondas de excesso, e o calor não me escapa à miudeza do ódio.  Como não fui construído num molde preparado para isso, evito-o como a praga que ele é. Abaixo o calor, para o Inferno com ele, que é aí o seu lugar. Que venham temperaturas mais amenas antes que me estoure o cérebro de tanto o odiar. Tenho dito!

Tudo menos isso..

Caro Senhor Meu Deus, Ouvi recentemente um muito alarmante rumor, que me transtornou o espírito. Constou-me que Pensas descontinuar a produção da Mulher, retirando do mercado todo o stock existente. Ora, bem Te sei Todo-Poderoso e Omnisciente, mas Hás de convir que essa Tua decisão, de todas as que já Tomaste desde o Alfa e do Ómega, é a coisa mais digna de apontamento. Sempre fui Teu fiel devoto, e longe de mim, Ó Criador, vir-Te agora questionar por tudo e por nada, mas, logo a mulher Senhor?

The Smiths - Girlfriend in a Coma

A propósito da minha recente actividade nas redes sociais... Tantas saudades destes tempos..

É assim que elas se fazem...

Plínio Monteiro sabia que metade da paz doméstica estava em não a desmentir nunca. A outra metade era um exercício precário de compreensão. Não tinham filhos e suportavam esse lapso da natureza sem se recriminarem. Assim ela o julgava pelo menos. Plínio, mais do que tudo, desejava era deixar semente sua neste mundo, mas ela nunca lhe dava arresto a essa vontade, e escapava-se com mezinhas de fala ao jorro impetuoso da sua intenção.

Nevoeiro Amigo

Nem sempre é bom ocultarmos as paixões que nos deslumbram, ainda que nos confundam por vezes com o cariz da sua estranheza. Uma que me encanta particularmente, e à qual nunca consigo dizer que não, é o nevoeiro. A notícia produz, sem grandes variações de caso, uma indiferença total a quem a ouve. Mesmo aqueles que melhor me conhecem hão de pensar com descrédito: Nevoeiro?  O certo é que mal consigo discernir uma explicação ajuizada para tal fenómeno emocional que se despoleta cá dentro. Sempre que o vento do mar o empurra na minha direção, fico agarrado sem remédio, e parto bruscamente para a rua, deixando-me envolver por ele, como se de um manto protetor se tratasse. Não sei, já me seduz desde pequeno, e mesmo sendo incapaz de descrever esta loucura mística por uma mera névoa de humidade, procuro-o sempre, mais até, chego por vezes a ansiá-lo. Talvez seja a lenta litania da ronca que me hipnotiza neste estado de transe, talvez somente revele, um pouco senso ati...

Loucura memorável.

Enquanto no mundo existirem loucos, os sãos serão esquecidos, pois de bom grado ninguém entende, gente que chora em casamentos, ou que ri em funerais, gente que não sabe do que fala, e só se engana no que sente. Enquanto no mundo houverem loucos, serão melhores do que essa gente, mesmo se sejam sem cabelo, ou que ali lhes falte um dente. Será por isso menos pessoa, pela má sorte de ser demente? Não senhor, é certamente gente boa. Enquanto no mundo nascerem loucos, o sorriso correrá livre, e a bondade inquestionável, e a dança será permitida, e as palavras serão poesia. E esses tolos sãos sisudos, cairão burros sem saberem, que a loucura é memorável, e a sanidade doentia.

Anseio o quentinho do Sol

Praia de Porto de Galinhas - Pernambuco (Brasil) Com o tempo que hoje faz, quem me dera agora estar aqui outra vez!

O saco de lona.

Recordo-me claramente de um princípio de tarde como este, tinha doze anos e no céu corriam cabritinhos de nuvens carregados em solavancos imperceptíveis por uma brisa suave. O meu tio tinha uma alfaiataria inclinada de esguelha na encosta do mosteiro, e nessa tarde eu estava lá ao seu lado, enquanto ele fumava estirado no seu cadeirão vermelho de napa, que rangia um gemido estridente a cada movimento. Notava-se que a consciência lhe falhava empurrando-o para a sesta, ainda assim mantinha-se atento de um olho ao que eu fazia. Debatia-me com o atilho embirrento de um nó cego daquele saco de lona que me oferecera antes com promessas afãs de tesouros indescritíveis no seu interior, caso eu o conseguisse abrir, e sentia-lhe aquele olho posto em mim, atento, cioso do resultado final da minha curiosidade.  Eu porém, ávido pelo conteúdo de mistério daquele saco, mais o atava do que propriamente o contrário e a demanda de alguns segundos, arrastava-se já em vários minutos.

Uma espécie de Erotismo.

Tu és quem me diz tudo, e por tudo o que me dizes, adoro-te, o tudo que em ti se pode adorar. Adoro-te no sol da manhã, no doce toque do teu despertar. Adoro-te nos meus sonhos, quando me deito de noite, e me ponho a sonhar.

8º Campeonato Nacional de Escrita Criativa. - 1ª Jornada

Bem, por acaso até nem me saí nada mal. Na 1ª Jornada, do 8º Campeonato de Escrita Criativa, organizado mais uma vez pelo Pedro Chagas Freitas, o meu texto saiu por cima, e venceu. Vale o que vale, mas sinto-me contente por isso. O tema do primeiro desafio era o seguinte: Pense num produto sem o qual não poderia viver. Agora imagine que a marca anunciou que o vai tirar, em breve, do mercado. Escreva para a empresa a tentar demovê-los dessa decisão.                                             (máximo: 400 palavras) Se estiverem interessados na leitura do texto em questão, poderão faze-lo no blog do escrita criativa, aqui!

Um Poema sem demora.

Pouco a pouco enxerto linhas neste esteio, Incerto da solitude que me comanda a mão, avanço num vagar pausado que não refreio, e deixo de entender o sentido da razão.

Breve consideração sobre a minha poesia.

Eu escrevo: " Bem sei que os meus poemas estão carregados de erros por vezes , e depois ? Eu não vou parar de corrigi-los . "   Será que a poesia é sagrado? Ou talvez, considerada insignificante? Ambas as formas de abordá-la estão errados, e o pior é que o neófito, livre da necessidade de trabalhar nos seus versos não encara essa realidade, escreve com asas, em vez de ter os pés bem assentes na terra. É gratificante e agradável poder afirmar de boca cheia, que o espírito da Florbela Espanca desceu sobre mim na sexta-feira à 01:57 da noite, e começou a sussurrar -me segredos no meu ouvido misterioso (o esquerdo). Fe-lo com tanta veemência que quase não tive tempo para escrevê-los todos. Mas em casa, de portas fechadas , corrijo-os com afinco . Riscando e revendo aqueles termos que parecem provir de outro mundo. Os espíritos são maravilhosos , mas a poesia tem o seu lado prosaico. Utilizar o verso livre, como se essa liber...