Tenho algum azedume em mim, tenho. Sou um corpo só feito de cogumelos a fruirem a podridão de imensas frustrações irresolvidas, ainda que encimado por um cérebro intacto, quase bonito, quase genial, mas, além disso, " Eu não sei se algum dia eu vou mudar ", mas sei que a nova geração de cantores/músicos/cantautores tugas, arranjou a perfeita fórmula para levantar vôo deste marasmo asfixiante que o panorama artístico português nos tolhe à nascença. Eu não quis nascer nesta sobra de mim. Porém, muitos quiseram e fizeram-no. Há uma geração inteira de músicos, músicos digo com saliva colada ao céu da boca, porque isto está mais gritantemente exposto nesta álea criativa, todavia não lhe seja exclusiva, e explora um filão que me engasga a boca de vómito pelos ouvidos. Estes artistas , ou alguém por eles, descobriram que se convidassem outrém de bom talento, ou melhor, de talento apenas, para cantarem ao seu lado, poderiam aspirar a algum sucesso. Deu, dá resultado! Assim que assi...